segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

A Linha do Equador


Aprendemos, na juventude, que a Linha do Equador era imaginária e separava, em partes iguais, a terra em dois periféricos, o Norte e o Sul. Nós a mediríamos no sentido leste / oeste partindo da longitude zero que era perpendicular a Londres. Por isto o nome de Marco Zero de Greenwich. Existem várias linhas paralelas ao Equador denominadas de latitude nos dois hemisférios. Também as longitudes que são perpendiculares.

Esta linha imaginária denominada de Equador mediria aproximadamente 40.000 km de extensão formando uma circunferência com, aproximadamente, 12.757 km de diâmetro. E que a terra em seu movimento de rotação desenvolveria a velocidade de 900 knots aproximadamente. Isto porque os ingleses determinaram que a sua milha mediria 1.852 m, sendo igual a um minuto. Uma hora igual a quinze graus, um segundo igual a trinta metros e noventa centímetros aproximadamente. Matéria belíssima.

Mas, após a idade da razão, percebemos que esta mesma linha poderia receber outro nome com outras significações: a Linha do Coador. Ela separaria a parte superior da inferior, conquistadores de conquistados, fiéis de infiéis, o céu do inferno.

Tudo de bom, bonito e gostoso aconteceria sobre esta linha que seria quase intransponível, exceto nos casos de futebol debaixo para cima ou turismo sexual no sentido inverso.

No entanto, sob esta linha nem tudo o que acontece é ruim. Temos muita coisa boa: bandido é celebridade, mendigo dá esmola, político desonesto sempre é bem votado, despreparado tem cota para cursar universidade, desonestidade é sinônimo de inteligência e até analfabeto se torna presidente.

Estamos tão acostumados a viver sob linhas, que 65% de nós já estamos abaixo de outra: a da pobreza. Não é imaginária e dá até para equilibrar sobre ela. Principalmente a classe média onde a moeda de um real faz pardal virar morcego.

Neste ano vamos votar novamente e se ocorrer o previsto continuaremos sob o Equador, sob a linha de pobreza e também sob o câncer. Trópico? Hahaha! Quem dera!

Agradecimentos


Assistindo ao telejornal da 8:00 me deparei com a comum cena de reclamações conta planos de governo. Um casal de idosos relatavam ao entrevistador suas experiências quanto ao plano Collor. Compraram um imóvel através do sistema financeiro de habitação. Um apartamento de 54 m² no valor de Cr$ 68.000,00 (sessenta e oito mil cruzados) parcelados em 300 meses. Quitaram suas parcelas até os 120 meses subseqüentes pagando o equivalente a Cr$ 114.000,00 (cento e quatorze mil cruzados) quando o tutor da dívida sofreu um acidente e se aposentou por invalidez passando a receber proventos insuficientes para honrar sua dívida contraída junto ao SFH. Após cinco anos de inadimplência sua dívida acumulava um montante de R$ 62.000,00 (Sessenta e dois mil reais). Após muita audiência na justiça, o casal consegue renegociar seu débito para R$ 41.395,00 (Quarenta e um mil, trezentos e noventa e cinco reais) divididos em 60 meses com juros de 8% aa. Seu imóvel foi avaliado em R$ 51.300,00 (Cinqüenta e um mil e trezentos reais).Pois bem!..
A mulher, embevecida, enche os olhos de lágrimas e agradece a Deus pela vitória. Ao entrevistador (fôsse eu) caberia a pergunta: Que vitória? Que Deus? ... Por quê o seu Deus não evitou sua queda do telhado? Por quê ele não o ajudou antes?

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

O que todo criacionista deveria saber


Parte XII – Evolução dos dogmas

Em 306, com pouco mais de 20 anos, Constantino (O Grande) foi proclamado “Rei” pelo Exército Imperial Romano como sucessor de seu pai. Constantino acreditava que o cristianismo era adequado a ser seu principal aliado. Por tratar a todos de forma igual, o cristianismo caía como uma luva num império composto por gregos, judeus, persas, eslavos, germanos, ibéricos, romanos, fenícios, egípcios e diversas outras culturas. Seu único defeito era não demonstrar respeito ao imperador nem a sua pretensão à divindade até Constantino se tornar cristão em 312. Neste mesmo ano, ofereceu tolerância cívica aos cristãos e restaurou propriedades que lhes tinham sido confiscadas. Com sua mãe, começou a construir igrejas grandiosas em locais tão distantes como Jerusalém.

Os judeus reverenciavam o sábado como o coração da semana e São Paulo começou a conferir o domingo como o dia da reverência uma vez que este era o dia da ressurreição de Cristo. Constantino fez com que todo o Império Romano entrasse em conformidade com sua fé. Durante o Concílio de Nicéia em 321, Constantino declarou o domingo como sendo o dia de adoração a Deus, na cidade. Porém não no interior, lá as vacas e as cabras tinham de ser ordenhadas, a colheita feita e a terra arada, independente do dia da semana.

Na história do cristianismo, nenhum outro acontecimento desde a crucificação do seu fundador, foi tão influente quanto a mudança de atitude de Constantino em 312. Mesmo sendo cristão, colaborou com o assassinato de seu filho Crispo.

Por mais de trezentos anos, as igrejas às margens do Mediterrâneo não celebraram o nascimento de Cristo. Em Roma o dia 17 de dezembro, conhecido como saturnália acabou sendo tomado à força pelos cristãos, mudado para 25 de dezembro e proclamado como o dia do nascimento de Cristo. Maria, a mãe de Cristo, demorou para ser lembrada pelos cristãos e em 431, o Conselho de Éfeso deu a ela um papel de honra no calendário cristão. O dia 25 de março se tornou conhecido como o Dia da Anunciação.

Durante os séculos IV e V dC, o cristianismo vai-se gradualmente instituindo seus dogmas que é a base de sua doutrina oficial. Para os cristãos o principal dogma é o da santíssima trindade, que para mim é uma violação ao monoteísmo. Este dogma professa que Deus é simultaneamente uno, porque na essência bíblica só existe um Deus, mas também é trino porque está personalizado em três pessoas, pai, filho e Espírito Santo estabelecendo entre si uma comunhão perfeita.

Estas três pessoas, apesar de possuírem a mesma natureza, são realmente distintas. Certos atributos são mais reconhecidos em uma destas pessoas do que em outras. Como exemplo, a criação do mundo há 6.000 anos está associada a Deus Pai, a salvação do mundo a Jesus, filho de Deus e a proteção, guia e santificação da igreja ao Espírito Santo. Na realidade, a cultura é a mesma cultivada pelos faraós a 4.000 anos. Um Deus para cada evento.

Por meio milênio o cristianismo foi como um metal quente despejado em fôrmas de formatos variados. Freqüentemente a blendagem da liga era mudada e os moldes remodelados.

É impossível encontrar algo divino nesta balbúrdia que se tornou o cristianismo.