terça-feira, 3 de abril de 2018

Pecado Original

  • O pecado original é uma doutrina que pretende explicar o origem da imperfeição humana e se apoia em várias passagens das Sagradas escrituras. Segundo a doutrina, Eva e Adão, foram advertidos por Deus que se comessem do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, certamente, morreriam. No entanto, instigados pela serpente ambos comeram o fruto proibido, tendo Eva oferecido o fruto a Adão que aceitou. Ambos continuaram vivos mas foram expulsos do Jardim do Éden. Configurando uma desobediência. Existem polêmicas quanto ao significado real desta narrativa, em que constituiria tal pecado. Algumas narrativas cristãs recentes chegam mesmo a negar sua existência. A morte de Cristo é suposta para salvar os seres humanos deste "pecado de origem" que seria congênito e hereditário mas desnecessária. A Questão do pecado original aparece no cristianismo principalmente com Agostinho de Hipona, O Santo, que associa o pecado à culpa herdada por todo o gênero humano depois de Adão e Eva sucumbirem à tentação do Diabo. Para Agostinho o pecado original tem caráter congênito e hereditário.
  • Uma nova revelação foi concebida por um evangelista americano chamado Wiliam Marrion Branham (1909-1965). Esta revelação baseada em tradições apócrifas judáicas e gnósticas afirma que o pecado original teria sua origem no fato de Eva ter copulado com a serpente(Satã), a qual introduzira nas gerações humanas, sua semente, dando origem a posteridade de Caim. Também na perspectiva psicanalística foi sugerido que o pecado mencionado no Gênesis teria sido o ato sexual. Esta explicação não encontra raízes nas tradições judaicas pré-cristãs em que a união carnal entre o homem e a mulher fora estabelecida por Deus. Entretanto, se o pecado original fosse o ato sexual, Deus mesmo teria induzido o pecado quando ordenou crescei e multiplicai.
  • A origem do bem e do mal está ligado à nossa evolução. Até atingir a fase da civilização, o homem vivia no estado de natureza em oposição ao estado de cultura, explicação esta totalmente compativel com o evolucionismo Darwinista. O comer do fruto da árvore do bem e do mal seria o divisor de águas, a ruptura da comunhão entre o homem e a natureza. A partir de então, o homem passou a reconhecer-se separado e independente da natureza, adquirindo consciência de sua morte e finitude, adotando valores e crenças e objetivos independentes da natureza. Deu-se a traumática transição entre o animal e o hominal como definia Teilhard de Chardin. Como consequência o homem  sentiu vergonha de sua nudez e passou a trabalhar para acumular. O pecado de Adão não teve nenhuma influência sobre as almas de seus descendentes além de, através de seu exemplo pecaminoso encorajar outras pessoas a também pecar. De acordo a esta opinião o homem tem o poder de parar de pecar se assim quisesse.
  • Os arminianos acreditam que o pecado de Adão resultou no resto da humanidade herdando uma tendência a pecar chamada de natureza pecaminosa. Esta natureza pecaminosa nos leva a pecar da mesma forma que a natureza leva um gato a miar, ocorre naturalmente.  Então, o pecado original não vem do sexo. Se vem da desobediência ela não é congênita nem hereditária. Se a árvore do conhecimento fosse uma árvore de verdade ela não poderia ter sido uma macieira pois as frutas autoctones de outras regiões só foram introduzidas na Palestina a partir do século xix com a formação dos kibbutz e moshan. Uma verdadeira enganação. Mas a fruta que seduziu Eva poderia ter sido um abacaxi, que até hoje não foi descascado.

