domingo, 8 de janeiro de 2012

O Diabo faz parte da côrte.


A Bíblia foi escrita por 40 autores, entre 1445 e 450 A.C. (livros do Antigo Testamento) e 45 e 90 d.C. (livros do Novo Testamento), totalizando um período de quase 1600 anos. A Bíblia atualmente é dividida em dois grandes grupos de livros: o Antigo e o Novo Testamento. O Antigo Testamento apresenta a história do mundo desde sua criação até os acontecimentos após a volta dos judeus do exílio babilônico, no século IV a.C. O Novo Testamento apresenta a história de Jesus Cristo e a pregação de seus ensinamentos, durante sua vida e após sua morte, no século I d.C.
A Bíblia não era dividida em capítulos até 1227 d.C., quando o professor Sthepen Langton os criou, e não apresentava versículos até ser assim dividida em 1551 por Robert Stephanus. A Bíblia não foi escrita por idiotas. Seus escritores sabiam do poder exercido pela fé na personalidade de seus seguidores. Porisso lhes deu direção ambígua e para o inexplicável elegeu o Espírito Santo para a cátedra.
A localização do trono de Deus no Universo é muito indefinida, e é referida apenas como Céu, ou Terceiro Céu (ver II Coríntios 12:2). A comunicação da Divindade com os seres humanos tem sido abundante ao longo da História, através de seus anjos, profetas ou mais raramente Suas aparições à Terra.
Deus seria um extraterrestre, já que não é desse mundo. O mesmo vale para Yeshua (Jesus) e todos seus mal ak (anjos) incluindo os caídos.
Mas o que a Bíblia tem a dizer sobre tudo isso? Existe evidência de vida extraterrestre em suas páginas? Como existe muito preconceito por parte das pessoas ditas científicas, racionais e crentes que a lêem com viseiras a Bíblia é descartada como fonte de informações, mas oferece algumas elucidações e esclarecimentos para aqueles que se dispõe a ler com atenção sem a “inspiração do ES”.
Em Jó 1:6 e 7 e 2:1 lemos: Num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor, veio também Satanás entre eles. Então, perguntou o Senhor a Satanás: Donde vens? Satanás respondeu ao Senhor e disse: De rodear a terra e passear por ela. Pressupôe-se que o lugar de reunião não era a Terra, pois Satanás vinha de lá, e seres humanos não têm acesso ao Céu. Então, quem eram os filhos de Deus mencionados no verso 6?
Hebreus 1:14 informa que os anjos são espíritos ministradores. Os anjos existiam, sem dúvida, antes de os seres humanos serem criados (ver Jó 38:1-7). O próprio Satanás pertencia a essa categoria antes de ter se rebelado, no Céu, sendo expulso para a Terra (Apocalipse 12:7-9). Em Gênesis 3:24 é dito que alguns anjos (querubins) foram encarregados de cuidar da entrada do Jardim do Éden, após a queda. Fica claro, então, que os anjos não são almas de humanos mortos, pois são mencionados pela Bíblia antes mesmo de ter havido a primeira morte.
Portanto, biblicamente existem extraterrestres sim: anjos e aparentemente humanos em outros mundos. O universo é grande demais para que haja vida apenas aqui.. Mas esses humanos não interagem com nosso planeta,não há uma harmonia entre a raça e o meio ambiente, parece haver uma exclusão nossa devido ao fato da entrada do pecado, como bem dito em - espetáculo ao Universo, tanto a anjos, como a homens. Não há nenhuma evidência bíblica para dizer que o pecado alcançou os outros mundos do universo, logo, a morte, a destruição, as violações, os seqüestros (abduções), as crueldades e as conquistas atribuídos aos ETs, não combinam com a descrição bíblica dos anjos e outros seres perfeitos.
A vida como a conhecemos não poderia ter se desenvolvido por meio de processos naturais aleatórios - que só a orientação de uma força inteligente poderia explicar a complexidade e a diversidade que presenciamos hoje. A natureza apresenta provas claras de que o universo e seus habitantes não poderiam evoluir de um acaso cego ou de um criador há 6000 anos.
E... Se houve uma diáspora em algum lugar do universo e nossa espécie foi enviada à terra para remir pecados cometidos lá ?
E... Se dentre estes pecadores enviados para cá, alguns foram escolhidos para representar uma divindade ?
E... Se a inteligência não foi uma evolução ou conquista ?
E... Porque a espécie humana nunca viveu em harmonia com o meio que habita?
E... P o r q u e   vocês não lêem a Bíblia?
A foto que ilustra o texto é um MMA de um UFC nos lençois maranhenses.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Engenheiros que não somam

