sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Engenheiros que não somam

Universidade privada com aval do governo oferece cursos de engenharia para os candidatos que, por falta de tempo, só conseguiram concluir o 2° grau através do supletivo.
Seu vestibular consta de apenas uma redação contendo 20 linhas com tema pré-determinado. O candidato aprovado receberá 4 horas aula aos sábados durante 10 semestres e no final do período receberá um diploma de engenheiro com validade em todo território nacional.
   São as facilidades para a doação de diplomas. Vulgarizaram tanto a educação que se torna mais fácil fazer um doutor do que melhorar a educação no ensino fundamental. Nós já temos uma infinidade de advogados que desconhecem leis formados em faculdades "meia boca" e que são impedidos de exercer a profissão por não conseguirem passar pela prova de avaliação da OAB testando seus conhecimentos. Pode ocorrer, a médio prazo, o CREA adotar o mesmo sistema da OAB e exigir uma prova de conhecimento técnico aos candidatos que querem exercer a profissão de engenheiro evitando o colápso da nossa construção civil.
    O diploma deste engenheiro que não saberá somar, a um custo de R$ 23.400,00, servirão como ornamento de paredes. Pelo menos isto...

domingo, 13 de novembro de 2011

O povo brasileiro

O que dizia a nobreza européia sobre nossa formação intelectual.
O conde francês Arthur de Gobineau escreveu, em 1853, sobre a decadência de civilizações e sua degeneração causada pela mistura racial. Sobre o Brasil, disse:. Os brasileiros só têm em particular uma excessiva depravação. São a ralé do gênero humano com costumes condizentes.
O zoólogo suísso Louis Agassis escreveu em 1868: Qualquer um que duvide dos males causados pela mistura de raças que venha ao Brasil, pois não poderá negar a deterioração decorrente do amálgama das raças, mais aqui do que em qualquer outro lugar do mundo.
Gene, na definição da genética clássica, é a unidade fundamental da hereditariedade. Cada gene é formado por uma seqüência específica de ácidos nucléicos - biomoléculas mais importantes do controle celular, pois contêm a informação genética. Existem dois tipos de ácidos nucléicos: ácido desoxirribonucléico (DNA) e ácido ribonucléico (RNA).
O seu principal papel é armazenar as informações necessárias para a construção das proteínas e RNAs. Os segmentos de DNA que contêm informação genética são denominados genes. O restante da seqüência de DNA tem importância estrutural ou está envolvido na regulação do uso da informação genética.
O Meme é considerado como uma unidade de informação que se multiplica de cérebro em cérebro, ou entre locais onde  é armazenada. No que diz respeito à sua funcionalidade, o meme é considerado uma unidade de evolução cultural que pode de alguma forma autopropagar-se.
Nossa formação genética sofreu influência hetérica de três raças distintas; a ibérica, a africana e a ameríndia. Temos no nosso DNA o gene, o meme e as influências psicológicas e biológicas dos portugueses, negros e índios. De cada uma destas três raças nós herdamos características fundamentais para nossa evolução ou não. Somos assim, porque assim foi formado nosso “TRICROSS”.
Entendendo nossa capacidade intelectual.
Somos um povo com pouca expressão intelectual, cultuamos o TER e não o SABER. Nossas personalidades que se destacam pela inteligência não são reconhecidas tanto quanto os que se dão bem através do jeitinho com sorte. Em nossa “corte”, as figuras principais  são o bobo e o lacaio. Temos a virtude de cultuar o indesejável, o pior marginal, o político mais ladrão, o assassino mais cruel. Ainda por cima temos memória curta. Não aprendemos com o passado.
Cultuamos o fundamentalismo cristão, característica herdada através da colonização ibérica que nos imputou a cultura do proletariado, o desprezo pelo saber, a tolerância ao infortúnio e a incapacidade de desenvolvimento. Seremos um eterno país de terceiro mundo mas com uma eterna arte de sonhar.
Tudo por culpa de Napoleão Bonaparte.