quarta-feira, 28 de março de 2018

Teologia relacional


A teologia relacional traz um forte apelo a alguns evangélicos, pois diz que Deus está mais próximo de nós e se relaciona mais significativamente conosco do que tem sido apresentado pela teologia tradicional. Segundo os teólogos relacionais, o cristianismo histórico tem mostrado um Deus impassível, que não se sensibiliza com os dramas de suas criaturas e pretende apresentar um outro Deus mais humano, que constrói o futuro mediante o relacionamento com suas criaturas. Os seres humanos são, dessa forma, co-participantes com Deus na construção do futuro, podendo, na verdade, determiná-lo por suas atitudes. 
Mesmo tendo surgido como uma reação a uma possível ênfase exagerada na impassividade e transcendência de Deus, a teologia relacional acaba sendo um problema para a igreja evangélica, especialmente em seu conceito sobre Deus. Embora os evangélicos tenham divergências profundas em algumas questões, reformados, arminianos, wesleyanos, pentecostais, tradicionais, neopentecostais e outros, todos concordam, no mínimo, que Deus conhece todas as coisas, que é onipotente e soberano. Entretanto, o Deus da teologia relacional é totalmente diferente daquele da teologia cristã. Não se pode afirmar que os adeptos da teologia relacional não são cristãos, mas que o conceito que eles têm de Deus é, no mínimo, estranho ao cristianismo histórico. 
Ao declarar que o atributo mais importante de Deus é o amor, a teologia relacional perde o equilíbrio entre as qualidades de Deus apresentadas na Bíblia, dentre as quais o amor é apenas uma delas. Ao dizer que Deus ignora o futuro, é vulnerável e mutável, deixa sem explicação adequada dezenas de passagens bíblicas que falam da soberania, do senhorio, da onipotência e da onisciência de Deus. Ao dizer que Deus não sabia qual a decisão de Adão e Eva no Éden, e que mesmo assim arriscou-se em criá-los com livre arbítrio, a teologia relacional o transforma num ser irresponsável. Ao falar do homem como co-construtor de Deus de um futuro que inexiste, a teologia relacional esquece tudo o que a Bíblia ensina sobre a queda e a corrupção do homem. O que ela tem de novo é que virou um movimento teológico composto de escritores e teólogos que se uniram em torno dos pontos comuns e estão dispostos a persuadir a igreja cristã a abandonar seu conceito tradicional de Deus e a convencê-la que esta “nova” visão de Deus é evangélica e bíblica. Ao fim, parece-nos que na tentativa extrema de resguardar a plena liberdade do livre arbítrio, a teologia relacional está disposta a sacrificar a divindade de Deus. Com certeza, a visão tradicional de Deus adotada pelo cristianismo histórico por séculos, não é capaz de responder exaustivamente a todos os questionamentos sobre o ser e os planos de Deus. Ela própria é a primeira a admitir este ponto. Contudo, é preferível permanecer com perguntas não respondidas a aceitar respostas que contrariem conceitos claros das escrituras. Isto quer dizer que o Deus cristão ainda está em formação. E haja fé!!


terça-feira, 6 de março de 2018

O que é uma alimentação saudável...


