domingo, 23 de dezembro de 2012

Houve Holocausto?



Em 1900, a maior parte dos judeus viviam nas regiões central e leste da Europa, especialmente na Russia e no Império Austro-Húngaro sendo minoria até mesmo nestes lugares. Muitos se vestiam de maneira característica e seu dia de veneração era o sábado, não o domingo como a maioria. Em épocas de nacionalismos, eram diferentes e costumavam  considerarem a si próprios desta maneira. Os judeus contemporâneos descendem em sua maioria de povos convertidos, originário de diversos pontos do meio oeste e da Europa Oriental. .
   Na Europa não havia outra minoria étnica com tanto sucesso nas universidades, na música, na literatura, na ciência, na medicina, no direito e nos negócios. Na Alemanha, os judeus permaneceram como uma minoria bastante reduzida. Contavam menos de um milhão mas eram bastante atuantes na política nacional, serviram nas forças armadas durante a primeira guerra mundial e contribuíram para inúmeras outras boas causas.
    Em 1925 Hitler declarou seu ódio aos judeus em seu livro “Minha luta” e de 1932 a 1938, à medida que as políticas e os discursos do governo se tornavam cada vez mais anti-semita, a maioria dos judeus deixavam a Alemanha abandonando seus bens. Nesta época os decretos de Hitler contra os judeus já estavam na ordem do dia. De acordo com tais leis, os judeus não eram considerados cidadãos alemães e seus passaportes foram carimbados com a letra J. Não tinham permissão para se casarem com alemães e às vésperas da segunda guerra mundial não podiam ter automóveis, ir ao cinema nem tampouco a lugares de entretenimento público.
   Na Itália eles eram poucos, chegando a cerca de 55 mil, porém influentes nas universidades e em algumas profissões. Em novembro de 1938, Mussolini desautorizou que participassem do serviço militar impedindo que estudassem ou lecionassem nas universidades.
   A segunda guerra mundial e os manifestos raciais que a precederam, colocou os judeus em grande risco. Por volta de 1939, sua liberdade e seu patrimônio estavam expostos. Três anos mais tarde, em 1942, era sua existência que corria perigo. Durante a Segunda Guerra Mundial ambos os lados emitiram propaganda. Isto é normal e esperado. Também é de se esperar que muita da propaganda seja exagerada ou falsa.  Os Nazistas disseram um tipo de mentira, os Anglo-americanos publicaram outra e os Soviéticos outra. Quando a guerra acabou, naturalmente, a propaganda de guerra dos Nazistas foi desmentida, mas a propaganda do lado vencedor não. Chegaram ao espantoso numero de 6.000.000 de judeus mortos através de um programa de extermínio propositado, e só nas câmaras de gás de Auschwitz teriam sido assassinados 4.400.000. Os Nazistas eram anti-semitas, consideravam os judeus sub-humanos. Apoderaram de suas riquezas e expulsaram-nos, de uma maneira ou de outra, da Alemanha. Não há dúvida que milhares de prisioneiros morreram executados por maus tratos, doença ou fome quando os campos deixaram de receber comida. Neste rol estavam homossexuais, ciganos, negros, doentes mentais e até inválidos. Afinal, o holocausto existiu?
  Segundo os registros alemães, talvez os mais confiáveis, a população judaica na Alemanha e territórios ocupados em janeiro de 1942 era de 4.536.500 judeus. Depois da guerra foram pedidas reparações de guerra contra a Alemanha por 4.384.138 judeus.
De acordo ao Comitê Judáico Americano, a população judaica mundial era de 15.688.259 em 1937. O New York Times de 22 de fevereiro de 1948, publicou que a população judaica mundial era de 15.600.000 a 18.600.000, excluindo os 650.000 que viviam na Palestina.
Se a população judaica mundial  somava 15.688.259 em 1937, perdeu 6.000.000 durante a guerra e, 3(três) anos depois era de, no mínimo 16.200.000?   Houve holocausto?
Claro que houve holocausto! Uma guerra é sempre um holocausto e a Segunda Guerra Mundial foi a mais mortífera de todas. Foram 70 milhões de mortes relacionadas diretamente com a guerra e mais de 200milhões de vidas destruídas indiretamente com ela. Vários povos sofreram terrivelmente com a guerra e o povo que mais sofreu, sujeito a genocídio, guerra bacteriológica e a todo tipo de perseguição possível, foi o povo chinês. Mas fala-se em holocausto dos chineses?... Houve um julgamento de Nuremberg para os criminosos de guerra japoneses?
Houve o holocausto da população russa, ucraniana e polaca sujeita a uma política de despovoamento do Reich de Hitler. Houve o holocausto dos civis alemães, cerca de 10 milhões. Só em Hamburgo e Bremen foram mortos por duas campanhas de terror aéreo, mais civis do que em Hiroshima e Nagasaki numa operação assassina eufemisticamente chamada de deslocação de mão-de-obra pela Royal Air Force. Houve o holocausto dos comunistas, socialistas, sociais-democratas, pacifistas e ciganos por toda a Europa ocupada. Uma guerra é uma tragédia para todos mas o que parece é que dentre os envolvidos com a Segunda Grande Guerra, quem se saiu melhor foram os judeus. Segundo as estimativas publicadas, menos de um milhão de judeus morreram de uma população europeia de onze milhões contando com os cinco milhões de judeus russos.
Os judeus são tão vitimas quanto todos que se envolveram neste embuste. Enfrentam em Israel um estado despótico e militarista, e, como muitos, sofrem com a política belicista de seus governos. Os judeus tradicionalistas que tentam desmascarar o poder sionista em Israel são perseguidos e silenciados.
Graças ao embuste do holocausto, os sionistas recuperaram o controle total da bancada internacional, domina alguns governos, têm uma influência notória na política externa de alguns países, começando pelos EUA, e passaram a atacar diretamente a liberdade de expressão a nível mundial. Mais de três milhões de judeus continuam a receber reformas de guerra da Alemanha.