Universidade privada com aval do governo oferece cursos de engenharia para os candidatos que, por falta de tempo, só conseguiram concluir o 2° grau através do supletivo.
Seu vestibular consta de apenas uma redação contendo 20 linhas com tema pré-determinado. O candidato aprovado receberá 4 horas aula aos sábados durante 10 semestres e no final do período receberá um diploma de engenheiro com validade em todo território nacional.
   São as facilidades para a doação de diplomas. Vulgarizaram tanto a educação que se torna mais fácil fazer um doutor do que melhorar a educação no ensino fundamental. Nós já temos uma infinidade de advogados que desconhecem leis formados em faculdades "meia boca" e que são impedidos de exercer a profissão por não conseguirem passar pela prova de avaliação da OAB testando seus conhecimentos. Pode ocorrer, a médio prazo, o CREA adotar o mesmo sistema da OAB e exigir uma prova de conhecimento técnico aos candidatos que querem exercer a profissão de engenheiro evitando o colápso da nossa construção civil.
    O diploma deste engenheiro que não saberá somar, a um custo de R$ 23.400,00, servirão como ornamento de paredes. Pelo menos isto...

domingo, 13 de novembro de 2011

O povo brasileiro

O que dizia a nobreza européia sobre nossa formação intelectual.
O conde francês Arthur de Gobineau escreveu, em 1853, sobre a decadência de civilizações e sua degeneração causada pela mistura racial. Sobre o Brasil, disse:. Os brasileiros só têm em particular uma excessiva depravação. São a ralé do gênero humano com costumes condizentes.
O zoólogo suísso Louis Agassis escreveu em 1868: Qualquer um que duvide dos males causados pela mistura de raças que venha ao Brasil, pois não poderá negar a deterioração decorrente do amálgama das raças, mais aqui do que em qualquer outro lugar do mundo.
Gene, na definição da genética clássica, é a unidade fundamental da hereditariedade. Cada gene é formado por uma seqüência específica de ácidos nucléicos - biomoléculas mais importantes do controle celular, pois contêm a informação genética. Existem dois tipos de ácidos nucléicos: ácido desoxirribonucléico (DNA) e ácido ribonucléico (RNA).
O seu principal papel é armazenar as informações necessárias para a construção das proteínas e RNAs. Os segmentos de DNA que contêm informação genética são denominados genes. O restante da seqüência de DNA tem importância estrutural ou está envolvido na regulação do uso da informação genética.
O Meme é considerado como uma unidade de informação que se multiplica de cérebro em cérebro, ou entre locais onde  é armazenada. No que diz respeito à sua funcionalidade, o meme é considerado uma unidade de evolução cultural que pode de alguma forma autopropagar-se.
Nossa formação genética sofreu influência hetérica de três raças distintas; a ibérica, a africana e a ameríndia. Temos no nosso DNA o gene, o meme e as influências psicológicas e biológicas dos portugueses, negros e índios. De cada uma destas três raças nós herdamos características fundamentais para nossa evolução ou não. Somos assim, porque assim foi formado nosso “TRICROSS”.
Entendendo nossa capacidade intelectual.
Somos um povo com pouca expressão intelectual, cultuamos o TER e não o SABER. Nossas personalidades que se destacam pela inteligência não são reconhecidas tanto quanto os que se dão bem através do jeitinho com sorte. Em nossa “corte”, as figuras principais  são o bobo e o lacaio. Temos a virtude de cultuar o indesejável, o pior marginal, o político mais ladrão, o assassino mais cruel. Ainda por cima temos memória curta. Não aprendemos com o passado.
Cultuamos o fundamentalismo cristão, característica herdada através da colonização ibérica que nos imputou a cultura do proletariado, o desprezo pelo saber, a tolerância ao infortúnio e a incapacidade de desenvolvimento. Seremos um eterno país de terceiro mundo mas com uma eterna arte de sonhar.
Tudo por culpa de Napoleão Bonaparte.

