sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Esse branco de olhos azuis...

Lula é a prova de nossa incapacidade de pensar direito. “Balu”

Linkei essa postagem do Balu com o intuito de torná-la atual e afirmar que também são minhas, suas palavras.

Desde os mais de 11 meses que cheguei aqui na Irlanda eu poderia dizer tranquilamente em não mais do que poucas linhas todas as vezes em que o Brasil foi notícia ou simplesmente citado em algum dos telejornais ingleses que costumo ver aqui. Pelo teor das matérias você não estranharia mais o motivo de nos verem como uma nação exótica e sem importância. Seja pelo casal Nardoni, assalto ao Pelé, guerra campal entre as polícias paulistanas ou o assassinato e estupro de jovem estudante inglesa em Goiás apenas reforçam o imaginário de um país distante, violento, no meio do mato.

E eis que somos brindados essa semana com mais um discurso tosco que dessa vez mais do que irresponsável é ainda mais grave do que possa parecer de imediato. Lula em compromisso com Gordon Brown, Primeiro-Ministro Britânico, saiu-se com uma frase de alguém que vê o mundo por um prisma ignorante e obtuso: essa crise (financeira) foi feita por gente branca de olhos azuis.

A acusação é simplista porque ignora que os últimos presidentes do BC brasileiro são brancos também, assim como o são os presidentes das principais instituições financeiras do país. E ela é ignorante por mostrar desconhecer que o presidente do CitiBank é um indiano e do Merril Lynch um negro. É também uma afirmação racista que atribui à cor da pele o resultado de uma ação. E é racista ainda na medida de que não seria dado a Gordon Brown o direito de fazer críticas a países africanos lembrando da cor da pele dos políticos locais. Se Brown fizesse isso estaria rebatendo críticas até agora, mas no caso de Lula, a ignorância de alguém que se comporta como se estivesse em um circo acaba o absolvendo. Ou seja, ele pode por não saber o que faz.

O outro ponto é que a “bronca” é sempre em país rico. Você consegue imaginar Lula dando discurso contra protoditador? Lula quer ser o nosso Robin Hood. Ele enxerga o mundo como um idiota guerrilheiro que divide os países em pobre bom e rico mau. É um raciocínio torto como tronco no cerrado.

Pois até quem tem simpatia ou votou nele sabe de sua pequenez intelectual e de sua fraqueza em compreender a realidade da vida fora dos sindicatos, assembleias ou do Palácio do Planalto. Mais do que dar um “pito” em um dos homens mais importantes do mundo, Lula acaba mostrando quão rasa é a sua lógica reforçando a visão equivocada (??) do mundo sobre nosso país. A reação da fleumática imprensa britânica (não confunda com tablóides) não poderia se diferente classificando o discurso de “bizarro” e “rancoroso”. Pois quem não se lembra quando Lula disse que um dia acordou “enfezado” e pediu que ligassem para George W. Bush? O mundo dele é assim.

Aqui eu nem queria falar mal do Lula, tarefa fácil, convenhamos. Quem me conhece sabe que no Lula e no PT eu não voto nem amarrado. Eu poderia aqui no blog me dedicar apenas a falar sobre o mal que essa turma representa ao país, mas não quero. Esse blog, apesar de ser meu, não é um blog político. Pois alguns dias atrás eu trocava e-mails com alguns amigos e falávamos da opinião sobre a aprovação ao atual governo e juntamente com apenas 2 outros colegas a nossa avaliação foi de “regular”. Pronto! Foi o suficiente para termos que nos explicar visto que a reprovação era grande.

Eu confesso que até eu me surpreendi com o meu “regular”. Estranho, não? Mas o fato é que eu acho de verdade que o Lula não fez grandes barbeiragens como presidente. Essas bravatas dele, sua especialidade durante toda sua vida pública, não são obras de governo. O que me incomoda e me envergonha nem posso dizer que seja o Lula em si, mas o que ele representa. No meu MSN até as próximas eleições estará a mesma frase que coloquei ao final da última eleição presidencial:

Lula é a prova de nossa incapacidade de pensar direito.

O Lula não é a causa, ele é um símbolo. Se para muitos ele representaria pela primeira vez a chegada de um nordestino ou de um pobre ao poder (ambos são falsos), para mim ele representa a vontade de um povo de aprovar e eleger alguém sem preparo, que tem apreço pela bebida maior do que aquele que tem pelo trabalho, que considera o estudo não essencial. O Brasil é isso, um povo que pelos representantes que escolhe também foge do trabalho, do estudo e do preparo. É um país que elege algo que não funciona, que mente, que faz um jogo sujo por bravatas assumidas e se vê sem vergonha alguma cercado por bandidos amigos que julga necessários e inevitáveis, como um preço rumo ao fim que julga glorioso. Somos isso, um país corrupto na essência, acomodado e também acovardado para gerar mudanças. O pouco nos satisfaz. Jogue uma banana e o macaco sorri para você. Estamos fadados a ser matéria de segunda categoria em telejornal de primeiro mundo, somos a carne de 2a encostada no açougue. Sendo assim, os ricos fazem é bem mesmo em ignorar a nós brasileiros, um povo que muito bem disse o Clodovil, um sujeito engraçado e inteligente que nos abandonou recentemente. Quando perguntado sobre a ética da Câmara dos Deputados em Brasília ele perguntou sobre qual ética estavam falando já que o brasileiro não tem ética. É o povo malandro que é sempre representado à altura em todas as esferas da representação política. Merecemos cada um dos políticos que temos.

Fonte: Blog do Balu

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Pequena diferença geográfica

Um homem entrou com a namorada no restaurante do Ritz Carlton de Paris e pede um Mouton de 1928.
O criado volta com uma garrafa de decantação cheia de vinho e deita um pouco no copo para o cliente provar. Este pega no copo, cheira o vinho e pousa o copo na mesa, comentando agastado:
-Isto não é um Mouton de 1928!!!
O criado assegura-lhe que é, e rapidamente cerca de 20 pessoas rodeiam a mesa, incluindo o chefe e o gerente do hotel que o tentam convencer que o vinho é mesmo um Mouton de 1928. Finalmente, alguém resolve perguntar-lhe como sabe que não é um Mouton de 1928.
-O meu nome é Phillipe de Rotschild e fui eu que fiz esse vinho!
Consternação geral.
Por fim, o criado original dá um passo em frente e admite que deitou na garrafa de decantação um Clerc Milon de 1928, acrescentando:
-Eu não consegui suportar a ideia que ia servir a nossa última garrafa de de Mouton 1928. Mas o senhor também é o proprietário dos vinhedos de Clerc Milon que ficam na mesma aldeia do Mouton. Faz a vindima na mesma altura, a mesma poda, esmaga as uvas na mesma ocasião, põe o mosto nos mesmos barris, engarrafa-os ao mesmo tempo e até usa ovos das mesmas galinhas para os refinar. Os vinhos são iguais, apenas com uma pequeníssima diferença geográfica.
Rothschild puxa o criado junto a si e murmura-lhe ao ouvido:
-Quando regressar a casa esta noite, peça à sua namorada para despir a roupa interior. Enfie um dedo no orifício da frente e outro no traseiro e veja a diferença de cheiro que pode existir numa pequeníssima diferença geográfica.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Cultura inútil


Alguns lêm livros de auto ajuda, outros lêm a bíblia, o almanaque e muitos, chegam até, a comprar Paulo Coelho. Minha cultura inútil está voltada para números, sou viciado em matemática e a considero a menos pior das inutilidades.

-Números excessivos.

São números maiores que a soma de seus divisores. Exemplo, o 12. Seus divisores são: 1, 2, 3, 4 e 6 cuja soma é igual a 16 que é maior que 12.Logo, 12 é um número excessivo.

-Números deficientes.

São números menores que a soma de seus divisores. Exemplo, o 10. Seus divisores são: 1,2 e 5 cuja soma é igual a 8 que é menor que 10. Logo, 10 é um número deficiente.

-Números perfeitos.

São números iguais a soma de seus divisores.

Exemplo, o 6. Seus divisores são: 1,2 e 3 cuja soma é igual a 6. Logo 6 é um número perfeito.