Fonte: Verdade Oculta.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Honra de Cidadão

Jornal: O GLOBO
Editoria: Segundo Caderno
Edição: 1, Página: 8

23/05/2006

Estamos todos no inferno. Não há solução, pois não conhecemos nem o problema

O GLOBO: Você é do PCC?

- Mais que isso, eu sou um sinal de novos tempos. Eu era pobre e invisível. vocês nunca me olharam durante décadas. E antigamente era mole resolver o problema da miséria. O diagnóstico era óbvio: migração rural, desnível de renda, poucas favelas, ralas periferias. A solução é que nunca vinha. Que fizeram? Nada. O governo federal alguma vez alocou uma verba para nós? Nós só aparecíamos nos desabamentos no morro ou nas músicas românticas sobre a "beleza dos morros ao amanhecer", essas coisas. Agora, estamos ricos com a multinacional do pó. E vocês estão morrendo de medo. Nós somos o início tardio de vossa consciência social. Viu? Sou culto. Leio Dante na prisão.
O GLOBO: - Mas. a solução seria.

- Solução? Não há mais solução, cara. A própria idéia de "solução" já é um erro. Já olhou o tamanho das 560 favelas do Rio? Já andou de helicóptero por cima da periferia de São Paulo? Solução como? Só viria com muitos bilhões de dólares gastos organizadamente, com um governante de alto nível, uma imensa vontade política, crescimento econômico, revolução na educação, urbanização geral; e tudo teria de ser sob a batuta quase que de uma "tirania esclarecida", que pulasse por cima da paralisia burocrática secular, que passasse por cima do Legislativo cúmplice (Ou você acha que os 287 sanguessugas vão agir? Se bobear, vão roubar até o PCC.) e do Judiciário, que impede punições. Teria de haver uma reforma radical do processo penal do país, teria de haver comunicação e inteligência entre polícias municipais, estaduais e federais (nós fazemos até conference calls entre presídios.). E tudo isso custaria bilhões de dólares e implicaria numa mudança psicossocial profunda na estrutura política do país. Ou seja: é impossível. Não há solução.

O GLOBO: - Você não têm medo de morrer?