domingo, 30 de outubro de 2011

Por quê sou contra divisões


    Há um plebiscito anunciado para o dia 11/12/ 2011 com a intenção de dividir o atual estado do Pará em três estados diferentes. O estado de Tapajós, com uma área de 718 mil km², 1,3 milhão de habitantes e um eleitorado com 795.978 votos. O estado de Carajás com uma área de 290 mil Km², 1,7 milhão de habitantes e um eleitorado com 959.938 votos. O atual estado do Pará ficaria com 232 mil Km², 4,6 milhões de habitantes e um eleitorado com 3.073.468 votos. Tenho alguns motivos para votar contra esta divisão.
Primeiro: Todos os estados que foram criados através de divisões continuam sobrevivendo de esmolas federais. Nenhum conseguiu sua auto-suficiência. Todos os países que foram divididos estão em crise, se não econômicas, políticas. Quanto ao crescimento, exceto o Japão que pagou caro por isso, todos os que cresceram são territorialmente extensos. Cientificamente só cresce somando ou multiplicando.
Segundo: O estado do Pará dividido não sobreviverá só com o parque industrial de Ananindeua e não lhe cabe o turismo. Não tem ruínas históricas, não tem vultos importantes nem belezas naturais exclusivas. Enfim; trabalhar com pobre é pedir esmola para dois.
O estado do Tapajós, se criado, terá como principal receita a energia gerada através de hidrelétrica e nascerá com um custo de 2,2 bilhões/ano gastando 51% disto com sua máquina pública. O estado de Carajás, se criado, nascerá recebendo 80% dos royalties de mineração arrecadados hoje no Pará. Contaria com um investimento, através das mineradoras, de 33 bilhões até 2015 e teria uma receita de 2,7 bilhões/ano com um custo de 2,9 bilhões/ano fora os gastos com implantação de infra estrutura. O governo federal desestimula a agropecuária na Amazônia determinando sua falência a médio prazo.
Terceiro: Com o caráter, a honestidade e a integridade moral de nossos políticos existentes, estamos pagando para ver novos marginais ocupando vagas municipais, estaduais e federais oferecidas por dois novos estados criados por nós. O estado de Carajás seria o estado mais rico da região, o mais violento e o mais corrupto. Além do mais, as duas regiões separatistas contam com 35% dos votos cadastrados e válidos. Se aprovarem a separação, configuram a primeira falcatrua.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Fiéis Famosos

Basílica de Nazaré - Círio 2011

Estamos festejando a devoção à Nossa Senhora de Nazaré, (carinhosamente Nazica). Padroeira eficiente dos paraenses. Não é atôa que o solo do estado é rico em minério, principalmente o ouro também portador de maldição. O paraense não encontra.
A devoção à imagem começou em 361 na Espanha e perambulou pela Europa até que em 1119 foi encontrada em Portugal desaparecendo novamente para ser encontrada por Plácido Domingos em Belém do Grão Pará, no Brasil em 1700, e ainda virgem.
O primeiro Círio foi realizado no dia 8 de setembro de 1798 quando cobriram a imagem com um manto, trocado uma vez por ano às vésperas de sua festa.
Recentemente o Arcebispo Dom Oraní João Tempesta requisitou a imagem da nossa virgem para proteger os fiéis da paróquia de São Sebastião do Rio de Janeiro. Dificilmente ela voltará virgem para Belém.
A ICAR (Igreja Católica Apostólica Romana) está perdendo fiéis para seitas evangélicas e para tentar reverter a migração, resolveu divulgar evidências da fé de seus devotos ilustres. Estão na listas alguns como: Mulher Maravilha, Batman e Homem Aranha.
Os evangélicos, para não ficar por baixo, vão enaltecer os seus heróis também. Estão providenciando o batismo de Tom&Jerry no Tietê em 25/09/2011 na tentativa de ofuscar o Rock in Rio.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A evolução da educação no Brasil.

