segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Liberdade e racismo


"Há 100 mil anos, poucas dezenas de seres humanos saíram da África. Seus descendentes, adaptando-se aos diferentes climas, desenvolveram inúmeras tonalidades de cor da pele.
Um dia alguns voltaram. Primeiro como comerciantes, adquiriram cativos escravizados pelos próprios conterrâneos. Depois como conquistadores, impuseram o poder de suas nações sobre a África, alegando que os primos que ficaram faziam parte de uma raça distinta."
Não entendo porque misturar liberdade ao racismo, a liberdade é conquistada e o racismo é imposto. Nos primórdios a escravidão era gerada por guerras , onde os vencidos eram escravizados e em épocas de fome as famílias vendiam seus filhos e irmãos como escravos. A escravidão nunca, em época alguma, foi racial. Existiam escravos de todas as classes sociais, no caso de rendições, e de todas as cores de pele.No século XVIII a África vendia seus filhos como escravos. Por quê a China, a India, o Paquistâo e os indígenas não?
Afro descendente é expressão inventada por aqueles que se julgam inferiores culturalmente para aproveitar certas benesses concedidas por políticos camuflando suas incompetências e rejeitando o princípio da igualdade entre os cidadãos como no caso das cotas.
Volto a citar Demétrio Magnolio: ¨Em nome do multiculturalismo, o governo de FHC ensaiou dividir os cidadãos em ¨brancos¨e ¨negros¨, e o governo de Lula patrocinou a introdução das primeiras leis raciais da história brasileira. No ultimo ano do século XX, os cientistas que seqüenciaram o genoma humano declararam a morte da raça. O mito da raça, entretanto, no lugar de se dissolver como uma crença anacrônica, algo parecido com a antiga crença em bruxas, persiste ou renasce na esfera política, desafiando a utopia da igualdade¨.

4 comentários:

A arte de ter razão disse...

Tem prêmio para seu blog.

Passe em http://aartedeterrazao.blogspot.com/2009/10/blog-instigante-selo-de-reconhecimento.html para recebê-lo.

Parabéns!

Ricardo

Altamirando Macedo disse...

Valeu Ricardo! Muitíssimo obrigado.
O premio nos instiga a procurar novos confrades e é isto que farei.
Parabéns a você e ao novo visual do blog, também.

Sobre o ombro de gigantes disse...

A tese de Magnoli aborda exatamente a perigosa institucionalização de grupos de cidadãos. Nos últimos governos foi criado a dos "sem fome', mas não se atacou a desigualdade. Agora a criação de cotas tem o mesmo efeito de criar "os com acesso" sem tratar a imensa desigualdade na qualidade do ensino. O mesmo se observa com "os sem terra" , mas "mas com verba" e outras perigosas ações do governo pai bondoso de todos.

Altamirando Macedo disse...

Agora, a compra de votos mudou o nome, é chamada de auxílio parição, gás,moradia,bolsa escola, família, cesta básica,pronaf etc e não ¨cabresto¨ como antigamente.Mudou a capa,o BATMAN é o mesmo.