- Vocês é que têm medo de morrer, eu não. Aliás, aqui na cadeia vocês não podem entrar e me matar. mas eu posso mandar matar vocês lá fora.. Nós somos homens-bomba. Na favela tem cem mil homens-bomba. Estamos no centro do Insolúvel, mesmo. Vocês no bem e eu no mal e, no meio, a fronteira da morte, a única fronteira. Já somos uma outra espécie, já somos outros bichos, diferentes de vocês. A morte para vocês é um drama cristão numa cama, no ataque do coração. A morte para nós é o presunto diário, desovado numa vala. Vocês intelectuais não falavam em luta de classes, em "seja marginal, seja herói"? Pois é: chegamos, somos nós! Ha, ha. Vocês nunca esperavam esses guerreiros do pó, né? Eu sou inteligente. Eu leio, li 3.000 livros e leio Dante. mas meus soldados todos são estranhas anomalias do desenvolvimento torto desse país. Não há mais proletários, ou infelizes ou explorados. Há uma terceira coisa crescendo aí fora, cultivado na lama, se educando no absoluto analfabetismo, se diplomando nas cadeias, como um monstro Alien escondido nas brechas da cidade. Já surgiu uma nova linguagem.Vocês não ouvem as gravações feitas "com autorização da Justiça"? Pois é. É outra língua. Estamos diante de uma espécie de pós-miséria. Isso. A pós-miséria gera uma nova cultura assassina, ajudada pela tecnologia, satélites, celulares, internet, armas modernas. É a merda com chips, com megabytes. Meus comandados são uma mutação da espécie social, são fungos de um grande erro sujo.

O GLOBO: - O que mudou nas periferias?

- Grana. A gente hoje tem. Você acha que quem tem US$40 milhões como o Beira-Mar não manda? Com 40 milhões a prisão é um hotel, um escritório. Qual a polícia que vai queimar essa mina de ouro, tá ligado? Nós somos uma empresa moderna, rica. Se funcionário vacila, é despedido e jogado no "microondas". ha, ha. Vocês são o Estado quebrado, dominado por incompetentes. Nós temos métodos ágeis de gestão. Vocês são lentos e burocráticos. Nós lutamos em terreno próprio. Vocês, em terra estranha. Nós não tememos a morte. Vocês morrem de medo. Nós somos bem armados. Vocês vão de três-oitão. Nós estamos no ataque. Vocês, na defesa. Vocês têm mania de humanismo. Nós somos cruéis, sem piedade. Vocês nos transformam em superstars do crime. Nós fazemos vocês de palhaços. Nós somos ajudados pela população das favelas, por medo ou por amor. Vocês são odiados. Vocês são regionais, provincianos. Nossas armas e produto vêm de fora, somos globais. Nós não esquecemos de vocês, são nossos fregueses. Vocês nos esquecem assim que passa o surto de violência.

O GLOBO: - Mas o que devemos fazer?

- Vou dar um toque, mesmo contra mim. Peguem os barões do pó! Tem deputado, senador, tem generais, tem até ex-presidentes do Paraguai nas paradas de cocaína e armas. Mas quem vai fazer isso? O Exército? Com que grana? Não tem dinheiro nem para o rancho dos recrutas. O país está quebrado, sustentando um Estado morto a juros de 20% ao ano, e o Lula ainda aumenta os gastos públicos, empregando 40 mil picaretas. O Exército vai lutar contra o PCC e o CV? Estou lendo o Klausewitz, "Sobre a guerra". Não há perspectiva de êxito. Nós somos formigas devoradoras, escondidas nas brechas. A gente já tem até foguete anti-tanques. Se bobear, vão rolar uns Stingers aí. Pra acabar com a gente, só jogando bomba atômica nas favelas. Aliás, a gente acaba arranjando também "umazinha", daquelas bombas sujas mesmo. Já pensou? Ipanema radioativa?

O GLOBO: - Mas. não haveria solução?