Todas as vitaminas encontradas em alimentos de origem animal podem ser encontradas e substituídas por fontes derivadas de vegetais. Exemplo do Tofu para substituir a carne, ambos contém proteínas em quantidades suficientes. Algas e vegetais como Kombi e Kale podem substituir o leite, ambos possuem cálcio. Contudo, alimentos de origem vegetal não contém Menaquinona (Vitamina K2) que é a substância responsável para dar o direcionamento  certo para o cálcio no organismo. Sendo assim, o cálcio proveniente dos alimentos de origem vegetal podem não ir pra os ossos e dentes, mas para as artérias, o que pode causar problemas cardiovasculares. Algumas substâncias e vitaminas  essenciais à saúde humana só são encontradas em alimentos de origem animal, a saber; A Vitamina A que também pode ser encontrada em alimentos de origem vegetal que contenham Betacaroteno convertido em Vitamina A pelo organismo, apesar de que muitas pessoas possuem problemas genéticos na conversão. A Vitamina B12 é encontrada em qualquer alimento de origem animal seja ele porco, vaca, galinha, leite ou queijo. A Vitamina D é produzida naturalmente pelo corpo através da exposição ao sol mas também é encontrada em peixes, crustáceos, ovos e leite. A Vitamina K2 é encontrada em qualquer alimento de origem animal. Ômega 3,DHD e EPA são ácidos encontrados em peixes e frutos do mar. Também encontrado em sementes de Linhaça e Chia e algumas algas mas cuja concentração não se dá de maneira satisfatória no organismo humano. Além de ser uma fonte mais completa  de nutrientes necessários ao organismo humano, os alimentos de origem animal possuem maior biodisponibilidade dos mesmos, uma vez que os alimentos de origem vegetal possuem substâncias de auto-defesa da planta diante da sua incapacidade de fugir de seus predadores como o Ácido Fítico e a Lecitina. O animal humano é onívoro, ainda que algumas civilizações possuem alimentação estritamente animal como os povos Massai e Inuítes. Uma dieta saudável é aquela formada por todos os nutrientes essenciais. Aqueles que se intitulam vegetarianos ou veganos fazem maior número de refeições e como o vegetal é pobre em nutrientes, carecem de suplementação alimentar. Se a espécie humana tivesse evoluída para se alimentar exclusivamente de ervas, seu organismo estaria dotado de rumem com digestão microbiana.  
Alguns ruminantes chefs de cosinha vão para a frente da câmara de TV anunciar seus pratos como alimentos saudáveis se referindo aos vegetais como se a carne, o leite os ovos e o queijo não fossem. Ora!!..Ora!!.. Todos os alimentos são saudáveis e todos os alimentos são maléficos. Depende da doença do consumidor. Dizer que os alimentos de origem animal faz mal para a saúde sem citar para qual mal, é um embuste. Não ganha o suficiente para degustar um bife kobe e enaltece um chucruts. Assim como dizer que o açúcar faz bem. Qualquer alimento, que seja de origem animal ou vegetal, consumido em excesso faz mal para a saúde do indivíduo.  A carne faz tanto mal para quem tem colesterol alto quanto o açúcar faz para o diabético. Dizer que só os alimentos de origem vegetal são saudáveis é o mesmo que afirmar que creolina é o melhor desinfetante.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

É... E Lilith?


Os textos  bíblicos são antigos, passaram por diversas traduções e não são livros de história, por isso são divergentes. Em Gên 1:27 Deus criou o homem e a mulher à sua imagem e semelhança usando o pó da terra como elemento no sexto dia. Não necessita ler muito para no capítulo 2:21, após o descanso, ele criar Eva usando uma costela de Adão que disse no versículo 23; “Esta é agora, osso dos meus ossos e carne da minha carne”. Não deixando margem para outra interpretação que não seja a criação de outra mulher distinta. Segundo o Talmud rabínico, Lilith foi criada a partir do pó, junto a Adão, portanto antes de Eva. Entretanto negou-se a deitar-se sob Adão, na hora do sexo, por não se sentir inferior a ele e abandonou o Éden. Lilith rebelou-se contra a superioridade masculina e se tornou um problema para religiões patriarcais como catolicismo e judaísmo. Há um motivo histórico para o desaparecimento de Lilith do Gênesis. Durante o exílio Babilônico no século 7 e 6 aC, Os patriarcas da tradição judaico-cristã passaram a cultuá-la como Deusa da fertilidade. Por ser adorada por seus captores babilônicos, os hebreus retiraram Lilith  do mito da criação. Na época de Gilgamesh, poema mesopotâmico de 2.100 aC, Lilith é mencionada como a serpente satânica que seduziu Eva. Portanto Lilith já era conhecida muito antes de compilarem o Gênesis, o que reforça a teoria de que foi apagada da história. Nos últimos séculos a imagem de Lilith começou a passar por uma notável transformação em certos círculos intelectuais quando alguns românticos passaram a se ater mais na imagem sensual e sedutora. Seus atributos são considerados impossíveis de serem obtidos, um contraste radical à sua tradicional imagem diabólica.
Entende a bíblia aquele que toma autoridade como verdade.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