domingo, 30 de outubro de 2011

Por quê sou contra divisões

Há um plebiscito anunciado para o dia 11/12/ 2011 com a intenção de dividir o atual estado do Pará em três estados diferentes. O estado de Tapajós, com uma área de 718 mil km², 1,3 milhão de habitantes e um eleitorado com 795.978 votos. O estado de Carajás com uma área de 290 mil Km², 1,7 milhão de habitantes e um eleitorado com 959.938 votos. O atual estado do Pará ficaria com 232 mil Km², 4,6 milhões de habitantes e um eleitorado com 3.073.468 votos. Tenho alguns motivos para votar contra esta divisão.
Primeiro: Todos os estados que foram criados através de divisões continuam sobrevivendo de esmolas federais. Nenhum conseguiu sua auto-suficiência. Todos os países que foram divididos estão em crise, se não econômicas, políticas. Quanto ao crescimento, exceto o Japão que pagou caro por isso, todos os que cresceram são territorialmente extensos. Cientificamente só cresce somando ou multiplicando.
Segundo: O estado do Pará dividido não sobreviverá só com o parque industrial de Ananindeua e não lhe cabe o turismo. Não tem ruínas históricas, não tem vultos importantes nem belezas naturais exclusivas. Enfim; trabalhar com pobre é pedir esmola para dois.
O estado do Tapajós, se criado, terá como principal receita a energia gerada através de hidrelétrica e nascerá com um custo de 2,2 bilhões/ano gastando 51% disto com sua máquina pública. O estado de Carajás, se criado, nascerá recebendo 80% dos royalties de mineração arrecadados hoje no Pará. Contaria com um investimento, através das mineradoras, de 33 bilhões até 2015 e teria uma receita de 2,7 bilhões/ano com um custo de 2,9 bilhões/ano fora os gastos com implantação de infra estrutura. O governo federal desestimula a agropecuária na Amazônia determinando sua falência a médio prazo.
Terceiro: Com o caráter, a honestidade e a integridade moral de nossos políticos existentes, estamos pagando para ver novos marginais ocupando vagas municipais, estaduais e federais oferecidas por dois novos estados criados por nós. O estado de Carajás seria o estado mais rico da região, o mais violento e o mais corrupto. Além do mais, as duas regiões separatistas contam com 35% dos votos cadastrados e válidos. Se aprovarem a separação, configuram a primeira falcatrua.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Fiéis Famosos

Basílica de Nazaré - Círio 2011

Estamos festejando a devoção à Nossa Senhora de Nazaré, (carinhosamente Nazica). Padroeira eficiente dos paraenses. Não é atôa que o solo do estado é rico em minério, principalmente o ouro também portador de maldição. O paraense não encontra.
A devoção à imagem começou em 361 na Espanha e perambulou pela Europa até que em 1119 foi encontrada em Portugal desaparecendo novamente para ser encontrada por Plácido Domingos em Belém do Grão Pará, no Brasil em 1700, e ainda virgem.
O primeiro Círio foi realizado no dia 8 de setembro de 1798 quando cobriram a imagem com um manto, trocado uma vez por ano às vésperas de sua festa.
Recentemente o Arcebispo Dom Oraní João Tempesta requisitou a imagem da nossa virgem para proteger os fiéis da paróquia de São Sebastião do Rio de Janeiro. Dificilmente ela voltará virgem para Belém.
A ICAR (Igreja Católica Apostólica Romana) está perdendo fiéis para seitas evangélicas e para tentar reverter a migração, resolveu divulgar evidências da fé de seus devotos ilustres. Estão na listas alguns como: Mulher Maravilha, Batman e Homem Aranha.
Os evangélicos, para não ficar por baixo, vão enaltecer os seus heróis também. Estão providenciando o batismo de Tom&Jerry no Tietê em 25/09/2011 na tentativa de ofuscar o Rock in Rio.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A evolução da educação no Brasil.