- Vocês só podem chegar a algum sucesso se desistirem de defender a "normalidade". Não há mais normalidade alguma. Vocês precisam fazer uma autocrítica da própria incompetência. Mas vou ser franco, boa, na moral. Estamos todos no centro do Insolúvel. Só que nós vivemos dele e vocês. não têm saída. Só a merda. E nós já trabalhamos dentro dela. Olha aqui, mano, não há solução. Sabem por quê? Porque vocês não entendem nem a extensão do problema. Como escreveu o divino Dante: "Lasciate ogna speranza voi cheentrate!" Percam todas as esperanças. Estamos todos no inferno.

domingo, 23 de setembro de 2012

A verdade fundamental



A existência de uma ordem moral que a humanidade possui, tem algum sentido ou propósito superior. Talvez a origem deste propósito seja algo que possa ser chamado de Deus. Há os deuses que povoaram a história humana, deuses da chuva, da guerra, dos trovões, deuses criadores, deuses para todos os fins como o Deus Abraãmico. Estes deuses existem na mente das pessoas e, provavelmente, em nenhum outro lugar. Então, alguns religiosos que gostariam de ser mais modernos, criaram um Deus à sua imagem e semelhança, sobre humano, com uma mente parecida com a nossa com uma abrangência muito maior, fruto de sua própria antroponomia. Um Deus onisciente, onipotente e com o bônus de ser infinitamente bom. Este  não é o único tipo de Deus que existe.
Os cientistas elegeram uma pequena partícula como sendo uma realidade científica absoluta, o elétron. Mas os elétrons são, uma partícula ou uma onda?  Concebê-los com apenas uma das fórmulas seria incompleto, embora concebê-los como sendo ambas, seria inconcebível...  Os elétrons são apenas a ponta do iceberg. Em geral, o mundo quântico se comporta de maneira que não faz sentido para nossas mentes. Vários aspectos da física evidenciam a propriedade a qual Héinz Pagels chamava de estranheza quântica. A falta de conhecimento para entender alguma coisa com exatidão não significa que esta coisa não exista. Ao que parece, algumas coisas são só inconcebíveis, mesmo assim são coisas. O mesmo princípio rege as religiões onde todas são inconcebíveis aos olhos das outras. Muitas se comportam evidenciando o que Richard Dawkins chama de caos cristão.
Embora os cientistas sustentem que conceber sem precisão a realidade subatômica seja uma forma válida de conhecimento, muitos destes físicos não aprovariam se tentassem adotar artifício semelhante em um contexto teológico.
Ora!... Qual é, exatamente, a diferença entre a lógica da crença dos físicos nos elétrons e a lógica numa crença em Deus?   Cientistas percebem padrões no mundo físico tais como no comportamento da eletricidade, postulam uma origem para este padrão e chamam esta origem de elétrons.
Aquele que acredita em Deus, percebe padrões morais no mundo físico, postula uma origem para estes padrões e o chama de Deus. Deus é o desconhecido que dá origem à ordem moral, é o responsável moral por a vida ser sensível, passível de bons e maus sentimentos. Deus deu a cada ser humano um eixo moral em torno do qual organizamos nossas vidas se assim o quisermos.  Sendo humanos, sempre concebemos esta origem de ordem moral de maneira erradamente grosseira mas, poderíamos dizer o mesmo acerca de conceber elétrons. Logo, nossa atitude diante da origem de ordem moral será a mesma que a dos cientistas diante da origem subatômica de ordem física, como um elétron.
Se não podemos entender com clareza o que é um elétron, quais seriam as nossas chances de entender Deus com clareza?   Mas se dissermos que acreditamos em Deus mesmo reconhecendo que não temos uma ideia clara do que é Deus e que não podemos provar se ele existe por si mesmo, então nossa crença não tem fundamentos. O homem criou este Deus.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Suicídio intelectual