Uma avaliação feita com alunos que cursaram em 2010 o 3º ano do ensino fundamental de escolas públicas e privadas do país mostra que menos da metade (42,8%) das crianças aprendeu o mínimo do que era esperado no conteúdo de matemática para este nível do ensino.
O resultado da Prova ABC (Avaliação Brasileira do Final do Ciclo de Alfabetização) mostrou ainda que 56,1% dos alunos aprenderam o que era esperado em leitura, e 53,4% dos estudantes tiveram desempenho dentro do esperado em redação.
Os dados acima consideram a média entre alunos de escolas públicas e privadas. Entretanto, o levantamento registrou diferença significativa no desempenho entre estudantes dos dois grupos. 
A avaliação foi feita com alunos do 3º ano do ensino fundamental; ele é o equivalente à 2ª série do antigo ensino primário. Nessa fase, os alunos têm, em média, oito anos.
A Prova ABC mostra ainda uma grande variação entre as regiões do país e as redes de ensino (pública e privada). Sul e Sudeste obtiveram os melhores desempenhos, enquanto Norte e Nordeste mostraram as piores avaliações.
A prova foi aplicada no primeiro semestre deste ano para cerca de 6 mil alunos de escolas municipais, estaduais e particulares de todas as capitais do país para medir seu conhecimento do conteúdo até o 3º ano. A avaliação foi elaborada em uma parceria do Todos Pela Educação com o Instituto Paulo Montenegro /Ibope, a Fundação Cesgranrio e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Cada criança respondeu a 20 itens (questões de múltipla escolha) de leitura ou de matemática (o aluno fez testes de apenas uma das duas áreas). Além disso, todas elas escreveram uma breve redação, a partir de um tema único. O objetivo foi avaliar o nível de conhecimento adquirido pelos alunos ao final do terceiro ano, que representa o fim do ciclo básico de alfabetização.
Matemática
Na prova de matemática, o objetivo era obter no mínimo 175 pontos para mostrar domínio da adição e subtração e conseguir resolver problemas envolvendo, por exemplo, notas e moedas. Estes 175 pontos correspondem ao conhecimento esperado dos alunos desta série segundo escala do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).
No total, 42,8% do total das crianças tendo aprendido o que era esperado para esta etapa do ensino em matemática. A média nacional foi de 171,1 pontos, sendo que entre os alunos da rede privada foi de 211,2 pontos, a da rede pública ficou em 158,0 pontos.
Parte superior do formulário

A média de 42 pontos percentuais entre os alunos da rede pública e os da rede privada chamou a atenção na pesquisa.
Os pesquisadores destacam a preocupação em se corrigir o problema ainda na educação básica. “A tendência é este desempenho piorar nas séries mais avançadas”, diz Klein. “Pesquisa com estudantes que estão terminando o ensino médio mostra que só 11% atingem o conhecimento mínimo em matemática.”
Leitura
Na prova de leitura, os alunos, entre outras tarefas, tinham que identificar temas de uma narrativa, localizar informações, identificar características de personagens e perceber relações de causa e efeito contidas nestas narrativas. A média foi de 185,8 pontos na escala, sendo 216,7 pontos entre alunos da rede privada e 175,8 pontos para estudantes da rede pública. A médica nacional (incluindo escolas públicas e privadas) foi de 56,1%
“Todas as crianças deveriam atingir 100% de aproveitamento. É um direito básico de educação”, afirma Priscila Cruz, diretora executiva do Todos Pela Educação. “É preciso um investimento pesado na formação de professores e na educação infantil. Para reduzir a desigualdade social é também preciso reduzir esta desigualdade educacional.
          Postado por Reinaldo Azevedo em  24/08/2011
O ensino público faliu, faleceu  e foi velado sem a presença do PT que foi gerido durante oito anos por um analfabeto. Esperava dados melhores?...Santa inocência!