Uma avaliação feita com alunos que cursaram em 2010 o 3º ano do ensino fundamental de escolas públicas e privadas do país mostra que menos da metade (42,8%) das crianças aprendeu o mínimo do que era esperado no conteúdo de matemática para este nível do ensino.
O resultado da Prova ABC (Avaliação Brasileira do Final do Ciclo de Alfabetização) mostrou ainda que 56,1% dos alunos aprenderam o que era esperado em leitura, e 53,4% dos estudantes tiveram desempenho dentro do esperado em redação.
Os dados acima consideram a média entre alunos de escolas públicas e privadas. Entretanto, o levantamento registrou diferença significativa no desempenho entre estudantes dos dois grupos. 
A avaliação foi feita com alunos do 3º ano do ensino fundamental; ele é o equivalente à 2ª série do antigo ensino primário. Nessa fase, os alunos têm, em média, oito anos.
A Prova ABC mostra ainda uma grande variação entre as regiões do país e as redes de ensino (pública e privada). Sul e Sudeste obtiveram os melhores desempenhos, enquanto Norte e Nordeste mostraram as piores avaliações.
A prova foi aplicada no primeiro semestre deste ano para cerca de 6 mil alunos de escolas municipais, estaduais e particulares de todas as capitais do país para medir seu conhecimento do conteúdo até o 3º ano. A avaliação foi elaborada em uma parceria do Todos Pela Educação com o Instituto Paulo Montenegro /Ibope, a Fundação Cesgranrio e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Cada criança respondeu a 20 itens (questões de múltipla escolha) de leitura ou de matemática (o aluno fez testes de apenas uma das duas áreas). Além disso, todas elas escreveram uma breve redação, a partir de um tema único. O objetivo foi avaliar o nível de conhecimento adquirido pelos alunos ao final do terceiro ano, que representa o fim do ciclo básico de alfabetização.
Matemática
Na prova de matemática, o objetivo era obter no mínimo 175 pontos para mostrar domínio da adição e subtração e conseguir resolver problemas envolvendo, por exemplo, notas e moedas. Estes 175 pontos correspondem ao conhecimento esperado dos alunos desta série segundo escala do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).
No total, 42,8% do total das crianças tendo aprendido o que era esperado para esta etapa do ensino em matemática. A média nacional foi de 171,1 pontos, sendo que entre os alunos da rede privada foi de 211,2 pontos, a da rede pública ficou em 158,0 pontos.
Parte superior do formulário

A média de 42 pontos percentuais entre os alunos da rede pública e os da rede privada chamou a atenção na pesquisa.
Os pesquisadores destacam a preocupação em se corrigir o problema ainda na educação básica. “A tendência é este desempenho piorar nas séries mais avançadas”, diz Klein. “Pesquisa com estudantes que estão terminando o ensino médio mostra que só 11% atingem o conhecimento mínimo em matemática.”
Leitura
Na prova de leitura, os alunos, entre outras tarefas, tinham que identificar temas de uma narrativa, localizar informações, identificar características de personagens e perceber relações de causa e efeito contidas nestas narrativas. A média foi de 185,8 pontos na escala, sendo 216,7 pontos entre alunos da rede privada e 175,8 pontos para estudantes da rede pública. A médica nacional (incluindo escolas públicas e privadas) foi de 56,1%
“Todas as crianças deveriam atingir 100% de aproveitamento. É um direito básico de educação”, afirma Priscila Cruz, diretora executiva do Todos Pela Educação. “É preciso um investimento pesado na formação de professores e na educação infantil. Para reduzir a desigualdade social é também preciso reduzir esta desigualdade educacional.
          Postado por Reinaldo Azevedo em  24/08/2011
O ensino público faliu, faleceu  e foi velado sem a presença do PT que foi gerido durante oito anos por um analfabeto. Esperava dados melhores?...Santa inocência!