-Números amistosos.

São pares de números onde um é a soma dos divisores do outro. Exemplo, o 220 e o 284. Os divisores de 220 são: 1, 2, 4, 5, 10, 11, 20, 22, 44, 55 e 110 cuja soma é igual a 284. Os divisores de 284 são: 1, 2, 4, 71 e 142 cuja soma é igual a 220. Logo, 220 e 284 são números amistosos.

-Números sociáveis.

São número em que a soma de seus divisores formam um círculo fechado. Exemplo, 12496, 2º 14288, 3º 15472, 4º 14536, 5º 14264. A soma dos divisores do 1º número é igual ao 2º, a do 2º igual ao 3º, a do 3º igual ao 4º, a do 4º igual ao 5º e a soma dos divisores do 5º é igual ao 1º número.

-Números sanduíches.

São números que ficam entre um quadrado e um cubo. Exemplo, 5²=25, 3³=27. Logo, o 26 é um número sanduíche.

Có-relacionamento com o design inteligente:

-O mundo foi criado em 6 dias porque o 6 é um número perfeito, ou o 6 é um número perfeito porque o mundo foi criado em 6 dias?

- A lua orbita a terra em 28 dias porque o 28 é um número perfeito ou...

-O Diabo atingiu a tríplice perfeição com o 666?

-Jacó deu 220 cabras a Isaú. E ficou com 284?

-Deus sabia que o 10 era um número deficiente quando ordenou os mandamentos?

-Alguém disse a Jesus que o número 12 era excessivo para formar seus apóstolos?

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

O aprendizado no descobrimento


Após algum tempo você perceberá as diferenças entre ter nascido e ser parido, ser criado ou ser tratado, ser conduzido ou ser tangido. Aprenderá que a escola existe para nos nutrir de conhecimentos e não de alimentos. Descobrirá que beijos não são contratos e presentes não são promessas. Aprenderá a construir sua estrada no hoje porque o terreno acidentado do amanhã é incerto demais para os planos e o futuro tem o costume de cair em meio aos vãos.
Com o tempo você irá descobrir que o sol queima com o tempo. Descobrirá que pode fazer coisas num instante das quais poderá se arrepender pelo resto da vida. Aprenderá que se leva anos para adquirir confiança e segundos para perdê-la. Descobrirá com o tempo que a simplicidade, também, é uma virtude. Aprenderá que os ambientes e as circunstâncias tem influências sobre nós mas somos os únicos responsáveis por nós mesmos. Descobrirá que não temos que mudar de amigos se percebermos que os amigos mudam. Descobrirá que levará muito tempo para se tornar a pessoa que você quer ser e que esse tempo é muito curto. Descobrirá que algumas vezes a pessoa que você esperava que o chutasse quando você caísse seria umas das poucas que o ajudaria a levantar. Aprenderá que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não para e nem espera que você o concerte. Aprenderá que o tempo não é algo que possa retroceder. Descobrirá que sua vida será um eterno e constante aprendizado e começará a aceitar suas derrotas de cabeça erguida. Aprenderá que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens. Seria uma tragédia se ela acreditasse. Aprenda a cultivar bem o seu sonho. É preferível morrer com ele, a deixar que ele morra sozinho.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Piada de mau gosto?

A piada do ator Robin Wiliam sobre as olimpíadas, em rede nacional, não foi de mau gosto. Nós mandamos para os EUA, através do México, muito mais do que 50 strippers e 500 gamas de pó. Lá somos conhecidos pelo futebol, prostituição, assaltos e todos os tipos de falcatruas. Nenhum americano, jamais, invejou isto. O pomar que cultivamos está dando frutos, por isso, a piada do ator Robin Wiliam é o reflexo do que merecemos.Por necessidade, eles nunca vieram lavar nossos pratos.
A piada do ator Robin Wiliam não foi de mau gosto.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

O Princípio da incerteza

Há as ondas e o mar. Nós somos as ondas, cada um de nós somos uma onda que olha para outra onda. Resulta disso a ilusão de sermos separados uns dos outros. As ondas nascem, existem e morrem. Elas voltam ao mar. Assim nossa percepção da dualidade e da multiplicidade da vida cotidiana é, no plano da microfísica uma ilusão.
Nosso eu não é nem masculino nem feminino, nem preto nem branco nem de qualquer outra cor. Ele simplesmente é. E os corpos que habitamos são trajes para os papéis que representamos durante a passagem por este cenário. Estes trajes e estes papéis são extremamente diferentes. Existem trajes multicoloridos nas tonalidades negras, amarelas e brancas. Miscigenadas.
Quanto aos papéis, nossa história está repleta de figuras díspares, cada um ocupando seu próprio lugar. Há os heróis, há os vilões, há os intelectuais e os cientistas. Algumas destas figuras conseguiram mudar o rumo e fazer parte da nossa história sendo respeitados, lembrados e premiados.
Há também aqueles que nem fedem nem cheiram e por nada são responsáveis. Nenhum feito, nenhuma obra de boa ou má qualidade. Passaram pela vida manobrados pela popa igual canoas, escafedendo-se por atalhos sem perceberem ou serem percebidos. Com esses a história é impiedosa. Não lhes dá a mínima, não os considera, não existem, não contam e não pesam. No entanto muitos são premiados em suas velhices com aposentadorias remuneradas.
Existe, além destes, uma categoria especial de homens. Nem heróis, nem vilões, nem cientistas, nem intelectuais. São os irrequietos, os inconformados, os autônomos; são os que não aceitam serem tangidos como gado. São os que pensam, refletem e elaboram suas idéias lançando-as ao vento por onde passam. São os que primam por liberdade no sentido mais amplo, se recusam a abdicar de suas convicções e lutam para defenderem suas idéias. São os que questionam para mudar situações não aceitando as exorbitâncias tal como se apresentam. Não importam nem temem que suas idéias sejam consideradas extravagantes, inovadoras ou contestadoras demais. Não têm a preocupação do sucesso fácil ou do reconhecimento fortuito. Querem apenas discutir idéias, dividir reflexões, confrontar teses, levantar dúvidas. Querem ter o direito de sonhar, mesmo que estes sonhos estejam anos luz a sua frente.
Neste rol estão alguns escritores, inventores, descobridores e outros que, apesar de serem estudiosos, inteligentes, dinâmicos e bem informados não conseguiram descobrir nada, inventar nada nem escrever nada.
Com estes a história é implacável e madrasta. A sociedade os reconhece, os respeita mas não os premiam e acabam na velhice sem um pau para dar num gato.

Turismo

Você já foi no céu? E ao inferno? Eu também não, mas lí ¨23 minutos no inferno¨ e ¨90 minutos no céu¨ (Record).
Percebi que o turismo ao céu é mais demorado e mais caro, pois:
No céu:
- A cozinha é italiana, o vinho é francês, o queijo é suisso, a música é austríaca, a disposição para trabalhar é japonesa, o garçon é inglês, a polícia é belga, a política é canadense, a moeda é o euro e o cartão de crédito é o American express.
No inferno:
- A cozinha è maranhense, o vinho é pernambucano, o queijo é piauiense, a música é goiana, a disposição para trabalhar é baiana, o garçon é paraense, a polícia é carioca, a política é mineira, a moeda é o real e o cartão é o fome zero.
Ainda há quem diga que Deus é Brasileiro.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