A Necessidade de um redentor


A lenda dos hebreus conta, através da bíblia, que havia a necessidade de criar um Messias para acalentar o sofrimento de seu povo que vivia sob o julgo faraônico. Em Jr 23:5 e 33:15 há citações aludindo a vinda deste Messias descendente da casa de Davi e 400 anos após a profecia, nasce Jesus na casa de José. Lucas diz que José é filho de Heli, enquanto Mateus diz que o pai de José é Jacó. A justificativa para isto é o levirato, onde o irmão toma como esposa a própria cunhada viúva. Jacó, filho de Matã era meio irmão materno de Heli filho de Melchi mas como Heli morreu sem filhos, então José apesar de ser filho natural de Jacó, era filho legal de Heli. Apesar disto, os dois descendem de Salatiel que tanto ´pode ser filho de Neri, como filho de Jeconias o amaldiçoado (Jr 21:30). As diferenças de nomes podem acontecer se levarmos em consideração que Neri e Jeconias eram as mesmas pessoas, porém identificadas em livros com nomes diferentes, ou eram pessoas diferentes. Também poderia um, ter sido pai para manter a linhagem do outro, falecido.
O fato é, que autor algum pode garantir que Jesus era o Messias esperado na casa de Davi. José não poderia transmitir uma divindade que não possuía e Maria não herdou este direito. Se José não era o pai de Jesus, ele era fruto de um adultério. O Messias não poderia nascer em meio a tanta enganação, dúvidas e maldições. Além do mais como Messias ele não cumpriu as profecias. A saber: Miquéias 4:1-4, 4:3 – Isaías 2:2-4, 11:6-7,15 – Ezequiel 37:26,28-29 – 39:9 – 47:12 – Daniel 13:14.
Jesus não trouxe  o fim da violência nem para ele, não erradicou moléstias, não ajuntou o lobo com o cordeiro, a vaca com o urso nem o leão virou herbívoro. O Templo não fora reconstruído por que ainda não havia sido destruído. A África continua faminta enquanto a fome prolifera em outras plagas. O Rio Nilo não secou e as árvores só dão frutos em sua própria estação. Jesus não estabeleceu reinado algum da Dinastia de Davi, muito menos um, que nunca cessaria. Constantino, O Grande, no afã de enaltecer a crença monoteísta, fundiu os feitos de vários personagens místicos para criar um Messias.
Acredite num Jesus sem provas e será torturado eternamente. Ameaça no lugar de argumento...

