domingo, 18 de abril de 2010

O pouco nos satisfaz

"Já discutimos sobre o combustível biodíesel. Falta chegarmos ao ponto G".
"País nenhum tem tanta experiência sobre o ponto G da energia alternativa quanto o Brasíl".
O Lulalá ainda não descobriu o que é nem onde encontrar o ponto G, se minerando, vegetando ou fornicando a classe média. Em reunião com integrantes do grupo BRIC ele se descompôs trajando esporte e se comportou como uma barata tonta dentro de um galinheiro. O Brasil é o País que elege um bode e um macaco a vereadores e um índio a Deputado Federal e pode, muito bem, eleger um Presidente que mente, não sabe de nada, inaugura promessas, faz jogo sujo por bravatas assumidas e se vê, sem vergonha alguma, cercado por bandidos que se julgam necessários.
Ele age como um Robin Hood sul americano e enxerga o mundo como um guerrilheiro trapalhão dividindo-o entre pobres bons e ricos maus. Ele se tornou um símbolo de uma classe que não tem apreço por cultura nem por trabalho e, ainda por cima, mal informada. A estes ele representa muito bem.
O Brasil é isto: um país corrupto na essência, acomodado para gerar mudanças. O pouco nos satisfaz.
"Possivelmente, o cidadão que votou em mim ainda não tem consciência do gesto dele".
3/9/2004 - Falando para empresários na inauguração de uma fábrica em Osasco (SP).

sábado, 3 de abril de 2010

A corrida para o norte


Esta, entre outras, foi uma propaganda enganosa e intempestiva que induziu meu pai a se deslocar do norte do Espírito Santo em direção ao norte do País, a Amazônia.Natural da Bahia, iniciou se pioneirismo por Montanha (ES) em 1948, já estava, neste município, estabilizado e estruturado como fazendeiro quando, em 1966, o lema “Integrar para não entregar” inflou seu ego de desbravador. Deu-se aí, sua aventura rumo ao norte levando consigo familiares, amigos e correligionários. Tradicionalmente pecuarista de caráter ilibado, sonhava em desenvolver, iniciando por Rondon do Pará, sua principal atividade e assim tentou fazer dando substancial contribuição política, econômica e cultural ao Estado escolhido, que em sua ótica era uma partitura perfumada e colorida. Mas a Amazônia com seu comportamento ímpar, não aceitando intervenções se fingiu de mouca. Aceitou seu tributo mas não lhe devolveu a dádiva. Laurindo Macedo não veio para a Amazônia como madeireiro, garimpeiro ou um aventureiro qualquer. Faleceu em Belém (PA) aos 92 anos no mês de agosto de 2009 sem colher os louros sonhados. Não fosse pela sua descendência, sua corrida para o norte teria sido um verdadeiro fiasco. Para alguns, a Amazônia foi madrasta.
Valeu!.. velho Lau. Seu legado será sempre motivo de orgulho.

“ ... e aqueles que foram vistos dançando, foram julgados insanos por aqueles que não podiam ouvir a música.” Nieztsch.

A carne na semana santa

Os Russos começaram a cultivar os girassóis americanos por motivos religiosos. Durante a quaresma e o advento, o uso do óleo para cozinhar era proibido pela igreja ortodoxa. Convenientemente, ou por razões que eu também, desconhecedor que sou das sutilezas da teologia, não tenho a pretensão de penetrar, o óleo da semente de girassol era considerado isento de tal proibição.

Talvez por ser uma planta do “novo mundo”, o girassol não era mencionado, explicitamente, na Bíblia. A crença, através da hipocrisia, dando uma mãozinha na economia.

Na América do Sul, a capivara (uma espécie de porco-da-índia gigante) era considerada um peixe honorário para os propósitos da dietária católica para a sexta feira santa presumivelmente porque este animal vive na água e não adentrou na arca de Noé.

Segundo a escritora de gastronomia Dóris Reynolds, gourmets franceses católicos descobriram uma brecha que lhes permitiam comer carne às sextas-feiras santas. Baixar um pernil de carneiro num poço e pescá-lo.

Se enganam ou pensam que seu Deus é fácil de ludibriar ou perde os poderes na santa semana.

Leiam mais em “ O maior espetáculo da terra” de Richard Dawkins.