A idade da aposentadoria

Fazendo jus ao epíteto do eterno aprendizado e cansado de levar bordoadas, pondo a culpa nos governos, por não ser analfabeto, improdutivo, agitador, por não agir como malfeitor nem aceitar benefícios e pertencer a uma minoria contribuinte numa sociedade em que os criminosos hediondos são enaltecidos como celebridades, ladrões têm regalias de diplomata e a classe improdutiva é premiada. Vou me preparar para dar minha contribuição, como cidadão, ao meu país partindo da minha premissa que trabalhar e gerar impostos não é virtude. É prejuízo.
Acho que vai dar pois sou oriundo de famílias longevas.
Após o nascimento do meu neto, mesmo que seja por doação, vou fotografá-lo ainda no berço tendo como manta a bandeira do MST. Trocarei uma bicicleta usada ou um som 3 em 1 por um lote agrícola de 25 hectares em qualquer uma das invasões no meu município e receberei a transferência em seu nome. Caracterizando assim sua integração no movimento.
Guardarei todos os recibos, boletos, contracheques e outros afins referentes ao bolsa escola, família, cheque cidadão, auxílio gás, PRONAF e outros benefícios que, com certeza, virão.
Participarei ativamente por todo o seu crescimento lhe ensinando como gastar estas benesses de maneira diferenciada.
Na sua infância, seus aniversários serão comemorados em casas de recepção regados com suco de frutas exóticas, biscoitos dinamarqueses, chocolates suíços e seus amigos convidados serão os filhos dos abastados abestados que pagam impostos.
Durante sua adolescência fará viagens e vestirá roupas de griffe, gastando o dinheiro proveniente das vendas de arame farpado, carroça, ferramentas, motores e outras quinquilharias a que terá direito todos os anos, freqüentará escola pública até concluir o Ensino Fundamental.
Já na sua juventude, seus aniversários, despesas com restaurante e motéis, seus vinhos, wisky e queijos importados serão custeados com o dinheiro oriundo da venda dos bois adquiridos através do PRONAF que por direito também terá direito. Cursará a escola técnica federal e não terá que se matar de estudar, pois a reprovação é proibida.
Sendo de cor parda, que é a cor do Brasil, prestará vestibular como cotista e, com certeza estará apto para entrar pela porta dos fundos de qualquer Universidade Federal.
Se é para tomar a vaga de alguém, que seja na áreas mais valorizadas como medicina, odontologia ou direito.
Formado aos 25 anos e sem a preocupação de conseguir o primeiro emprego, poderá se dedicar a política com boas possibilidades de sucesso, pois estará acima da média dos já existentes.
Poderá, também, pleitear sua aposentadoria reclamando seus direitos, todos documentados como prova. Freqüentará a mesma sociedade de onde provém os benefícios recebidos sem ter que competir.
Ensinarei a ele que mesmo sendo um sem nada, não precisa matar ninguém, seqüestrar ninguém nem praticar vandalismo.
Este será o diferencial da minha contribuição. E ainda corro o risco de ter um neto presidente e formado... ou jubilado.
Com toda esta ajuda do governo se algo der errado, a culpa com certeza é de Deus. O Deus dos cristãos, não o meu.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Dez perguntas que eu faria ao criador

1-Sabendo que suas 12 tribos vagariam pelo deserto carregando seus filhos nas costas, porque não colocou os seios das suas mães nas costas, também, para alimentá-los enquanto andavam?

Hoje dançar seria bem mais prazeroso, não acha?

2-Em Genesis 1,26 o Senhor diz “Façamos o homem a nossa imagem e semelhança”. Algum de vocês tinham semelhança com Pelé, Tiririca ou Leonardo di Caprio?

3-Se tens o poder da cura, por que seus fiéis compram planos de saúde e alguns ainda continuam nascendo com deficiência?

4-Se o Papa é seu emissário e representante, Por que tanta segurança e medo de morrer?

5-Para que o livre arbítrio se só temos uma opção? Te seguir e ir para o céu ou não e ir para o inferno .

6-Por que você possui características de algo que não existe como; imaterial, incorpóreo, invisível, incompreensível e inexplendorável?

7-Por que você criou o mal se não quer que o pratiquemos?

8-Se querias que acreditássemos em você, por que criou a lógica?

9-Se Jesus era você em forma humana, ele morreu para nos salvar de que? Ele sacrificou o que?

10-Se és onisciente, por que se arrependeu de sua criação?

Uma de gruja:

-Por que a verdade tem que ser aceita com fé?

“Os cientistas não seguram suas mãos todos os domingos cantando: “Sim, a gravidade é real, a luz viaja a 300.000 km/seg, o universo está em expansão. Eu tenho fé, eu sou forte em nome do Senhor, amém... Aleluia irmão!”

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Presente de Grego

Antes do governo Juscelino, a Amazônia era inóspita e isolada. Sua sobrevivência tinha como base o extrativismo vegetal, a pesca e o comércio de peles de animais silvestres. Não conheciam a fome e eram raros os problemas com desnutrição. Sua população era predominantemente urbana e não era contada por metro quadrado, era por sesmaria.

Mesmo com a construção da rodovia federal ligando Belém à Brasília, o estado não conseguiu atrair imigrantes. Exceto um pequeno grupo de japoneses que havia chegado antes financiados pelo seu próprio governo e usaram com porta de entrada a capital do estado. Vieram em busca de sobrevivência e deram contribuição importante na agricultura e no comércio do estado do Pará.

Até o famigerado e temido golpe militar em meados da década de 60, “golpe este, hoje desejado”, a Amazônia não havia sofrido nenhuma ameaça de invasão, mesmo assim o governo federal, apoiando alguns governadores de estados localizados na região, lançou um apelo nacional com o slogan: “Integrar para não entregar”, na intensão de atrair para esta região totalmente desconhecida uma estirpe de homens que fossem corajosos, destemidos, dinâmicos, empreendedores, trabalhadores e experientes principalmente na difícil arte da pecuária. Seria mais fácil desbravar a Amazônia com pé de boi, pois, a terra era de altíssima fertilidade e alguns lobistas chagavam a dizer que o capim da espécie colonião nascia em qualquer lugar, tinha o triplo de massa com elevado teor de fósforo. Que o grão de milho era do tamanho de um salto de sapato. Que a cana caiana tinha o diâmetro de um litro. A região era mais promissora que Itapetinga (BA) e o Vale do Rio Doce (MG). O apelo foi convincente.

Esta estirpe de iludidos se compôs, principalmente por pecuaristas já estabilizados de todos os portes, pequenos, médios e grandes. Oriundos de várias regiões, principalmente sul da Bahia, norte de Minas e norte do Espírito Santo. Venderam tudo o que possuíam e muitos deixaram filhos estudando em grandes centros.

Trouxeram consigo, seus empregados, seus meeiros, seus agregados e alguns trouxeram também parte dos seus eleitores e amigos. Neste rol estavam ricos, pobres, analfabetos e doutores. Vieram carpinteiros, pedreiros, vaqueiros, médicos, advogados, engenheiros, dentistas, veterinários, topógrafos e animais de estimação. Escolheram o sul e o nordeste deste estado como sua terra prometida pela facilidade de acesso. Aqui chegando fundaram vilas, cidades, emanciparam municípios, construíram frigoríficos, laticínios e escolas. Trouxeram cultura e riquezas e em sua vã filosofia engrandeceriam o estado que acolheram.

Não estavam à procura de ouro, madeira, subsistência ou pratos para lavar. Viriam exercer a mesma atividade que lhes dera tradição.

Por outro lado, como prêmio, o governo cumpriu o prometido. Distribuiu títulos de propriedade indiscriminadamente sem referências, liberou financiamentos para desmatamento e queima de madeira sem aproveitamento algum através do Banco do Brasil, BASA e SUDAM envolvidos em vários programas como: PROTERRA, PROÁLCOOL e PROBOR, todos em vias de mão dupla, nada a fundo perdido. E reforçou o apelo, plante que João garante.

Sem competência de gerenciamento e fiscalização este governo acabou financiando em sua floresta uma verdadeira orgia ambiental aos seus convidados.

Muitos destes pioneiros usaram os financiamentos para outros fins ou voltaram para suas origens sem comprometimento algum.

Os mais sonhadores, que em sua ótica a Amazônia era uma partitura colorida apostaram na ilusão e só em meados da década de 70 os seus sonhos passaram a ser em preto e branco.

Descobriram que a terra tinha de altíssimo era o teor de acidez, que o capim da espécie colonião era de ciclo curto e não suportava pisoteio. Que o salto de sapato referente ao grão de milho era o do tipo Luiz XV. Que o litro era medida de volume.

Apesar do capim ser o único alimento bovino na região, os dois não se integravam. Ou se tinha um, ou o outro. Eram incompatíveis.

