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Agrotóxicos

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Às vezes não quero acreditar que vivo numa sociedade de analfabetos funcionais. Estou estarrecido assistindo a uma novela de grande audiência em que um personagem graduado numa universidade francesa prega a agricultura orgânica de subsistência em detrimento à agricultura industrial. O nome “Agricultura Sintrópica” é mais um verbete dos filhos da revolução verde improdutivos. O sistema há muito já é usado na Amazônia por pequenos produtores para recuperar nascentes, áreas degradadas e matas ciliares. Consorciando agricultura familiar, árvores frutíferas, apicultura e preservando ou plantando vegetação regional protegendo o ambiente. Muito válido para micro agricultores e assentados. Ernst Gotsch não descobriu a pólvora.   Ora!..Ora!.. O autor deveria ter se informado sobre o assunto, antes de  difundir suas convicções políticas de esquerdista. Os agrotóxicos salvaram florestas e bilhões de vidas, e, o homem que mais ajudou a amenizar a fome das pessoas, não foi um polític...

Pombas brancas

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Um dos livros mais vendidos no ano de 1969 foi o romance “O Enigma de Andrômeda”, de Michael Crichton, que conta a história de um grupo de cientistas envolvidos no estudo de um micro-organismo que faz o sangue   humano coagular rapidamente, provocando a morte. Embora seja um livro de ficção, O Enigma de Andrômeda é um relato arrepiante da ameaça biológica que determinados organismos podem representar ao sistema imunológico humano, que por nunca ter sido exposto a eles, não tem como combatê-los. No livro os organismos vêm do espaço sideral. Na vida real eles podem ser desenvolvidos na terra mesmo, por meio de atividades biotecnológicas humanas, propositais ou acidentais. Para ilustrar as possibilidades, alguns anos atrás um grupo de pesquisadores australianos   produziu uma cepa de ectromelia infecciosa, uma variante do vírus da varíola, esperando esterilizar os ratos. De modo geral, a ectromelia infecciosa não representa perigo para os camundongos que participam da ex...

O Brasil e a matemática.

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O Congresso do PT em Salvador/BA decidiu pela volta da CPMF e de se taxar grandes fortunas, como formula de tirar o Brasil da crise. Nada se falou de reforma fiscal e tributaria. E muito menos do tamanho do Estado brasileiro, que cresceu. E como um Narciso, enamorou-se da sua própria força e beleza. E ufano de suas riquezas, vaidoso de sua potência, achou que é um fim em si mesmo. E esqueceu que o homem é que foi criado a imagem e semelhança de Deus e que foi o homem quem o criou para seu serviço. E na sua autoadmiração, o Estado brasileiro agiu como se o homem fosse por ele criado para construir a sua grandeza. E na sua mania de grandeza, agigantou-se. E na sua mania de riqueza, ficou perdulário e endividou-se. Para sobreviver começou a taxar cada vez mais a Nação, até que os seus tributos ficaram bem acima da capacidade contributiva da Nação. Iniciou-se, assim, um conflito de sobrevivência entre o Estado e a Nação, cada qual navegando em barcos e destinos diferentes. ...

Democracia ou mediocracia?

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Quando Platão referiu-se à democracia afirmando que, “é o pior dos bons governos, mas é o melhor entre os maus”. Sem querer definiu a mediocracia. Transcorreram séculos mas a frase conserva sua verdade.   Na primeira década do segundo milênio a decadência moral dos nossos governantes acentuou-se. Em cada comarca um grupo de oportunistas detém as engrenagens do mecanismo oficial, excluindo do seu seio todos os que se negam a tornar-se cúmplices deste procedimento. São quadrilhas que se intitulam partidos. Tentam disfarçar com idéias seu monopólio do Estado. São bandoleiros que procuram a encruzilhada mais impune para espoliar a sociedade. Em todos os tempos e em todos os regimes houve políticos desonestos mas encontram melhor clima quando o terreno é fértil em ignorância política. Onde todos podem falar, calam-se os ilustrados. Os enriquecidos preferem escutar os embaixadores mais vís. Quando o ignorante se acha igualado ao estudioso, o safado ao apóstolo, o tagarela ao elo...

A Formação das lendas

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A formação das lendas nas sociedades primitivas. Os primatas vivem em pequenos grupos. Formam amizades próximas, caçam juntos e combatem ombro a ombro contra inimigos. A sua estrutura social tende a ser hierárquica. O macho alfa esforça-se para manter a harmonia social em seu bando. Os membros de uma coligação passam muito tempo juntos, partilham alimentos e ajudam uns aos outros em caso de dificuldades. Existem limites claros quanto a dimensão dos grupos que podem ser formados e mantidos desta forma. Para que um grupo funcione em harmonia, todos os membros têm que se conhecerem mutuamente. Dois chimpanzés que nunca se cruzaram, nunca combateram juntos e nunca participaram nos cuidados mútuos, não saberão se podem confiar um no outro.    Em condições naturais, um bando de chimpanzés típicos, consiste  em cerca de 20 a 50 indivíduos. À medida que o numero de membros aumenta, a ordem social torna-se instável, acabando por conduzir a uma ruptura e a formação de u...