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Das abominações bíblicas


Há tempos eu percebi que a Bíblia é um compendio teológico conflitante direcionado às pessoas cultas e intelectuais. Nela, os atos descritos praticados pelos  hebreus orientados por seu Deus, cabendo ao eclesiástico ou sacerdote a santificação através do espírito, são os mesmos considerados  abominações quando praticados por  não cristãos sem a inspiração do Espírito Santo.
A exemplo cito; prostituição, adultério, pederastia e homossexualidade, incesto, ocultismo, despacho  e magia negra, jogo de azar, espiritismo e idolatria.
Levando em consideração que todo seguidor religioso tem por norma ser dirigido pelos dogmas e seu livro, devem conhecer cada capítulo citado em destaque e resolvi não copia-los. Em seqüência ao capítulo bíblico vem o ato contemporâneo.
A citação bíblica em ll Sam 11:4 – Para o infiel, isto é traição, adultério...
Em Gên 12:15-20 – Nós ateus denominamos o ato como prostituição e abominamos.
Em l Sm 18-1 – Em qualquer sociedade este é um crime de pederastia e um ato de homossexualidade.
Em Gên 11:27-29, 19:30-38, 20:12,.. Êxo 6:20,.. ll Sam 13: 2, 14, 28-29 temos a descrição incestuosa entre irmãos. Pai e filhas, tios e sobrinhas. Não necessita dizer que são crimes hediondos..
Êxo 20:10-25 – A arca da aliança feita em ouro e madeira nobre guardava as tábuas da lei contendo Os Dez Mandamentos, a vara mágica de Aarão e um vaso maná. Também representava a presença de Deus. Pela ostentação do ouro e o tamanho da adoração fica configurada uma verdadeira idolatria seguida do ocultismo abominada pelo autor da idéia .
Em Esdras 7:17 – Algumas religiões não cristãs dão ao ato o nome de despacho e são colocados no caminho do “Senhor”.
Em Êxo 29:15-25 – Todos conhecemos este ato como Magia negra.
Em êxo 28:30 – Temos o que hoje denominamos de sorte por lançamento de búzios.
Quando se fala em espiritismo, que é uma doutrina deísta apesar de condenada pelo cristianismo, notamos referências bíblicas veladamente dirigidas a ela, como em Jo 3:3  se referindo à reencarnação e que não  enalteça seus feitos porque a vida é eterna. Ro 6:23 e Ef 2:8-9.
A leitura da bíblia causa conflito por que o leitor a interpreta tomando como alicerce o seu próprio conhecimento inspirado pelo “Espírito Santo”. Não percebe que lenda não se interpreta.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Uma farsa denominada "Cristianismo"...

Quando, hoje, buscamos referências sobre o início do Cristianismo,  debruçamos nos documentos canônicos que constituem o chamado Novo Testamento, as Epístolas de Paulo, de Pedro, de João e de Tiago, e o Apocalipse de João. Subsidiariamente, podemos consultar os escritos do judeu romanizado Flávio Josefo, em especial sua obra Guerras Judáicas, e alguns parcos comentários sobre o nascente movimento dos cristãos feitos por escritores romanos muito depois da morte de Cristo. Mas é pouco lembrado, porém, que os textos oficiais do Novo Testamento foram estabelecidos como tais em uma época bastante posterior aos acontecimentos que envolveram a vida de Jesus e o trabalho desempenhado por seus discípulos diretos, pois o cânone oficial só veio a ser estabelecido em 397 d.C. durante o chamado Concílio de Cartago, Onde as diretrizes do que seria a teologia romana foram cristalizadas num desdobramento político que veio se fazendo desde que Constantino oficializou o cristianismo como religião oficial do Império. 
Em 312 dC Constantino converteu-se ao cristianismo e instituiu a tolerância a esta crença dentro do Império Romano Oriental e convocou o Concílio Ecumênico em Nicéia que foi de fundamental importância para a definição de dogmas. Mas a oficialização do cristianismo como religião do Império Romano só ocorreu mesmo, com Theodósio, que promoveu um dos momentos mais importantes da história do cristianismo e por consequência na formação da civilização Européia. Em 380 dC Theodósio permitiu a institucionalização do que hoje conhecemos como catolicismo.
Constantino quando estava criando a religião cristã aproveitou muito do que era creditado a Apolônio de Tiana e atribuiu a Jesus, assim ele fundiu "Jesus" com "Apolônio", criando então o Jesus que vemos na bíblia moderna. Jesus Cristo é um personagem de ficção, uma colcha de retalhos criada a partir de uma miríade de personagens e mitos da época, sendo que Apolônio foi um dos personagens que mais contribuiu com a construção da ficção Jesus. Isso foi feito por que o "Jesus" original (gnóstico) era muito sem sal, para ser aceito pela maioria das pessoas, foi fundido com esses vários personagens e mitos interessantes, para que ele, de personagem sem graça, virasse um super star.
Apolônio de Tiana nascido em 13 de Março de 2 a.C. e falecido em Éfeso, d.c. 98) foi um filósofo neo-pitagórico e professor de origem grega. Seus ensinamentos influenciaram o pensamento científico por muitos séculos após a sua morte. A principal fonte sobre a sua biografia é a "Vida de Apolônio", de Flávio Filóstrato, Apolônio também é citado nas obras "A Vida de Pitágoras", de Porfírio, e "A Vida Pitagórica", de Jâmblico. Acredita-se ainda que ele seja o personagem "Apolo", citado na Bíblia em Atos dos Apóstolos e I Coríntios. Apolônio de Tiana foi um "iluminado" que viveu numa época quase contemporânea a figura que hoje em dia chamamos de "Jesus", mas Apolônio pode ser a fonte verdadeira das afirmações extraordinárias que se faz na bíblia quanto aos "poderes" atribuídos a Jesus, aquilo de curar os doentes, fazer cego ver, aleijado andar, morto levantar vem dos mitos envolvendo Apolônio.