Mas como os financiamentos eram a longo prazo e existia a possibilidade de prorrogação, tentaram descobrir qual capim se adequava a região. Até que isto fosse possível, muito tempo e dinheiro foi gasto, muita divida foi paga, muitas perdoadas e algumas ficaram inadimplentes.

Muitos dos que quitaram suas dividas ficaram sem gás (idade e capital) para vencer a inércia além de enfrentarem uma inflação galopante. Ainda hoje existem filhos e netos destes pioneiros tentando conduzir suas pecuárias com o mesmo sistema integrado à agricultura no afã de aumentarem suas produtividades apesar da proibição do desmatamento e o desestímulo.

Já nos anos 70 o governo iniciou a construção de uma estrada ligando o nada a lugar nenhum denominada Transamazônica com o único objetivo de tirar suas tropas da ociosidade. E não lançou apelo algum para alguém participar de sua colonização. Simplesmente deu guarida aos retirantes da seca do nordeste custeando passagens, alimentação, moradia e insumos. Patrocinando desmatamento e degradação ambiental.

Esta estrada continua inacabada e faz parte do polígono de desmatamento irracional com baixa produtividade e altos índices de violência e conflitos.

No inicio dos anos 80 alguns integrantes da mesma sociedade extrativista que destruiu a Mata Atlântica e não conseguiram amealhar fundos suficientes, nem qualificar mão de obra para sobreviverem em suas origens, vieram para o Eldorado paraense entrando pela porta aberta pelos pioneiros pecuaristas sonhando em reeditarem o mesmo filme com final feliz.

Por ser uma atividade coletora não havia necessidade de grandes capitais para exercê-la. Como um garimpo vegetal. Partindo deste principio, logo, muita madeira serrada foi vendida mesmo antes de sua própria árvore ser tombada. Promoveu desenvolvimento, gerou emprego, renda e impostos. Após uma década o estado do Pará se torna o maior parque industrial madeireiro do planeta e se orgulha de sua degradação.

Grande parte da riqueza produzida foi pulverizada para grandes fábricas de tratores, caminhões e mau uso.

Após a entrada indesejável do governo como sócio na atividade, foi proibido a extração de madeira sem projeto de manejo “sustentado” a altíssimos custos. Custo este que era seu quinhão. Apesar da atividade já haver esgotado seus recursos de matéria prima, com raras exceções, este golpe do governo foi o tiro de misericórdia. A galinha dos ovos de ouro já estava morta, foi desnecessária a eutanásia. Alguns destes cidadãos que se capitalizaram e não aceitaram trabalhar na clandestinidade, serrando madeira ilegal, fecharam ou venderam a preços aviltantes suas serrarias e passaram a exercer outras atividades no comércio, na indústria e mesmo sem tradição se tornaram fazendeiros por falta de opção ou status. Outros que insistiram na ilegalidade foram multados, tiveram seus pátios de matéria prima confiscados, tiveram seus portões fechados ou faliram. Mas um pequeno numero se profissionalizou na atividade se tornando industrial madeireiro. (há de convir que o garimpeiro que queima e purifica o ouro não é industrial nem empresário). Este diminuto grupo agregou valores aos seus produtos, reflorestou, fez manejo sustentado, industrializou parte dos seus resíduos, educou filhos na área de interesse e estão se preparando para exercer a mesma atividade por várias gerações sem ter que emigrar, pois esta parece ser a última fronteira madeireira.

Nesta mesma década de 80 inicia-se o período do extrativismo mineral em grande escala com duas áreas em destaque, uma no sul do estado outra no oeste praticando desmatamento desordenado, assoreamento e poluição de rios. E o estado novamente deu asilo a excluído como na transamazônica.

Pouco sobrou do que gerou o ouro como riquezas e ainda promoveu o Uruguai ao maior produtor do metal da América do Sul sem de lá ser extraído um grama.

Sobraram as seqüelas: as invasões, os saqueamentos, a violência no campo e muito aumento. Aumentou o custo com assistência social, aumentou a mortalidade infantil, aumentou o analfabetismo, aumentou a população carcerária e só diminuiu a renda per capita e o IDH fazendo com que a sociedade criasse ojeriza a lona preta.

É nisto que dá o estado exportar ouro, importar pobre e castigar quem merecia ser promovido ou premiado. Como no caso Eldorado dos Carajás.

A década de 90 também teve participação neste imbróglio. Um escritor, intelectual e pecuarista com visão privilegiada de origem nordestina e proprietário de várias fazendas na região nordeste do estado do Pará, resolveu publicar em alguns jornais do sul do país um anúncio no qual ele disponibilizava para venda, aceitava sócios ou meeiros em qualquer uma de suas propriedades. Plagiou a mesma música da década de 60 mudando só o arranjo. Inseriu o soja. Poucas luas após este anúncio chega, ali, um desavisado agricultor à procura desta nova fronteira agrícola anunciada. Ledo engano, a sociedade não conhecia o fato nem consumia o produto. Falar em carne de soja era o mesmo que corda em casa de enforcado. Como não podia voltar, por motivos óbvios, resolveu apostar na megalomania de alguns empresários. Se associou a uma pequeno número de madeireiros e pecuaristas e com sua experiência plantou uma pequena área de 500ha a título de teste. O resultado desta prosopopéia todos conhecem, principalmente a receita estadual. Esta nova fronteira agrícola se expandiu por vários municípios visinhos e longícuos e produzem com eficiência soja, feijão, milho e arroz. O maior benefício foi no consórcio com a pecuária, viabilizando o setor com o aumento da produtividade e a taxa de desfrute.

Estamos no limiar de 2010, meio século de desmatamento e extração de riquezas, com o estado cada vez mais cultuando a pobreza da abundância.

Hoje só no estado do Pará conta-se mais de vinte projetos de mineração, a céu aberto, operados por grandes companhias com poder político na esfera federal, extraindo caulim, bauxita, ouro, ferro, manganês, cobre entre outros. E promovendo desmatamento degradantes, assoreamento de rios e outras agressões ao meio ambiente, que, com certeza serão irrecuperáveis. Seus funcionários graduados não sofrerão as conseqüências pois não são radicalizados no estado.

Prova que impera a hipocrisia.

Agora, este mesmo governo, desprovido de inteligência, parece também desmemoriado. Se esquece que todas as sociedades de pioneiros japoneses, pecuaristas, garimpeiros, madeireiros, agricultores e mineradores desmataram e poluíram a seu próprio modo. Alguns com seus financiamentos, outros com seu aval e muitos com sua ausência. E ainda por cima, como prova de sua incompetência, está obrigando a todos os proprietários de terras, cujos títulos lhes foram outorgados a fazerem o georreferenciamento de suas propriedades para que ele, o governo sem ônus, saiba onde se localizam tais áreas. Como se isto não bastasse, está enviando seus órgãos, sem conhecimento de causa, escoltado por policiais para multar e humilhar pecuaristas e agricultores que recuperam estas mesmas áreas degradadas com seus financiamentos no passado.

Áreas estas que, na sua maioria, não se encontram nas mãos dos mesmos donos. O que hoje é crime, não era na época dos incentivos. Foram desmatados 50% da área de algumas propriedades com financiamento Federais e Estaduais baseados na lei nº 4771 de 15 de setembro de 1965 e fiscalizada pelo IBDF. Produziram e integraram de acordo ao proposto por 36 anos na legalidade até a promulgação da medida provisória nº 2166.67 de 24 de agosto de 2001 sem poderes retroativos. Onde está o crime? Porque punir o atual proprietário e produtor? E quem vai punir os governos contemporâneos?

E não existem áreas ilegais, pois as que não foram tituladas e por culpa do INCRA e ITERPA que até hoje não sabem quais são suas jurisdições por pura incompetência. A mesma incompetência que esta demonstrando agora com o Georreferenciamento no Estado.

São dois pesos e duas medidas? O que justifica esta perseguição humilhante aos proprietários de terras nos municípios que mais evoluem e geram impostos na produção de grãos e carne? Crime pela ausência de votos? Neste caso, rejeição não é crime. É premio para os municípios.