sábado, 6 de agosto de 2011

O prêmio por seguir

Religiosidade, crenças, adoração a deuses ou qualquer outro tipo de fobia inserida na mente de crianças é de uma violência ímpar e o tema me causa ojeriza.
No entanto por ser uma vítima consciente das seqüelas causadas pelo cristianismo em minha família, sempre abordo o assunto com indignação. Causas ancestrais é o motivo desta indignação. As principais: Um Bisavô, uma Avó e um primo distante.
O primeiro; meu bisavô materno que foi um apaixonado pastor e fundador da 1ª Igreja Batista de Vitória da Conquista (BA), onde a família era radicada. Regia sua vida baseada nos preceitos, nos ensinamentos e no amor a seu Deus. Foi um fiel seguidor de Deus e a ele dedicou sua vida. Não era um aproveitador.
Sem delongas... Morreu na meia idade, louco, pobre e enjaulado numa suja gaiola que não serviria para seu chiqueiro em tempos áureos. Mas não perdeu a fé mesmo tendo a doença e a pobreza como prêmios. Seguiu o exemplo de Jó. E daí?...
A  segunda foi minha avó. Era proprietária de hotel, tinha fazenda e era matriarca de uma família numerosa com cinco filhos e treze netos. Crente fervorosa e sustentáculo da 1ª Igreja Batista de Montanha (ES). Mantinha uma escola de ensino fundamental dentro da congregação com a intenção de ajudar aos membros desfavorecidos. Pastores, palestrantes e conferencistas hospedavam em seu hotel como brinde à igreja.
Nada fazia sem a permissão de Deus através de muita oração e um dízimo de 10% de sua renda.  Com a anuência de seu Deus, casou a filha caçula com um bêbado iniciando sua ruína familiar pelo desgôsto. Passou a velhice roendo beira de penico morrendo em extrema pobreza sem acusar seu Deus pelo infortúnio nem se afastar de sua bíblia. Eu não entendi este prêmio.
O terceiro, um primo distante, também fervoroso cristão da seita Batista, era fazendeiro, dono de laticínio, avião e muitos bens. Construiu a 1ª Igreja Batista na Praça da República em Belém do Pará. Amava a Deus sobre todas as coisas e tinha convicção da sua fé. Também recebeu como prêmio, na velhice, a doença e a pobreza. Não existe castigo pior que a desventura para quem um dia foi feliz.
Será este o prêmio oferecido pelo Deus de Abraão aos que dedicam sua vida para engrandecer e louvar seu nome?
Não, ele não promete nada, ele não premia ninguém, ele não castiga ninguém, ele não adoece e tampouco cura ninguém, ele não traz bonança nem infortúnio a ninguém. Deus é um personagem psíquico alegórico criado pelo nosso inconsciente coletivo para preencher uma lacuna onde necessitava liderança e comando. Nós, por falta de paternidade, o escolhemos e lhe imputamos poderes, bênçãos e castigos. Por isso cada  sociedade tem seu Deus para adorar, reclamar, pedir e imputar infortúnios.
Mas há aqueles que não se enganam e são chamados ateus. Nesta mesma família existiram alguns que não professavam a mesma fé, como meu pai. Nunca foi em igrejas, não dava esmolas, não sabia rezar nem xingava a Deus. Foi bom marido, bom pai, foi respeitado em sua sociedade. Tinha personalidade forte e caráter ilibado transferindo suas virtudes à sua prole da qual se orgulhava. Morreu aos 92 anos sem que a miséria  nem o infortúnio batesse à sua porta. Para o meu avô, a morte não foi um dissabor. Ele se preparou para recebê-la e morreu com a sensação de dever cumprido. Foi amado por familiares e conhecidos e era chamado de vovô por quem teve o prazer de lhe ser apresentado. Ficou conhecido e respeitado pelo “ser”, e não pelo ter. Sabia rezar, dava esmolas, dividia o que tinha mas não freqüentava igreja. Morreu por falência múltipla de órgãos.
Tenho 62 anos de idade sou hiper tenso, tenho cálculo renal e sou propenso a engordar. Não dou esmolas, não rezo, só sigo um mandamento (não fazer aos outros o que não desejo para mim), odeio a pobreza e não sou batizado nem almejo ser cristão. Se eu morrer amanhã, não foi castigo de Deus  fui vítima de minha própria imbecilidade.
Tenho consciência que não posso culpar Deus pelo infortúnio de alguns familiares nem agradecê-lo pela felicidade de outros. Ele não existe para uns, assim como não existe para  outros.
“Quem dá o pão, não dá o castigo”. Quem dá o pão, ensina. E quem não dá o pão nem ensina não tem o direito de castigar.   ”A nossa mente tem poderes que até Deus desconhece”.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Misantropia