sábado, 6 de agosto de 2011

O prêmio por seguir

Religiosidade, crenças, adoração a deuses ou qualquer outro tipo de fobia inserida na mente de crianças é de uma violência ímpar e o tema me causa ojeriza.
No entanto por ser uma vítima consciente das seqüelas causadas pelo cristianismo em minha família, sempre abordo o assunto com indignação. Causas ancestrais é o motivo desta indignação. As principais: Um Bisavô, uma Avó e um primo distante.
O primeiro; meu bisavô materno que foi um apaixonado pastor e fundador da 1ª Igreja Batista de Vitória da Conquista (BA), onde a família era radicada. Regia sua vida baseada nos preceitos, nos ensinamentos e no amor a seu Deus. Foi um fiel seguidor de Deus e a ele dedicou sua vida. Não era um aproveitador.
Sem delongas... Morreu na meia idade, louco, pobre e enjaulado numa suja gaiola que não serviria para seu chiqueiro em tempos áureos. Mas não perdeu a fé mesmo tendo a doença e a pobreza como prêmios. Seguiu o exemplo de Jó. E daí?...
A  segunda foi minha avó. Era proprietária de hotel, tinha fazenda e era matriarca de uma família numerosa com cinco filhos e treze netos. Crente fervorosa e sustentáculo da 1ª Igreja Batista de Montanha (ES). Mantinha uma escola de ensino fundamental dentro da congregação com a intenção de ajudar aos membros desfavorecidos. Pastores, palestrantes e conferencistas hospedavam em seu hotel como brinde à igreja.
Nada fazia sem a permissão de Deus através de muita oração e um dízimo de 10% de sua renda.  Com a anuência de seu Deus, casou a filha caçula com um bêbado iniciando sua ruína familiar pelo desgôsto. Passou a velhice roendo beira de penico morrendo em extrema pobreza sem acusar seu Deus pelo infortúnio nem se afastar de sua bíblia. Eu não entendi este prêmio.
O terceiro, um primo distante, também fervoroso cristão da seita Batista, era fazendeiro, dono de laticínio, avião e muitos bens. Construiu a 1ª Igreja Batista na Praça da República em Belém do Pará. Amava a Deus sobre todas as coisas e tinha convicção da sua fé. Também recebeu como prêmio, na velhice, a doença e a pobreza. Não existe castigo pior que a desventura para quem um dia foi feliz.
Será este o prêmio oferecido pelo Deus de Abraão aos que dedicam sua vida para engrandecer e louvar seu nome?
Não, ele não promete nada, ele não premia ninguém, ele não castiga ninguém, ele não adoece e tampouco cura ninguém, ele não traz bonança nem infortúnio a ninguém. Deus é um personagem psíquico alegórico criado pelo nosso inconsciente coletivo para preencher uma lacuna onde necessitava liderança e comando. Nós, por falta de paternidade, o escolhemos e lhe imputamos poderes, bênçãos e castigos. Por isso cada  sociedade tem seu Deus para adorar, reclamar, pedir e imputar infortúnios.
Mas há aqueles que não se enganam e são chamados ateus. Nesta mesma família existiram alguns que não professavam a mesma fé, como meu pai. Nunca foi em igrejas, não dava esmolas, não sabia rezar nem xingava a Deus. Foi bom marido, bom pai, foi respeitado em sua sociedade. Tinha personalidade forte e caráter ilibado transferindo suas virtudes à sua prole da qual se orgulhava. Morreu aos 92 anos sem que a miséria  nem o infortúnio batesse à sua porta. Para o meu avô, a morte não foi um dissabor. Ele se preparou para recebê-la e morreu com a sensação de dever cumprido. Foi amado por familiares e conhecidos e era chamado de vovô por quem teve o prazer de lhe ser apresentado. Ficou conhecido e respeitado pelo “ser”, e não pelo ter. Sabia rezar, dava esmolas, dividia o que tinha mas não freqüentava igreja. Morreu por falência múltipla de órgãos.
Tenho 62 anos de idade sou hiper tenso, tenho cálculo renal e sou propenso a engordar. Não dou esmolas, não rezo, só sigo um mandamento (não fazer aos outros o que não desejo para mim), odeio a pobreza e não sou batizado nem almejo ser cristão. Se eu morrer amanhã, não foi castigo de Deus  fui vítima de minha própria imbecilidade.
Tenho consciência que não posso culpar Deus pelo infortúnio de alguns familiares nem agradecê-lo pela felicidade de outros. Ele não existe para uns, assim como não existe para  outros.
“Quem dá o pão, não dá o castigo”. Quem dá o pão, ensina. E quem não dá o pão nem ensina não tem o direito de castigar.   ”A nossa mente tem poderes que até Deus desconhece”.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Misantropia