Castigar a classe produtora de alimentos nestes municípios pode desencadear uma crise em outros municípios que dependem dos seus grãos para alimentação e rações. É com dar um tiro no próprio pé. Pode também faltar impostos para custear as doações de casas populares aos párias do MST que nunca mutaram como parasitas.

Só a título de informação. As vésperas das eleições para prefeito e vereadores do município de Paragominas, o Governo do Estado foi convidado a participar de um comício mesmo não sendo “companheiro”.

Já no palanque, seu representante não sabia absolutamente nada sobre o município. Não sabia que o município era um grande produtor de grãos do estado, não sabia que o município contribuiu substancialmente e foi um dos responsáveis pela 3ª maior renda de exportações do Estado. Não sabia que o município detém o maio numero de carteiras escolares proporcional a população estudantil. Não sabia que o município já é o maior reflorestador do estado atingindo a pequena soma de 100.000.000 de árvores. Não sabia que o município usa as melhores tecnologias de reprodução na pecuária de corte e tem a melhor taxa de desfrute do Estado. Não sabia que Paragominas dista 300 km da capital e a usa como entreposto comercial. Não sabia que seu nome homenageia o Estado. Não percebeu que sua população tem orgulho dela e demonstrou isto nas urnas.

Mas vai continuar sem saber por falta de conhecimento. Não por descaso.

Este mesmo produtor que dá louros ao seu estado através de impostos, emprego e geração de divisas está sendo taxado de oportunista, aproveitador, especulador e outros títulos pejorativos, mas não pode ser taxado de incompetente nem preguiçoso. Continuam produzindo e citando Ozimandias:

Olhem para os meus feitos pujantes, e desesperem-se.


Há de chegar o dia em que respeitarão as mãos que os alimentam.

A minha conclusão não é um parabéns, nem poderia, apesar de ser adotivo com direito a herança critico a sociedade papa – chibé por colocar no mesmo saco os primeiros pioneiros. Se era para castigar, por que premiou?

Em retribuição, ao presente de grego, estes pioneiros conseguiram elevar de tal modo a pecuária do estado que hoje ela é respeitada dentre as melhores e maiores do país e figura no terceiro lugar em sua pauta de exportações. Isto falando na pecuária que foi o propósito principal da primeira sociedade pioneira. Sem contar que seus filhos não engrossam indigência de periferia, não tem índice medido em presídio, não são camelôs, não estão sob lona preta, não morrem em hospitais públicos nem recebem cestas básicas. Por outro lado dá para medir suas contribuições como cientistas, advogados, médicos, veterinários, engenheiros e até ambientalistas. Todos formados e/ou graduados nas faculdades existentes no estado. Este mesmo estado que doa concessão de rádio difusora a prostitutas e financia com o erário a difusão de suas experiências.

É bom que refaçam seus conceitos e tomem como exemplo esta sociedade tupiniquim. Se houve culpados, dê-lhes a menor pena, mas respeite-os. Não se surpreendam se forem governados por um descendente desta estirpe.

Parabéns ao Deputado Giovanni Queiroz pela coragem

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Liberdade e racismo


"Há 100 mil anos, poucas dezenas de seres humanos saíram da África. Seus descendentes, adaptando-se aos diferentes climas, desenvolveram inúmeras tonalidades de cor da pele.
Um dia alguns voltaram. Primeiro como comerciantes, adquiriram cativos escravizados pelos próprios conterrâneos. Depois como conquistadores, impuseram o poder de suas nações sobre a África, alegando que os primos que ficaram faziam parte de uma raça distinta."
Não entendo porque misturar liberdade ao racismo, a liberdade é conquistada e o racismo é imposto. Nos primórdios a escravidão era gerada por guerras , onde os vencidos eram escravizados e em épocas de fome as famílias vendiam seus filhos e irmãos como escravos. A escravidão nunca, em época alguma, foi racial. Existiam escravos de todas as classes sociais, no caso de rendições, e de todas as cores de pele.No século XVIII a África vendia seus filhos como escravos. Por quê a China, a India, o Paquistâo e os indígenas não?
Afro descendente é expressão inventada por aqueles que se julgam inferiores culturalmente para aproveitar certas benesses concedidas por políticos camuflando suas incompetências e rejeitando o princípio da igualdade entre os cidadãos como no caso das cotas.
Volto a citar Demétrio Magnolio: ¨Em nome do multiculturalismo, o governo de FHC ensaiou dividir os cidadãos em ¨brancos¨e ¨negros¨, e o governo de Lula patrocinou a introdução das primeiras leis raciais da história brasileira. No ultimo ano do século XX, os cientistas que seqüenciaram o genoma humano declararam a morte da raça. O mito da raça, entretanto, no lugar de se dissolver como uma crença anacrônica, algo parecido com a antiga crença em bruxas, persiste ou renasce na esfera política, desafiando a utopia da igualdade¨.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Fontes de informação

Temos várias fontes de informações; as evidenciais, as tradicionais, as autoritárias e as reveladas.
As evidenciais são prováveis e às vezes só significam ver, perceber pelo tato, olfato ou simplesmente ouvir se algo é verdadeiro. A isto damos o nome de observação. Para se provar um crime, o detetive trabalha com uma série de observações e quando se dá conta de que todas as evidencias se encaixam e fazem sentido, aí está a prova esperada.
Os cientistas e os médicos trabalham com hipóteses e usam as evidencias para provar seus diagnósticos. Não necessitamos ver que a luz viaja à velocidade de 300.000 km/s, existem evidencias e qualquer pessoa pode requerer provas.
Já as fontes de informações tradicionais, autoritárias e reveladas são irrefutáveis. Se estão contidas em livros antigos são críveis por tradição. Apesar de que a mentira não se torna verdade com o tempo. Se são pregadas por um Papa, um Aiatolá, um Pastor ou um Padre elas passam a serem verdades impostas por autoridades. Quando as pessoas religiosas sentem que alguma coisa deve ser verdade, muito embora não tenham nenhuma evidencia comprobatória, elas chamam este sentimento de revelação através do espírito santo. Esta é uma das principais razões que as levam a acreditar no que acreditam. Nada nem ninguém consegue provar o contrário.
Os cristãos acreditam em muitas ¨coisas¨, acreditam que, a cor negra foi o sinal com que Deus identificou Caim por haver assassinado seu irmão Abel. Também acreditam no dilúvio com todas as suas incongruências. Ora... partindo da informação contida na tradição bíblica, todas as raças existentes hoje são descendentes de Noé, os negros, os esquimós os índios e os arianos. O dilúvio extinguiu com todos os outros seres que não conseguiram adentrar na arca, inclusive os descendentes de Caim.
O dilúvio ocorreu, segundo a Biblia, no ano de 2.400 aC ou seja; 500 anos antes do reinado de Hamurábi na Caldéia, ou 1.150 anos antes de Ramsés II no Egito, época da escravidão dos hebreus. Portanto não existe tempo nem para uma micro evolução. Todos o animais contemporâneos a Noé continuam iguais; o leão, a cobra, o elefante, a girafa e nem a raça humanapoderia mutar tanto. O gato endeusado no Egito há 3.700 anos, é o mesmo siamês de hoje. O leão que estava na cova em que fora jogado Daniel, há 2.600 anos, tinha a mesma ferocidade dos existentes na África de hoje.O porco continua com o casco fendido como a 6.000 anos. O jumento que foi objeto de adoração e cobiça, reprimida por Deus a Moisés, continua o mesmo taciturno agora e simbolizando idiotas.
Nada mudou desde Atlantida e Lemuria que soçobrou com seus 64 milhões de habitantes há 11.580 anos de acordo ao ¨Codex Cortesianos¨ na página 51. Portanto, no mínimo, 5.500 anos antes de Adão.
Dos 148 grandes mamíferos, herbívoros, terrestres e selvagens existentes há 8.000 anos e candidatos à domesticação só 14 passaram no teste, de acordo a provas evidenciais. Sendo os cinco principais; a ovelha, a cabra, a vaca, o porco e o cavalo. Todos autóctones do sudoeste da Ásia com provas de domesticação entre 6.000 e 8.000 anos . Todos continuam sem grandes mutações, a vaca, o porco e a ovelha ficaram um pouco menores até meados do século xx .
Não necessito explicar porque abomino igreja mas espero a qualquer momento alguém me abordar. Ô.. idiota! Me dê o seu dinheiro para que eu possa convencer outros abestados a me darem os seus também.