Eventos climáticos extremos como enchentes, secas, tornados, ondas de calor e de frio, tsunamis têm aumentado em freqüência e intensidade em todo o mundo. Eventos extremos são aquelas ocorrências que ficam 10% acima ou abaixo de uma variável particular.
Um volume de chuva inferior a 10% da média configura uma seca severa, ou 90% acima resulta numa enchente histórica. É exatamente nestes extremos que se dá o impacto com perdas de vida humana e danos à propriedades. Os extremos estão ficando mais extremos.
Só nos EUA, de janeiro a junho o NWS (National Weather Service) contabilizou 1.238 tornados enquanto a média anual até esta data é de 688. No dia 22/05 um tornado com ventos atingindo 300km/h ceifou a vida de 132 pessoas causando uma destruição jamais vista. Foi o tornado mais letal desde 1947. Até 01/06 os EUA já haviam contabilizado 520 vítimas letais de tornados.
Os recordes também acontecem em outras partes do mundo. Moscou nunca havia passado um dia tão quente quanto em 29/07/2010, quando seus termômetros atingiram 39°C. O verão japonês de 2011 foi o mais quente registrado na história. Com temperaturas acima de 30°C, morreram 170 pessoas e 54 mil passaram por hospitais em conseqüência do calor.
Em janeiro de 2011, uma chuva de 300mm durante 24 horas causou o maior desastre climático na região serrana do Rio de Janeiro  matando 916 pessoas e deixando 345 desaparecidas. No Paquistão, uma chuva de 305mm durante 36 horas causou a morte de 1.975 pessoas sendo o maior desastre natural da história do país.
O terremoto de Sumatra-Andamam causou o tsunami do Oceano Índico, o tsunami do sul da Ásia e o tsunami da Indonésia em 26/12/2004, matando 230.000 pessoas em 14 países diferentes banhados pelo Oceano Índico. No Chile, 500 pessoas foram mortas e mais de 20.000 foram deixadas desabrigadas em conseqüência de um terremoto no dia 27/02/2010.
No dia 11/03/2011, um terremoto de magnitude 9 atingiu o Japão provocando um tsunami que destruiu várias cidades na costa nordeste do país causando mais de 1.000 vítimas letais e um prejuízo que ultrapassa os 170 bilhões de dólares. O Japão é atingido por 20% dos terremotos de magnitudes superior a 6 que acontecem em todo o planeta.
As mudanças estão acontecendo e suas medidas projetadas. Áreas afetadas pela seca : aumenta. Número de ciclones tropicais: aumenta. Incidência de elevação do nível do mar: aumenta. Temporadas quentes e ondas de calor: aumenta. Eventos de precipitação intensa: aumenta. Descongelamento dos pólos: aumenta. Os esforços mundiais no sentido de coibir a degradação ambiental e o aquecimento global existem, mas caminham a passos vagarosos demais para as necessidades do planeta.
A atmosfera do planeta já está hoje, abafada por um manto de 800 bilhões de toneladas de carbono, metano e outros gases. Eu não odeio a humanidade, não sou um misantropo. Odeio a forma como a humanidade se conduz perante a natureza que dá sustentabilidade à sua existência. Os cálculos indicam que o consumo global ultrapassou a capacidade de regeneração do planeta em 1987 quando éramos 5 bilhões de almas e se continuarmos com o ritmo atual precisaremos de dois planetas em 2050. Não é preciso conhecimento sofisticado para ver que estamos degradando de maneira insustentável a capacidade de regeneração da biodiversidade.
“E nós estamos financiando a reprodução de párias e a superlotação de presídios.”