Eventos climáticos extremos como enchentes, secas, tornados, ondas de calor e de frio, tsunamis têm aumentado em freqüência e intensidade em todo o mundo. Eventos extremos são aquelas ocorrências que ficam 10% acima ou abaixo de uma variável particular.
Um volume de chuva inferior a 10% da média configura uma seca severa, ou 90% acima resulta numa enchente histórica. É exatamente nestes extremos que se dá o impacto com perdas de vida humana e danos à propriedades. Os extremos estão ficando mais extremos.
Só nos EUA, de janeiro a junho o NWS (National Weather Service) contabilizou 1.238 tornados enquanto a média anual até esta data é de 688. No dia 22/05 um tornado com ventos atingindo 300km/h ceifou a vida de 132 pessoas causando uma destruição jamais vista. Foi o tornado mais letal desde 1947. Até 01/06 os EUA já haviam contabilizado 520 vítimas letais de tornados.
Os recordes também acontecem em outras partes do mundo. Moscou nunca havia passado um dia tão quente quanto em 29/07/2010, quando seus termômetros atingiram 39°C. O verão japonês de 2011 foi o mais quente registrado na história. Com temperaturas acima de 30°C, morreram 170 pessoas e 54 mil passaram por hospitais em conseqüência do calor.
Em janeiro de 2011, uma chuva de 300mm durante 24 horas causou o maior desastre climático na região serrana do Rio de Janeiro  matando 916 pessoas e deixando 345 desaparecidas. No Paquistão, uma chuva de 305mm durante 36 horas causou a morte de 1.975 pessoas sendo o maior desastre natural da história do país.
O terremoto de Sumatra-Andamam causou o tsunami do Oceano Índico, o tsunami do sul da Ásia e o tsunami da Indonésia em 26/12/2004, matando 230.000 pessoas em 14 países diferentes banhados pelo Oceano Índico. No Chile, 500 pessoas foram mortas e mais de 20.000 foram deixadas desabrigadas em conseqüência de um terremoto no dia 27/02/2010.
No dia 11/03/2011, um terremoto de magnitude 9 atingiu o Japão provocando um tsunami que destruiu várias cidades na costa nordeste do país causando mais de 1.000 vítimas letais e um prejuízo que ultrapassa os 170 bilhões de dólares. O Japão é atingido por 20% dos terremotos de magnitudes superior a 6 que acontecem em todo o planeta.
As mudanças estão acontecendo e suas medidas projetadas. Áreas afetadas pela seca : aumenta. Número de ciclones tropicais: aumenta. Incidência de elevação do nível do mar: aumenta. Temporadas quentes e ondas de calor: aumenta. Eventos de precipitação intensa: aumenta. Descongelamento dos pólos: aumenta. Os esforços mundiais no sentido de coibir a degradação ambiental e o aquecimento global existem, mas caminham a passos vagarosos demais para as necessidades do planeta.
A atmosfera do planeta já está hoje, abafada por um manto de 800 bilhões de toneladas de carbono, metano e outros gases. Eu não odeio a humanidade, não sou um misantropo. Odeio a forma como a humanidade se conduz perante a natureza que dá sustentabilidade à sua existência. Os cálculos indicam que o consumo global ultrapassou a capacidade de regeneração do planeta em 1987 quando éramos 5 bilhões de almas e se continuarmos com o ritmo atual precisaremos de dois planetas em 2050. Não é preciso conhecimento sofisticado para ver que estamos degradando de maneira insustentável a capacidade de regeneração da biodiversidade.
“E nós estamos financiando a reprodução de párias e a superlotação de presídios.”