A Supersimetria da criação

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_Conta uma tradição chinesa da época Xia (2205-1782), que apareceram dez sóis em nosso ambiente cósmico causando súbitas mudanças. Os povos da terra sofreram, terrivelmente com o calor e, por isso o Imperador ordenou ao seu melhor arqueiro que abatesse os sóis extras. O arqueiro foi recompensado com uma pílula  que tinha o poder da imortalidade mas sua esposa a roubou. Por esta ofensa ela foi exilada imóvel no firmamento transformando-se na lua. _Segundo esta lenda, o primeiro ser vivo foi P’na Ku, que cresceu durante 18 mil anos dentro de um ovo cósmico. Quando se chocou, a casca acima dele se tornou o céu, enquanto a casca abaixo tornou-se a terra. Os opostos da natureza foram separados como masculino e feminino, úmido e seco, claro e escuro, yin e yang. P’an Ku se despedaçou e suas feições se tornaram o mundo natural. Seus membros se transformaram em montanhas, seu sangue em rios, sua respiração no vento, sua voz nos trovões, seu cabelo na grama e seu suor na chuva. Seu olh...

A descoberta da ignorância

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Os biólogos dizem que o DNA é a base molecular para a reprodução sexual. Cada um de nós assemelha-se aos nossos pais porque herdamos um complemento de seu DNA, mas não herdamos o caráter, as atitudes nem sua religiosidade. Para isto somos ensinados, treinados e direcionados. O animal humano não consegue preservar a informação crítica à sua gestão simplesmente através da realização de cópias de seu DNA e de sua transmissão à progenitura. É necessário realizar um esforço constante para sustentar suas leis, seus costumes, seus procedimentos e sua religiosidade. As grandes sociedades de algumas espécies são estáveis e resilientes porque a maioria das informações que necessitam estão contidas em seu genoma. A larva de uma abelha melífera pode crescer e se transformar numa rainha ou numa operária, dependendo do alimento que recebe. No seu DNA está contido o programa necessário para os dois papéis, seja a etiqueta real ou a diligência proletária. As colmeias podem ser estruturas sociai...

A Paixão dos medíocres

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Há homens mentalmente inferiores à média de sua raça, de seu tempo e de sua classe social. Também existem os superiores. Entre uns e outros flutua uma grande massa impossível de ser caracterizada por inferioridade ou excelência. Os psicólogos não quiseram se ocupar dos últimos, a arte os desdenha por incolores e a história não sabe seus nomes. Não são interessantes. Os moralistas os tratam com igual desdém; individualmente não merecem o desprezo, que fustiga os perversos, nem a apologia, reservada aos virtuosos. Sua existência é, no entanto, natural e necessária. Em tudo que possui graus, há mediocridades. Na escala da inteligência humana ela representa o claro-escuro entre o talento e a ignorância. Considerada individualmente, a mediocridade poderá ser definida como uma ausência de características pessoais que permitam distinguir o indivíduo em sua sociedade. Ribot chamou de “indiferentes” os que vivem sem que se note sua existência. A sociedade pensa e deseja por eles. Não têm v...

O Segredo Messiânico

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    Quando examinamos as profecias das escrituras descobrimos um elenco confuso e contraditório de pontos de vistas e opiniões sobre o messias. Ele seria um profeta escatológico que inauguraria o fim dos tempos. (Daniel 7:13-14; Jeremias 31:31-34) Ele seria um libertador que liberaria os judeus da escravidão. (Deutoronômio 18:15-19; Isaías 49:1-7) Ele seria um pretendente real que viria recriar o reino de Davi. (Miquéias 5:1-5; Zacarias 9;1-10) Na Palestina do século I, quase todos os pretendentes do manto de messias cabiam em um desses paradigmas. Ezequias o chefe dos bandidos, Judas o Galileu, Simão de Pereia e Aronges o pastor. Todos modelaram-se a partir do ideal de Davi, assim como Menahem e Simão filho de Giora. Esses foram reis-messias cujas aspirações ao trono foram claramente defendidas por suas ações revolucionárias contra Roma. Outros como os milagreiros Teudas, o egípcio e o samaritano, apresentam-se como messias libertadores nos moldes de...