domingo, 26 de junho de 2011

A Sabedoria da natureza


Alguns ambientalistas pregam a conservação e a proteção ambiental. São vegetarianos, naturalistas, combatem o desperdício hídrico, florestal e a degradação ambiental. Tudo bem!  Mas até agora, nenhum deles apresentou solução viável para harmonizar o crescimento populacional com a preservação ambiental. Ou neutralizar este crescimento para preservar o que sobra do ambiente. Járed Diamond em seu livro ARMAS, GERMES E AÇO, mostra como isto evoluiu e em seu livro COLÁPSO, mostra como será o desfecho. Também não deu solução.
Somos 7 bilhões de pessoas para comer, beber e sobreviver às custas da natureza em detrimento a sua conservação. Como vamos produzir alimentos sem degradação ambiental e como vamos extinguir a fome no mundo?  A água não é um produto natural renovável, como vamos gerenciar este provento? Imitando a sábia natureza?  Ela nos ensina  como preservar até a nossa espécie. Como exemplo:...
O Gavião Real, (Harpia Harpyja) é uma imponente ave de rapina que habita as grandes florestas da América do Sul e Central. Apesar de ser de grande porte e não possuir predador natural, sua sobrevivência é muito frágil em seu habitat. A fêmea deposita no ninho, de 1 a 2 ovos e caso ambos sejam incubados com sucesso em condições naturais, somente o primogênito sobrevive. Já que o filhote maior (primogênito) invariavelmente mata o filhote menor empurrando-o do ninho por ser mais fraco. Dá-se a isto o nome de Cainismo e é comum a outras espécies de animais. É a lei da sobrevivência ou seleção natural.
Por quê não aprendemos com a sabedoria milenar da natureza? Por quê não erradicamos a miséria em sua formação infertilizando o pária?  Por quê não adotamos a pena de morte para extirpar da sociedade aqueles que não se adéquam a ela?  Prender é uma solução social mas para a natureza este preso parasita continua causando desperdício. Por quê não eliminamos os improdutivos ao invés de sustentá-los? Será que o índio tem maior sabedoria que nós?
Se não agirmos rápido para solucionar a comunhão da nossa existência com a natureza, ela se incumbirá em fazê-lo, se é que já não começou. Gays e lésbicas não se reproduzem, são híbridos. Pensem nisto...