domingo, 26 de junho de 2011

A Sabedoria da natureza


Alguns ambientalistas pregam a conservação e a proteção ambiental. São vegetarianos, naturalistas, combatem o desperdício hídrico, florestal e a degradação ambiental. Tudo bem!  Mas até agora, nenhum deles apresentou solução viável para harmonizar o crescimento populacional com a preservação ambiental. Ou neutralizar este crescimento para preservar o que sobra do ambiente. Járed Diamond em seu livro ARMAS, GERMES E AÇO, mostra como isto evoluiu e em seu livro COLÁPSO, mostra como será o desfecho. Também não deu solução.
Somos 7 bilhões de pessoas para comer, beber e sobreviver às custas da natureza em detrimento a sua conservação. Como vamos produzir alimentos sem degradação ambiental e como vamos extinguir a fome no mundo?  A água não é um produto natural renovável, como vamos gerenciar este provento? Imitando a sábia natureza?  Ela nos ensina  como preservar até a nossa espécie. Como exemplo:...
O Gavião Real, (Harpia Harpyja) é uma imponente ave de rapina que habita as grandes florestas da América do Sul e Central. Apesar de ser de grande porte e não possuir predador natural, sua sobrevivência é muito frágil em seu habitat. A fêmea deposita no ninho, de 1 a 2 ovos e caso ambos sejam incubados com sucesso em condições naturais, somente o primogênito sobrevive. Já que o filhote maior (primogênito) invariavelmente mata o filhote menor empurrando-o do ninho por ser mais fraco. Dá-se a isto o nome de Cainismo e é comum a outras espécies de animais. É a lei da sobrevivência ou seleção natural.
Por quê não aprendemos com a sabedoria milenar da natureza? Por quê não erradicamos a miséria em sua formação infertilizando o pária?  Por quê não adotamos a pena de morte para extirpar da sociedade aqueles que não se adéquam a ela?  Prender é uma solução social mas para a natureza este preso parasita continua causando desperdício. Por quê não eliminamos os improdutivos ao invés de sustentá-los? Será que o índio tem maior sabedoria que nós?
Se não agirmos rápido para solucionar a comunhão da nossa existência com a natureza, ela se incumbirá em fazê-lo, se é que já não começou. Gays e lésbicas não se reproduzem, são híbridos. Pensem nisto...