sábado, 3 de outubro de 2009

Proíbição alimentar


Recentemente fui ao médico fazer um chec-up e fiquei proibido de apreciar meus únicos três prazeres impagáveis; Carne gorda, vinho e sexo.
Sobre a GORDURA;
No Japão, são consumidas poucas gorduras e o índice de ataques cardíacos é menor do que na Inglaterra e nos EUA;Em compensação, na França consomem-se muitas gorduras e, ainda assim, o índice de ataques cardíacos é menor do que na Inglaterra e nos EUA.
Sobre o VINHO;
Na Índia, bebe-se pouco vinho tinto e o índice de ataques cardíacos é menor do que na Inglaterra e nos EUA;Em compensação, na Espanha bebe-se muito vinho tinto e o índice de ataques cardíacos é menor do que na Inglaterra e nos EUA.
Sobre o SEXO;
Na Argélia, faz-se muito pouco sexo e o índice de ataques cardíacos é menor do que na Inglaterra e nos EUA;Em compensação, no Brasil faz-se muito sexo e o índice de ataques cardíacos é menor do que na Inglaterra e nos EUA.
CONCLUSÃO:
Vou continuar comendo minhas picanhas,tomando meus vinhos e espancando minha velha, pois o que faz mal mesmo... É falar inglês.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Igualdade. Que igualdade?

“Sou igual a vocês, passei fome e não estudei, mas cheguei lá.”
Frase de efeito imbatível proferida por alguém que não acredita no como nem no porquê está lá. Lá onde?
A ficha ainda não caiu.
Sua igualdade é com uma minoria de desocupados, analfabetos, preguiçosos e proletários que hoje sobrevivem com suas benesses. Tenho com ele duas paridades; respiro o mesmo ar e minha mãe também nasceu analfabeta. Infelizmente.
Ainda não percebeu que dentre seus eleitores estão os mesmos que colocaram lá o macaco Tião e o bode Ioiô como vereadores mais votados e um índio analfabeto como deputado federal em sinal de descaso, revolta ou protesto. Somados aos que apostaram no azarão e aos que foram vitimas de propaganda enganosa, lhe auferiram este poder absoluto.
Já se passaram quase oito anos e mesmo sem oposição não consegue se relacionar com a câmara e o senado. Sua competência e autoridade como presidente é inversamente proporcional à sua popularidade como tal.
Confunde fimose com aftosa, tapume com tatame e mangabeira com seringueira. Isto não é novidade para quem viaja pelo mundo cometendo gafes como a de atravessar o Atlântico em direção ao Brasil partindo dos EUA. Seu cérebro não foi capaz de ajudá-lo a concluir o supletivo de segundo grau neste período por isso não sabe que há cinqüenta anos a Alemanha se dividiu em dois países com políticas e capitais diferentes. Também não sabe que descendente de índio sul-americanos não beija mão de rainha, muito menos a face.
Mas mesmo sem saber ele chegou lá e agora será obrigado a adquirir um diploma numa das universidades licenciadas ao MST pois quando for associado aos crimes de corrupção, formação de quadrilha, peculato e outros já investigados e denunciados terá direitos à uma cela especial para continuar mantendo também a igualdade.
Mete medo o terceiro mandato? Depende de qual lado estás. Se és analfabeto, desocupado, preguiçoso, proletário, recebe cestas básicas, cultua ou pertence a esta legião de déspotas iluminados. Aplaudas.
Se és alfabetizado politicamente, és produtor, geras impostos e empregos, tens orgulho do pão oferecido aos filhos fruto do seu trabalho. Temas.
Passar da primeira opção para a segunda é impossível mas o inverso é só uma questão de tempo. Verás.
A natureza conspirou a seu favor colocando-o no lugar certo e na hora certa frente ao espelho de Baby Doc com um cofre infinitamente maior.
Não sei até quando o país continuará crescendo sob o efeito de administrações anteriores e sem que o seu atual presidente saiba onde os dois estão. A carruagem segue seu caminho na escuridão ignorando seu inerte e bufão condutor até que ele descubra onde está ou o que foi fazer lá.
Em breve nossas esperanças estarão extintas, meditaremos sobre as oportunidades de impeachman perdidas e lamentamos os avisos que desprezamos.
A hora mais escura é a que precede a aurora, e esta hora ainda não chegou.
Igualdade!... Nunca.
Somos diametralmente opostos. Nem vereador eu sou.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

A SAGA SARNEY E A DINASTIA KENNEDY


Li no blog do Wanterlor que há publicações na internet afirmando que as escolas maranhenses estão ensinando aos seus alunos que a saga dos Sarnneys (hehehe...) se igualam em importância à dinastia dos Kennedys. Concordo!...
Assim como o Pará tem seu Jáder e a Bahia seu ACM, o Maranhão pode, muito bem, eleger seu filho único mais ilustre e santificá-lo ou enaltecê-lo, como os EUA fez com os Kennedys.
A família Sarney (o Zé) fez muito pelo Estado do Maranhão, reduziu a mortalidade infantil, a pobreza, a violência no campo e nas cidades, o analfabetismo e até a população carcerária, aumentando assim, a renda per capita e o IDH incentivando seus indigentes a emigrarem para o Estado visinho aproveitando o bônus da linha férrea.Nenhum Kennedy conseguiu este custo/benefício.
Com este ¨Golpe de Mestre¨ do São Sarney, copiando seu inteligentíssimo par Salomão que entrou para a história por não haver deixado partir um moleque ao meio, o Pará de desnutrido passou a ser faminto e se tornou o único Estado do mundo a exportar ouro e importar pobres. E o caos dominou a saúde, a educação e a segurança. E a Nazica, nem thumm!...
Eles, os devotos de São Sarnney, deveriam se envergonharem com aquela cena em que seu ¨Santo¨ debulha um rosário de mentiras quando da sua defesa em plenário. Acho que Sarney tem três paridades com Kennedy, as letras N,E e Y no nome. (Se os Kennedys soubessem disto,ai!,ai!...)
Nós não vamos canonizar Jader, seu nome não fica bem com um São antecipando. Por outro lado, somos cientes que ele pertence à mesma confraria de Sarney . Nada santa.
Nossa senhora de Nazaré continuará sendo a padroeira dos Paraenses, mas a maior concentração de fiéis no Estado, são devotos de São Sarney. Conclamo aos devotos da Santíssima a rezarem mais, para que seu próximo manto não seja uma lona preta.

Eu não sou Maranhense... Nem Paraense. Sou Papa-chibé tupiniquim.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Operação pandemia - O que há por trás da Gripe Suína

Dos 14 animais considerados domesticados, o mal já pegou carona em três dos mais íntimos; a vaca, a galinha e o porco. Destes íntimos ainda faltam a ovelha, a cabra,o cavalo, o gato, o cão entre outros, que já estão na lista de espera de outros Donalds Runsfelds. Haja gripe!.. Quem pode, pode.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

A vitória da razão.(Por quê?)

VITÓRIA DA RAZÃO CONTRA O PRECONCEITO!

JUSTIÇA DECIDE QUE SÍMBOLOS RELIGIOSOS PODEM PERMANECER EM PRÉDIOS PÚBLICOS. DERROTA DO CCC!

quinta-feira, 20 de agosto de 2009 15:45

A Razão ganhou! O Comando de Caça ao Crucifixo perdeu!

A Razão ganhou! O Comando de Caça aos Católicos perdeu!

A Razão ganhou! A brutalidade do preconceito contra o cristianismo, disfarçado de laicismo, perdeu!

Ainda há juízes em São Paulo. Maria Lúcia Lencastre Ursala, da 3ª Vara Cível Federal de São Paulo, indeferiu pedido do Ministério Público Federal, que queria a retirada de símbolos religiosos dos prédios públicos — leia-se: de crucifixos e Bíblias.

Sabem o que escreveu a juíza?