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Dicotomia

No principio a igreja receava dizer que cristo instituíra um modelo de vida ao qual cada um de nos poderia aspirar. Embora isso fosse exatamente o que estava nas escrituras. Receava que esta posição desse poder demais ao indivíduo. Então perpetuou-se, a contradição. Por um lado os clérigos instigavam os fieis a buscarem em si mesmo o reino de Deus, a intuírem a vontade de Deus e a se deixarem invadir pelo espírito santo. Mas por outro lado condenavam como blasfêmia toda e qualquer discussão que tentasse esclarecer como se chegar a esses estados. Muitas vezes recorrendo a assassinatos para manter seu poder.
Os criadores destas religiões intuíram que Deus era mais que um personagem. Era uma força, uma consciência que só poderia ser encontrada em sua plenitude quando se atingia o que eles descreviam como uma experiência de iluminação. Em vez de usar a vida de Cristo como exemplo a ser seguido por cada um, a igreja ou religião constituiu sua doutrina em torno de hierarquia poderosa dos clérigos que se impunham como mediadores, concessionários do Espírito Santo para o povo.
Por que cada religião, uma forma de oração? Se Deus é um só...
Por que temos que suplicar sua ajuda ou induzi-lo a fazer alguma coisa? Se tudo foi escrito e ele é onipotente, onisciente e  etc. Sabemos o que é pecado.
 O único cancro é o pecado original que “aos olhos da igreja” o mundo parece contaminado e corrompido desde o berço.
 Este complexo de culpa cria problemas de discernimento insolúveis. Se aceitarmos sem recalcitrância poderemos atrair indulgência?
A bíblia na contem um só pensamento religioso ou moral que já não estivesse contido de uma ou de outra forma, nas sagradas escrituras, tanto de religiões mais antigas como contemporâneas: Budismo, Hinduismo, Taoísmo.
Vele a pena lembrar que se Deus criou o mundo e todas as coisas que nele existe, criou também a varíola, a lepra e a peste. Se mandou seu filho com poderes para curá-las deveria também ter-lhe dado o poder de extinguí-las.
Se Jesus curou um paralítico, porque não erradicou a paralisia infantil? Se ele curou um leproso, porque não exterminou a hanseníase? Qual foi o tamanho dessa contribuição para as gerações subseqüentes? Sabin e Carlos Chagas contribuíram bem mais.
Nenhum Deus perfeito manteria tais incongruências . Qualquer criatura que lançasse intencionalmente tais horrores sobre o mundo seria reduzida a cinzas pelos seus crimes, e não adorada.
O que é assombrosamente perverso na evolução natural é que os próprios mecanismos que criaram a incrível beleza e a diversidade do mundo vivo são também aqueles que promoveram a monstruosidade bestial. A criança que nasce sem membros, sem cérebro, cega e as espécies desaparecidas não são mais do que mero barro moldado e destruído pela mãe natureza.
Jesus prometeu a ressurreição do corpo, não uma vida eterna como consciência desencarnada. A respeito disso, seus seguidores sempre desprezam a carne. Sua crença de que estão assinalados e separados do resto da criação por terem uma alma imortal levou-os a repudiar o destino que partilham com outros animais. Eles não precisam de um propósito na vida. Uma contradição em si mesmo. O animal humano não pode passar sem um.
Para aqueles que acreditam em Deus ou numa inteligência cósmica seria blasfêmia supor que o universo foi criado sem um propósito ou plano, que a raça humana foi posta em existência simplesmente para comer, beber e divertir-se com o extravagante desperdício de recursos da terra tanto minerais quanto orgânicos. Deve haver um motivo mais nobre pelo qual a inteligência foi conferida à humanidade. Se  é  que  foi Empinas o nariz por quê? Julgas-te superior ao quê? És um arremedo de vegetal, és socialmente inferior a uma formiga e menos inteligente do que uma abelha, para a natureza um cupim é mais importante que você. Tens orgulho do quê? Destape o rabo, solte o ar da arrogância e comece a ter noções de grandezas Somos macacos nus com a pretensão de criatura divina, que por isso temos o direito de exterminar outras espécies animais ou vegetais por conveniência, antipatia ou pelo simples fato de desejar uma bolsa com seu couro ou uma sopa com sua barbatana sem conhecer sua importância para o mesmo ambiente.
Céu e terra não tem atributos e não estabelecem desigualdades. Tratam as miríades de criaturas com indiferença.
Temo, respeito e suponho existir uma energia superior que pode ser chamada Deus. O resto tem que se mover e fazer sombra.
Já me arrependi de, na infância, ter sido crédulo. Havia-me deixado arrastar pela paixão da mente de minha avó materna. A credulidade.
Creio que nos tornamos naquilo que nossos pais nos ensinaram em tempos idos, quando não se preocupavam em educar-nos. Formamo-nos por descartes de sabedoria. Não é que não acredito em nada. Não acredito é em tudo. Creio numa coisa de cada vez, e numa segunda apenas se esta de certa maneira descende da primeira. Acredito em duas coisas que não estejam juntas com a idéia de que em alguma parte deve haver uma terceira oculta que as integram. 
Procedo de maneira míope, metódico e não arrisco horizontes. A incredulidade não exclui a curiosidade, corrobora-a. Deduzo que daí nasce a inteligência.

    terça-feira, 29 de março de 2011

    Mudando conceitos.

    Uma jovem, amiga, diplomada, pertencente à classe burguesa e oriunda de família tradicionalmente abastada, tem como hábito esporádico fazer a felicidade de algumas crianças de classe menos favorecida oferecendo-lhes um domingo digno de crianças de sua classe social.

    Levando-os ao restaurante, ao parque e depois saem passeando pela parte rica e bonita da cidade. Não é raro algum deles dizer: Olhe que casa bonita! Um dia compro uma dessa para minha mãe. Ou então: Que carrão! Quando eu crescer compro um igual. Todos têm um domingo de sonhos proporcionados pela boa ação desta minha amiga.