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Dicotomia

No principio a igreja receava dizer que cristo instituíra um modelo de vida ao qual cada um de nos poderia aspirar. Embora isso fosse exatamente o que estava nas escrituras. Receava que esta posição desse poder demais ao indivíduo. Então perpetuou-se, a contradição. Por um lado os clérigos instigavam os fieis a buscarem em si mesmo o reino de Deus, a intuírem a vontade de Deus e a se deixarem invadir pelo espírito santo. Mas por outro lado condenavam como blasfêmia toda e qualquer discussão que tentasse esclarecer como se chegar a esses estados. Muitas vezes recorrendo a assassinatos para manter seu poder.
Os criadores destas religiões intuíram que Deus era mais que um personagem. Era uma força, uma consciência que só poderia ser encontrada em sua plenitude quando se atingia o que eles descreviam como uma experiência de iluminação. Em vez de usar a vida de Cristo como exemplo a ser seguido por cada um, a igreja ou religião constituiu sua doutrina em torno de hierarquia poderosa dos clérigos que se impunham como mediadores, concessionários do Espírito Santo para o povo.
Por que cada religião, uma forma de oração? Se Deus é um só...
Por que temos que suplicar sua ajuda ou induzi-lo a fazer alguma coisa? Se tudo foi escrito e ele é onipotente, onisciente e  etc. Sabemos o que é pecado.
 O único cancro é o pecado original que “aos olhos da igreja” o mundo parece contaminado e corrompido desde o berço.
 Este complexo de culpa cria problemas de discernimento insolúveis. Se aceitarmos sem recalcitrância poderemos atrair indulgência?
A bíblia na contem um só pensamento religioso ou moral que já não estivesse contido de uma ou de outra forma, nas sagradas escrituras, tanto de religiões mais antigas como contemporâneas: Budismo, Hinduismo, Taoísmo.
Vele a pena lembrar que se Deus criou o mundo e todas as coisas que nele existe, criou também a varíola, a lepra e a peste. Se mandou seu filho com poderes para curá-las deveria também ter-lhe dado o poder de extinguí-las.
Se Jesus curou um paralítico, porque não erradicou a paralisia infantil? Se ele curou um leproso, porque não exterminou a hanseníase? Qual foi o tamanho dessa contribuição para as gerações subseqüentes? Sabin e Carlos Chagas contribuíram bem mais.
Nenhum Deus perfeito manteria tais incongruências . Qualquer criatura que lançasse intencionalmente tais horrores sobre o mundo seria reduzida a cinzas pelos seus crimes, e não adorada.
O que é assombrosamente perverso na evolução natural é que os próprios mecanismos que criaram a incrível beleza e a diversidade do mundo vivo são também aqueles que promoveram a monstruosidade bestial. A criança que nasce sem membros, sem cérebro, cega e as espécies desaparecidas não são mais do que mero barro moldado e destruído pela mãe natureza.
Jesus prometeu a ressurreição do corpo, não uma vida eterna como consciência desencarnada. A respeito disso, seus seguidores sempre desprezam a carne. Sua crença de que estão assinalados e separados do resto da criação por terem uma alma imortal levou-os a repudiar o destino que partilham com outros animais. Eles não precisam de um propósito na vida. Uma contradição em si mesmo. O animal humano não pode passar sem um.
Para aqueles que acreditam em Deus ou numa inteligência cósmica seria blasfêmia supor que o universo foi criado sem um propósito ou plano, que a raça humana foi posta em existência simplesmente para comer, beber e divertir-se com o extravagante desperdício de recursos da terra tanto minerais quanto orgânicos. Deve haver um motivo mais nobre pelo qual a inteligência foi conferida à humanidade. Se  é  que  foi Empinas o nariz por quê? Julgas-te superior ao quê? És um arremedo de vegetal, és socialmente inferior a uma formiga e menos inteligente do que uma abelha, para a natureza um cupim é mais importante que você. Tens orgulho do quê? Destape o rabo, solte o ar da arrogância e comece a ter noções de grandezas Somos macacos nus com a pretensão de criatura divina, que por isso temos o direito de exterminar outras espécies animais ou vegetais por conveniência, antipatia ou pelo simples fato de desejar uma bolsa com seu couro ou uma sopa com sua barbatana sem conhecer sua importância para o mesmo ambiente.
Céu e terra não tem atributos e não estabelecem desigualdades. Tratam as miríades de criaturas com indiferença.
Temo, respeito e suponho existir uma energia superior que pode ser chamada Deus. O resto tem que se mover e fazer sombra.
Já me arrependi de, na infância, ter sido crédulo. Havia-me deixado arrastar pela paixão da mente de minha avó materna. A credulidade.
Creio que nos tornamos naquilo que nossos pais nos ensinaram em tempos idos, quando não se preocupavam em educar-nos. Formamo-nos por descartes de sabedoria. Não é que não acredito em nada. Não acredito é em tudo. Creio numa coisa de cada vez, e numa segunda apenas se esta de certa maneira descende da primeira. Acredito em duas coisas que não estejam juntas com a idéia de que em alguma parte deve haver uma terceira oculta que as integram. 
Procedo de maneira míope, metódico e não arrisco horizontes. A incredulidade não exclui a curiosidade, corrobora-a. Deduzo que daí nasce a inteligência.