Todos os fundamentalistas são intolerantes;  sua escassa cultura condena-os a serem assim.  Defendem o que é anacrônico e o absurdo não permitindo que suas opiniões sejam censuradas pela experiência. Chamam de ateu ou herege aquele que busca uma verdade ou persegue um ideal. Os negros queimaram Bruno e Servet, os vermelhos decapitaram Lavoisier e Cherniel ignorando a sentença de Shakespeare. “O herege não é aquele que arde na fogueira, mas aquele que a acende”.
A tolerância dos ideais alheios é a virtude suprema dos que pensam e difícil e inaceitável para os semicultos. Exige um perpétuo esforço de equilíbrio ante o erro dos outros, ensina a suportar esta consequência legítima da falibilidade de todo juízo humano. Aquele que se esforçou muito para formar sua crença, sabe respeitar as dos outros.
A tolerância é respeitar nos outros uma virtude própria, a firmeza das convicções, reflexivamente adquiridas, faz estimar nos próprios adversários um mérito cujo preço se conhece. A crença, síntese de todas as renúncias, é também o ato de renunciar a pensar. Nas crenças tudo é regido pela lei do menor esforço e o lasso enferruja a inteligência. A caixa craniana dos fundamentalistas é um estojo vazio, não consegue raciocinar por si mesmo, como se lhe faltasse os miolos. Desconfia de sua imaginação fazendo o sinal da cruz ou ajoelhando quando esta o preocupa com sua herética tentação. Renega a verdade se ela demonstrar o erro de seus preconceitos. Houve astrônomos que se negaram a olhar o céu através do telescópio temendo ser desfeitos seus erros.
Ignoram que o homem vale pelo seu saber, negam que a cultura é a mais profunda fonte de virtudes. Suas crenças ressecadas pelo fanatismo de todos os credos, abrangem zonas circunscritas por superstições passadas.  Chamam suas preocupações de ideais religiosos e sagrados sem perceberem que são simples rotina enlatada, paródias da razão, opiniões sem juízo, representam o senso comum desenfreado sem o controle do bom senso. Incapazes de ativar sua própria inteligência. Preferem o silêncio e a inércia mental, não pensar é a única maneira de não errar. Seus cérebros são casas de hospedagens sem donos, os outros pensam por eles, que no íntimo agradecem este favor.
Se a humanidade dependesse dos crédulos nosso conhecimento não excederia os do nosso ancestral hominídeo. Nenhum crente teria descoberto que a mesma força que faz a lua girar para cima é a mesma que faz a maçã Newtoniana cair ao chão. Mas são capazes de criticar, se opondo levianamente, à células tronco, aceleração de partículas, teoria do campo unificado teoria quantica, antimatéria ou Bóson W.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

A candura que relincha


A reportagem que VEJA traz na edição desta semana expõe aquela que é a mais grave agressão sofrida pelo estado de direito desde a redemocratização do país — muito mais grave do que o mensalão!!! Alguns setores da própria imprensa resistem em dar ao caso a sua devida dimensão, preferindo emprestar relevo a desmentidos tão inverossímeis quanto ridículos, porque se acostumaram a ter no país um indivíduo inimputável, que se considera acima das leis, das instituições, do decoro, dos costumes, do razoável e do bom senso.
Não há por que dourar a pílula. O que Lula tentou fazer com Gilmar Mendes tem nome nos dicionários: “chantagem”. O dicionário assim define: “Pressão exercida sobre alguém para obter dinheiro ou favores mediante ameaças de revelação de fatos criminosos ou escandalosos (verídicos ou não)”.
Atenção para a precisão do conceito: “mediante ameaça de provocar escândalo público”. A questão, pois, está em “provocar o escândalo”, pouco importando se com fatos “verídicos ou não”. Aplausos para o ministro Gilmar Mendes, que não se acovardou!
Lula perdeu a mão e a noção de limite. Não aceita que seu partido seja julgado pelas leis do país, assim como jamais aceitou os limites institucionais nos quais tinha de se mover. Considera que a legalidade existe para tolher seus movimentos e para impedir que faça o que tem de ser feito “nestepaiz”.
Sua ação para encabrestar ministros do Supremo é, se quiserem saber, mais nefasta do que o avanço do Regime Militar contra o Supremo. Aquele cassou ministros — ação que me parece, em muitos aspectos, menos deletéria do que chantageá-los. O mensalão foi uma tentativa de comprar o Poder Legislativo, de transformá-lo em mero caudatário do Executivo. A ação de agora busca anular o Judiciário — na prática, o Poder dos Poderes.