Um dos trabalhos de Apolônio de nome “Nuctemeron”,  que pode ser traduzido por “O livro de Deus que resplandece das trevas” é um tratado de cunho ocultista. Este tratado traz doze capítulos distribuídos com as doze primeiras horas do dia. Cada hora teria uma instrução específica para um grau de elevação espiritual. Dese modo, os ensinamentos desta obra são apresentados em linguagem velada, pois são ensinamentos de alto nível... Portanto, seria uma evidência de que Apolônio não apenas rondou os temas herméticos, mas como também fora um estudioso e praticante de modalidades distintas do ocultismo.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Destino ou Acaso?

Assim que somos gerados inicia-se a replicação do DNA onde contém todas as informações das nossas características herdáveis. Metade de cada um dos pais. Não é por acaso que temos olhos azuis ou cabelos encaracolados. O DNA replica nossas características fisiológicas mas também herdamos a parte mais estável e imodificável no aspecto genético da personalidade. Entretanto, enquanto dura a gestação, somos influenciados pela variação atmosférica, pressão barométrica e, também, pela alimentação da mãe,  pois somos vulneráveis a vírus e parasitas externos. O bater de asas de uma borboleta pode ter efeito catastrófico, mas após nascer nós somos únicos.
 Apesar de sermos parecidos fisicamente com parentes próximos não quer dizer que teremos personalidades similares. Somos influenciados por fatores que irão formar nossa personalidade como o ambiente, os valores morais, as crenças, as experiências afetivas e a socialização dependendo de nossos atributos físicos e mentais.
Não me venham querer provar que existem pessoas predestinadas a isto ou aquilo. São regidas por um destino que é um plano criado por Deus que não pode ser alterado pelos seres humanos. Entretanto o cristianismo não acredita em predestinação absoluta e defende que Deus presenteou o homem com o livre arbítrio. Há filósofos que consideram a expressão “livre arbítrio” absurda. Hobes diz que se este é um poder definido pela vontade, então ele não é livre nem não-livre.. É um erro atribuir liberdade à vontade.
Também não gostaria que aficionados por pseudo-ciência tentasse me provar que a posição relativa dos astros pode ser usada como informação sobre a personalidade e outros assuntos relacionados à vida humana. A astrologia já foi refutada por Carl Jung por não ter embasamento científico.

Tudo que acontece com o homem é fruto de sua vontade, determinação, perseverança ou acaso. Ele colhe o que cultiva. As flores que nascem em seu jardim não foram adubadas por Deus, assim como as urtigas germinadas não foi obra de Diabo.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