1 - que é natural a presença de símbolos religiosos cristãos num país de formação cristã — isso pertence à nossa história;
2 - que, “sem qualquer ofensa à liberdade de crença, garantia constitucional, eis que, para os agnósticos, ou que professam crença diferenciada, aquele símbolo nada representa, assemelhando-se a um quadro ou escultura, adereços decorativos”;
3 - que estado laico não quer dizer estado anti-religioso. Dando uma pequena aula de lógica e de história à boçalidade do CCC, escreveu: “O Estado laico foi a primeira organização política que garantiu a liberdade religiosa. A liberdade de crença, de culto, e a tolerância religiosa foram aceitas graças ao Estado laico, e não como oposição a ele. Assim sendo, a laicidade não pode se expressar na eliminação dos símbolos religiosos, mas na tolerância aos mesmos.”

Que bom!

Sei o quanto apanhei nesses dias!

Bom saber que este blog esteve, sempre — e promete continuar — ao lado da tolerância e da razão. E de braços dados, como se vê, com a lógica e os bons argumentos.

Por Reinaldo Azevedo

E aí, quando os umbandistas, os jainistas, os budistas, os maometanos e outros fundamentalistas colocarem seus símbolos nas repartições públicas onde trabalham. Podem por direito. Quero ver a reação do catolicismo preconceituoso que se diz cristão. E o símbolo da hipocrisia, pode?

ESTAMOS NO SÉCULO XXI, ANDAMOS SOBRE DOIS PÉS E JÁ USAMOS 10% DO NOSSO CÉREBRO. ACORDEM JUÍZES.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Causa e efeito





Hoje, o apedeuta promulga uma lei
que facilita a adoção de crianças produzidas por párias que se reproduzem
financiadas e incentivadas pelo próprio governo.
Pai d'égua!

"As sociedades são responsáveis por sua propria degradação ou colapso."
(Jared Diamond)

Teoria da terra oca


Já li muito sobre a teoria da terra oca. Teoria esta, de um louco em menor grau dos que acreditam nela.
Mas vamos lá. Há uns 25,50 ou 100.000 anos atrás a terra sofreu grandes convulsões como terremotos, maremotos e mudanças de clima devido mudanças no posicionamento em seu eixo de rotação. Os sobreviventes formaram tribos e se deslocaram de zonas frias para zonas mais quentes. Numa destas migrações uma tribo surgiu no local onde, hoje, chamamos de Pólo Norte. Seus componentes continuaram a caminhar e perceberam que tinham o Sol sempre à sua frente sem nunca se por ou nascer. Descobriram, com o passar do tempo, que se encontravam dentro da terra e que ela era oca.
Explicar a teoria da terra oca é fácil. Imagine que tenha um coco. O lado externo do coco é o nosso lado e lembre-se de que se suas mãos estiverem úmidas e quentes, ao tocá-lo, a umidade que você depositou do lado de fora do coco é igual à profundidade do abismo das Marianas em relação à nossa terra de tamanho normal.
Agora faça um buraco de 1,0cm de diâmetro na parte conhecida como olho e outro na parte oposta e compare-os ao Pólo Norte e Pólo Sul. Bem no meio do coco você fixará uma lâmpada diminuta que representará o sol interior. Agora você tem nas mãos a miniatura da terra oca. A casca dura representa a crosta em que vivemos. A parte interna, branca e macia, representa a superfície dos habitantes do mundo interno. A mesma gravidade que nos mantem sobre a terra ora com os pés para cima ora com os pés para baixo é a mesma que os mantem nas mesmas posições auxiliada pela força centrífuga.
Não há prova alguma que o interior da terra seja de gás liquefeito, ferro ou qualquer outra coisa fundida, dá-se o nome de magma a uma suposição de cientistas. Estes mesmos cientistas que já fizeram, no passado, outras suposições falsas.
Os adeptos à teoria, acreditam que o povo interior é remanescente da civilização Lemuriana, Altlantis e outras mais antigas, por isso são mais evoluídos e por não sofrerem perturbações que acontecem aqui, do lado de fora, eles desenvolveram a espiritualidade e o conhecimento melhor que nós.
Os O.V.I.N.I’s são de vários tipos mas há um deles que vem de dentro da terra, há tempos, tentando uma aproximação amigável no afã de inibir as explosões atômicas que podem causar rachaduras na crosta e agora se preocupam desesperadamente com o aquecimento global.
Há estatísticas que provam haver 15 milhões de americanos que já os viram.
A Argentina, o Chile e outros países admitem sua existência. Supondo que o governo americano tivesse provas de que a terra é oca e dentro dela habita uma civilização mais evoluída, com certeza, esconderia a verdade por temer o pânico. Basta lembrar de “A Guerra dos Mundos”, produção de Orson Welles para uma transmissão de radio em 1936, em que os americanos entraram realmente em pânico, saquearam, cometeram suicídio e fizeram coisas estranhas apesar de serem informados que se tratava apenas de uma peça.
Os incrédulos questionam: se existe uma abertura no Pólo Norte que dá acesso ao oco da terra porque nenhum piloto de linha aérea nunca o viu?
Simples, as linhas aéreas não voam sobre o Pólo Norte pelo simples fato de haver interferência em seus instrumentos de navegação. Outros dizem: Se houvessem buracos nos pólos, estes muitos exploradores que lá estiveram os encontrariam.
Mentira! Nenhum explorador esteve exatamente no Pólo Sul ou no Pólo Norte. Temos relatos de pessoas que tentaram chegar lá, passaram de lá ou ficaram mais ou menos perdidos. Nenhum deles jamais provou ter estado lá. Nem Peary, nem Wilkinson, nem Amundsen, nem Shackleton, nem Scott.
O Pólo é uma zona remota em algum lugar acima da superfície e, conforme foi provado, sua localização sofre mutações.
Os mais atualizados questionam: e as fotos de alta definição extraídas por satélites, por que não identificaram estes buracos?
É fácil não identificar buracos quando não se procura por buracos.
As fotos poderiam mostrar manchas escuras ou reflexos escuros na neve ou no gelo que pode ser de cores diferentes do branco e metálico. Pode-se ter neve vermelha em certas ocasiões. O certo é que uma foto tirada próximo ao Pólo Norte ou Sul pode mostrar sombras estranhas e as pessoas não teem motivos para investigá-las, pois são caríssimas as expedições polares. Por isso não investigaram a aurora bureau, que pode muito bem, ser um reflexo da luz interior.
Os que teem noção de grandezas são diretos: não existe lugar para acomodar uma civilização antiga dentro da terra.
Pois bem, o diâmetro equatorial da terra mede aproximadamente 12.757km e supondo que a parte conhecida cientificamente da crosta terrestre multiplicada 100 vezes seja de 1.280km que é igual a medida do solo exterior para o solo interior. Como estamos medindo um círculo dentro do outro este valor é dobrado, sendo 2.560km. O diâmetro do mundo interior é de 10.197km ou seja 3,1 vezes maior que o da lua que é de aproximadamente 3.240km.
Assim, se de algum modo pudesse colocar a lua dentro deste oco da terra e um furacão soprasse sobre um dos buracos a coitada ficaria chacoalhando como uma bolinha no apito de juiz.
Uma curiosidade importante é a seguinte: somente um oitavo da superfície do mundo exterior é composta de terra, os restantes sete oitavos são constituídos por água, mares, oceanos, rios e lagos, deste modo, conclui-se facilmente que poderia haver mais terra dentro do mundo do que fora dele. E havendo mais terra dentro, então poderia haver mais gente dentro também.
De qualquer forma, se não tem certezas porque não manter o espírito alerta para não se surpreender se surgirem as provas?

sábado, 25 de julho de 2009

A galinha, o porco e o colaborador.