Mendes tomou as devidas precauções: comunicou o fato a dois senadores, ao procurador-geral da República e ao Advogado Geral da União. Poderia mesmo, dada a natureza da conversa e seu roteiro, ter, no limite, dado voz de prisão a Lula. Imaginem o bafafá!
O Supremo está obrigado, entendo, a se reunir para fazer uma declaração, ainda que simbólica, à nação: trata-se de uma corte independente, de homens livres, que não se submete nem à voz rouca das ruas nem à pressão de alguém que se coloca como o dono da democracia — e, pois, como o líder de uma tirania.
Chegou a hora de rechaçar os avanços deste senhor contra as instituições e lhe colocar um limite. A Venezuela não é aqui, senhor Luiz Inácio. E nunca será! De resto, é inescapável constatar: ainda que haja ministros que acreditem, sinceramente e por razões que considera técnicas, que os mensaleiros devem ser inocentados, não haverá brasileiro nestepaiz que não suspeitará de razões subalternas. Pior para o ministro? Pode até ser, mas, acima de tudo, pior para o país.
Lula se tornou um vampiro de instituições. É um passado que não quer passar. É o Nosferatu do estado de direito!
A máscara de cera começou a derreter. Como diz Reinaldo Azevedo, “O cinismo que sibila”.
Leia mais na Veja e no Blog do Reinaldo Azevedo,  lá é uma das minhas fontes de informações.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Anjos e Demonios


A  mente humana tem duas grandes doenças: a necessidade de vingança, que atravessa gerações e a tendência de catalogar as pessoas em grupos, em vez de considerá-las como indivíduos. Os que perdem a liberdade se juntam para vingar do opressor.
A religião de Abraão sancionou firmemente ambas as doenças misturando-as de modo explosivo. Não podemos deixar de relacionar a força divisória que a religião exerce sobre a grande maioria das inimizades violentas do mundo. A disputa, hostil, entre nossas religiões é totalmente estéril. Do ponto de vista da fé, de cada uma, é preferível imitar o comportamento dos antepassados do que encontrar maneiras de descobrir novas verdades no presente.
Existem outras fontes de irracionalidade para além da fé religiosa, mas nenhuma delas é louvada pela sua importância na formação das políticas públicas. Os juízes do Supremo Tribunal Federal não têm por hábito louvar a nação pela sua confiança na astrologia, ou pelo elevado número de discos voadores avistados por seus habitantes, ou por estes serem o exemplo concreto dos vários preconceitos de raciocínio que os psicólogos consideram endêmicos na nossa espécie. Só o dogmatismo religioso tem o apoio incondicional do governo. E, no entanto, a fé religiosa obscurece a incerteza onde a incerteza manifestadamente existe, permitindo que o desconhecido, o implausível e o manifestadamente falso tenham primazia sobre os fatos. O lugar das pessoas que mantêm convicções fortes sem fundamentos é às margens de nossa sociedade, não nos corredores do poder.
Consideremos o atual debate sobre a investigação de células estaminais de embriões humanos e o controle de natalidade numa super população faminta. Ontem eu assisti na TV a um filme baseado no livro “Anjos e Demônios” de autoria de Dan Brown, que é o mesmo autor de “Código Da Vince”, “Fortaleza Digital”, “Ponto de Impacto” e “O Símbolo Perdido”. Me lembrei que em todos os seus livros contém uma histórias mesclada de ficção, ciência e religião. Em “Anjos e Demônios”, Dan Brown faz referência ao maior estabelecimento de pesquisa científica do mundo, o “Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire (CERN), situado na Suiça. Em 1999 o LHC (Grande colisor de Hadrons) conseguiu produzir as primeiras partículas de antimatéria que é a fonte de energia mais poderosa conhecida pelo homem. A antimatéria é extremamente instável e incendeia-se ao entrar em contato com qualquer coisa, inclusive o ar. Um único grama de antimatéria contém energia igual à de uma bomba de 20 quilotons. O tamanho da bomba que caiu sobre Hiroshima.
Faz referencias à evolução humana mesclando mistério, sociedades secretas, história da arte e religiosidades no afã de conciliar o científico com o epiritual. Deixando claro que fé e medo não se dão bem. Onde um estiver, o outro não estará. A religião é um dos grandes limitadores de identidade moral já que a maioria dos crentes se diferenciam, em termos morais, daqueles que não partilham de sua fé.
Meus anjos são; a razão, a honestidade e o amor. Meus diabinhos são; a ignorância, o ódio e a religiosidade que é a obra prima de Satã.