A Ciência do absurdo

Os criacionistas acreditam que nada é por acaso. Tudo acontece por vontade de seu Deus que é onipresente, onipotente, onisciente e benevolente. Quando acontece uma calamidade ou desastre, a culpa é do livre arbítrio que lhes foi dado por Deus facultando-vos o direito de errar. São tão aficionados pela ciência do absurdo que quando são vítimas de alguma catástrofe com mortos e feridos, os parentes dos que foram a óbito afirmam resignados que seu Deus sabe o que faz. Era chegada a sua hora e galgarão o reino dos céus. Os parentes das vítimas que sobreviveram paraplégicos, amputados ou aleijados agradecem a Deus a bênção alcançada por haver poupado suas vidas. Todos agradecem a um Deus poderoso e benevolente.
Ora!...Ora! ... Já vi descarrilamento de trem, queda de avião de grande porte, naufrágio de transatlântico e até afogamento de submarino. Entretanto, ainda não vi manifesto algum de nenhum Deus assumindo a autoria de qualquer atentado. A ciência sempre descobre o motivo do sinistro. Um afastamento de trilho, uma avaria no sistema de comando, um iceberg na rota de colisão, um erro de projeto ou uma pane elétrica. Todas as causas por motivos técnicos  promovidos por humanos. Nenhuma causa atribuída ao Espírito Santo.
Meus amigos criacionistas de plantão. Por mais que vocês sejam teólogos exegéticos, não irão me convencer a entrar em estado de regressão para voltar à idade da pedra e venerar um criador fruto da lenda de um povo primitivo que ainda não sabia que a terra era redonda nem que existia um fantástico universo laico.
Me pedir para seguir esta entidade lhe entregando as rédeas do meu destino é o mesmo que exigir meu suicídio intelectual. É tornar inútil meu parco conhecimento. Não obstante, todos os domingos surgem alguns desavisados batendo à minha porta tentando me catequizar e dão com os burros n´agua.
“Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”. Será?

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Urim & Tumim

Urim e Tumim é um nome dado a um processo de adivinhação utilizado pelos  israelitas para descobrir a vontade de Deus no período babilônico se iniciando com as ordens de Deus a Moisés quando este ordena a Moisés a construção do tabernáculo e como seria ornamentada a vestimenta divina de Arão, que seria seu meio de comunicação doravante. Seu telefone vermelho.. Este processo constava de duas pedras preciosas contendo o nome das doze tribos. Seis em cada uma. Em uma placa peitoral dobrada ao meio formando uma bolsa, ficavam as duas pedras que quando lançadas certos nomes se acendiam de acordo com as questões perguntadas.
Há a possibilidade dessas pedras serem apenas um elemento simbólico que representava um dom especial concedido ao sacerdote. Este processo de cartomancia, cleromancia, radiestesia ou adivinhação perdurou até o Rei Davi (Ed 2:63 – Ne 7:65)... Mas quando o Urim e Tumim não funcionava a contento, o insatisfeito profeta recorria a outros métodos também divinos. O Rei Saul fez uso do Urim e Tumim (I Sm 28:6). Ele consultou seu senhor mas este não lhe respondeu nem por sonho, por coincidências nem por profetas. Então o Rei Saul foi procurar a feiticeira, Pitonisa de Em-Dor. Se nada foi biblicamente comentado é porque o Rei Saul foi atendido.
Então, meus “irmãozinhos na fé”. Eu, como herege ateísta, ignóstico (ignóstico mesmo), sociofóbico religioso, vos conclamo a ler a bíblia. Esta mesma bíblia que está sob seu braço imóvel. Nela está contida os mandamentos que regem seus sonhos, suas vontades, seu caráter, sua fé, seu preconceito religioso e sua vontade de viver. Mas também, nela, está contida a descrição dos atos praticados pelos seus profetas sem preconceito ao candomblé, cartomancia, adivinhação por dados, lançamento de sorte. Seus profetas eram místicos ungidos tanto quanto são os nossos profetas João Paulo II, Valdemiro Santiago, Padre Cícero e tantos outros mercenários da fé inspirados pelo mesmo Espírito Santo.
Vou ajudá-los...
Êx – 28:30
Lev – 8:8
Nu – 27:21
De – 33:8

Atos – 1:26