Eis que um padre em uma de suas andanças se encontra no limiar da inanição quando é socorrido por um fiel que lhe oferece uma omelete.
Vejam bem... Na confecção da omelete, a galinha colabora com o ovo que ela pôe e sai cantando alegremente sem se preocupar com o que pode ou não ocorrer com ele. Ela é uma colaboradora involuntária e não está nem aí para o ovo e muito menos para o padre.
Já o porco coopera com a banha e para que a omelete salve a vida do padre, o porco perde a sua. O porco está comprometido com a omelete assim como nós estamos comprometidos com a empresa que nos oferece qualidade de vida e segurança em retribuição ao nosso trabalho, dedicação e esforço. Nós somos os responsáveis pelo seu crescimento e sucesso.
A empresa pela qual nos dedicamos não é uma instituição que necessite de colaborações. Existe uma inter dependência, sem favorecimentos, que sustenta o mútuo respeito e nos faz orgulhar de sermos seus funcionários obedientes a uma hierarquia pré determinada.


Nosso ego não necessita ser polido por isto.

O combate hipócrita


Não nasci fumante, e tabagismo não é hereditário. Portanto sou fumante por opção e conheço as conseqüências inerentes.
Na minha juventude fui induzido, por modismo social, a dançar Rock in Roll, apreciar a Bossa Nova, vestir calças Saint Tropez e a fumar. Fiz parte da geração Beatles, fã de Elis, Vinícius, Dorival e Toquinho, apreciador de esportes radicais como automobilismo, alpinismo e hipismo, todos patrocinados por grandes marcas de cigarro; Dunhill, Marlboro, John Player Special. Admirava grandes estadistas como Churchill, Fidel e Mussolini e outros fumantes. Nenhum outro tipo de droga, permitida ou não, fazia parte deste contexto, por isso não me tornei maconheiro nem alcoólatra.
Por inapetência física e mudanças sociais fui forçado a abandonar alguns destes prazeres como dançar Rock e vestir calças Saint Tropez, mas continuo apreciando Bossa Nova e ainda sou fumante mesmo conhecendo suas mazelas.
Hoje a sociedade combate, acirradamente o tabagismo com todas as armas possíveis. Proibiu o ato de fumar em todos os ambientes públicos e privados fechados ou não, meios de transporte, escolas, industrias e está inibindo a contratação de fumantes até em empresas privadas em nome dos bons costumes. Mesmo discriminando o usuário do fumo como causador de males sociais, continua financiando sua plantação e ainda não fechou as portas da Sousa Cruz.
O mesmo tratamento não é dispensado aos amantes dos licores de Baco.
Todos os políticos, empresários, religiosos e autoridades conhecem os efeitos do alcoolismo.
Não existe o alcoólatra passional mas, no transito, o alcoolizado mata abstêmio e crianças. Nas delegacias de mulheres existem numerosas queixas de esposas não alcoólatras espancadas por seus maridos bêbados.
Há muita dissolução de casamentos causada por alcoolismo. Algumas por falta de proventos inerentes ao fato.
O alcoolismo sempre está associado a prejuízos materiais, degradação moral e desvio de caráter. O alcoólatra não pode ser considerado um doente, assim como o fumante também não é. Mas não lhes imputaram a mesma pena. O alcoólatra é socialmente aceito.
Há dois extremos. Não existe associação de fumantes anônimos mas existem faculdades de ensino preparando conhecedores de bebidas no intuito de informar aos leigos quais tipos harmoniza com isto ou aquilo e em qual momento ou ocasião deve ser apreciada. Algumas destas garrafas atingem valores estratosféricos se tornando objetos de curiosidade e desejo.
Há algum tempo ficou proibida a propaganda de cigarro através de todos os meios de comunicação, obrigando também, o fabricante a imprimir nos rótulos de seus produtos uma série de malefícios na intensão de coibir seu uso, e surtiu efeito.
Estes mesmos meios de comunicação estão fazendo propaganda de bebidas alcoólicas em horário nobre, com apelo sexual, explorando a alta taxa de testosterona latente nos jovens induzindo o consumo de álcool.
Esta sociedade que instiga se torna hipócrita e amoral quando se esquece que é dirigida por um alcoólatra e castiga severamente condutores de veículos flagrados no trânsito com qualquer teor de álcool no sangue. Um bêbado não pode guiar um carro,mas pode conduzir um País.
A próxima geração não será fumante nem alcoólatra mas corre sério risco de se tornar GLS.
Aí seremos obrigados a presenciar beijos, abraços, afagos e outras manifestações de prazeres ainda inaceitáveis. É evidente que existem inúmeros comportamentos inatacáveis em privados, apesar de serem inofensivos, e que banimos na maioria dos espaços públicos pelo simples fato de representarem um incômodo para os outros. Cozinhar na calçada, cortar o cabelo num avião de passageiros ou levar a jibóia de estimação ao cinema são alguns exemplos de liberdades privadas que não se traduzem em virtudes públicas.
Existem prazeres impagáveis que se tornam vícios discriminados sem serem compulsivos e só são apreciados por aqueles cuja sensibilidade conseguem distinguir as diferenças entre o fazer sexo para procriar e o prazer do ato, comer para saciar a fome ou se deliciar do fato.
Apreciam as delícias de um bom vinho, um bom charuto, um chocolate ou mesmo um cafezinho com seus aromas e seus sabores. Usam suas papilas gustativas, seus olfatos e seus hormônios fazendo jus às bênçãos dada mesmo sabendo que seus vícios prazerosos são, também, maléficos a sua saúde. São condenados e injustiçados por haverem danificados seus órgãos ainda em vida, mesmo que esses velhos órgãos não sirvam para transplantes.
Mas, há aqueles que preferem morrer como um padre, com o câncer da abstinência. Passaram pela vida, não viveram e a morte não quis saber da qualidade de seus órgãos. Foram socialmente corretos, mas levaram o farelo do mesmo jeito.
A influência da fé nas nossas leis penais tem um preço considerável. Na realidade, há muitas substâncias cujo consumo leva a estados transitórios de prazer imoderado e, ocasionalmente, também podem conduzir a estados transitórios de indigência, mas não há dúvida de que o prazer é a norma. De outro modo os seres humanos jamais teriam sentido o desejo continuado de tomar regularmente, há milênios, estas substâncias. Quanto às proibições na sua totalidade, o único princípio organizador que parece fazer sentidos entre elas é que qualquer coisa que possa ofuscar radicalmente a religiosidade e a sexualidade reprodutiva como fonte de prazer seja considerada ilegal. As preocupações com a saúde dos cidadãos, ou com sua produtividade, são meros pretextos neste debate, como a ilegalidade dos cigarros comprova.
Claro que o problema destas substâncias é justamente o prazer, já que a religiosidade e o prazer nunca se deram bem.
Uma pessoa que acredita que Deus nos observa do lado de lá das estrelas defenderá sempre que punir pessoas pelos seus prazeres privados é algo de perfeitamente razoável. Talvez devêssemos encontrar melhores motivos para privar nossos vizinhos da sua liberdade, dada a magnitude dos verdadeiros problemas que enfrentamos. Nossa guerra ao pecado é tão clamorosamente insensata que se torna difícil comentá-la com bases racionais.
Se é certo que existe uma oposição entre a razão e a fé, veremos que o mesmo não se pode dizer da razão e do amor ou da razão e da espiritualidade. Todas as experiências que um ser humano possa ter admitem uma discussão racional sobre suas causas e conseqüências ou sua ignorância a esse respeito. Embora isto nos deixe uma margem considerável para o exótico, não deixa, porém o menor espaço para a fé.
Não é por acaso que as pessoas de fé tendem a restringir a liberdade dos outros. Não percebem que suas proibições contra o prazer não tem nada a ver com a proteção do próximo relativamente a ameaças físicas ou psicológicas, mas sim com a preocupação de não despertar a ira divina.
Este impulso tem menos a ver com a história da religião e mais com sua lógica, por que a própria idéia de privacidade é incompatível com a existência de Deus. Se Deus tem o dom de ver e saber todas as coisas e continua a ser uma criatura provinciana a ponto de se escandalizar com certos comportamentos sexuais ou estados do cérebro como o prazer, então aquilo que as pessoas fazem em público na sua individualidade ou na privacidade de suas casas, embora não tenham a mais leve implicação no seu comportamento social, continuará a ser uma questão de preocupação pública para as pessoas de fé e hipócritas.
Parei de fumar a cinco meses por vontade própria, não por imposição.