    Agora convenhamos... O que será deste garoto quando estiver no crepúsculo de sua juventude e perceber que aquele sonho nunca se realizará? Como conduzirá esta decepção?
    Será cruel ele perceber que quando se entra pela porta dos fundos ou como serviçal, nunca se senta na sala de estar ou sai pelo hall.
    Cito o oposto como exemplo, por experiência própria. Descendente de família tradicional da aristocracia baiana e educado em lar cristão, desde muito cedo ouvia dizer que a minha geração mudaria para melhor o futuro do meu país. Eu acreditei muito e cheguei a sonhar que eu poderia até ser o rei do mundo. Seria o maioral, me auto denominava o bom e meus sonhos não tinham limites.

    Não demorou muito tempo, talvez uma década, para eu descobrir que havia nascido no nordeste de um país de terceira categoria e que na minha heterose havia participação de três raças distintas que das quais eu havia herdado a inteligência, a honestidade e a disposição para trabalhar. Sou representante racial típico da população existente entre o Equador e o Trópico de Capricórnio do meu país.
    Com o orgulho perdido não mudei de país. Mudei para um estado que me permitia sonhar.
    E no Pará cultivei meus sonhos falando mal dos governos impingindo-lhes toda culpa pela minha falta de oportunidades, segurança e perspectivas. Mas continuava sonhando e assim criei e eduquei meus filhos na onerosa rede privada de ensino e os alimentei com mesa farta sem receber auxílio gás, bolsa escola, cesta básica, cheque cidadão ou PRONAF.

    A destituição dos meus sonhos se deu quando elegemos um bobo para presidir nossa república de bananas e percebi que por merecimento ele era o único representante digno e ideal para liderar esta miscigenação criada por portugueses, negros e índios. Ainda por cima cristão.
    Com o colapso degradável da nossa educação, diga-se falência do ensino público, perdi o que restava da minha arte de sonhar. Criei meus filhos para disputar com campeões e pelo andar da carruagem certamente irão competir com perdedores. No futuro, para proteger meus netos serei à favor do período em que freqüentarem a escola pública e receberem bolsa escola deva contar como tempo para suas aposentadorias. Se radicalizam com o bolsa reclusão, não se sentirão humilhados com o bolsa vadiar.Estou na terceira idade, como não tenho mais nada para mudar, estou mudando meus conceitos. Fui iludido, agora é tarde para lutar.
    Quem nasce lagartixa no Vale do São Francisco, nunca chega a jacaré do Mississipe.

      quarta-feira, 2 de março de 2011

      O princípio da incerteza


      Há as ondas e o mar. Nós somos as ondas, cada um de nós é uma onda que olha para outra onda. Resulta disso a ilusão de sermos separados uns dos outros. As ondas nascem, existem e morrem. Elas voltam ao mar. Assim nossa percepção da dualidade e da multiplicidade da vida cotidiana é, no plano da microfísica uma ilusão.
      Nosso eu não é, nem masculino nem feminino, nem preto nem branco nem de qualquer outra cor. Ele simplesmente é. E os corpos que habitamos são trajes para os papéis que representamos durante a passagem por este cenário. Estes trajes e estes papéis são extremamente diferentes. Existem trajes multicoloridos nas tonalidades miscigenadas, negra, amarela e branca
      Quanto aos papéis, nossa história está repleta de figuras díspares, cada um ocupando seu próprio lugar. Há os heróis, há os vilões, há os intelectuais e os cientistas. Algumas destas figuras conseguiram mudar o rumo e fazer parte da nossa história sendo respeitados, lembrados e premiados.
      Há também aqueles que nem fedem nem cheiram e por nada são responsáveis. Nenhum feito, nenhuma obra de boa ou má qualidade. Passaram pela vida manobrados pela popa igual canoas, escafedendo-se por atalhos sem perceberem ou serem percebidos. Com esses a história é impiedosa. Não lhes dá a mínima, não os considera, não existem, não contam e não pesam. No entanto muitos são premiados em suas velhices com aposentadorias remuneradas.
      Existe, além destes, uma categoria especial de homens. Nem heróis, nem vilões, nem cientistas, nem intelectuais. São os irrequietos, os inconformados, os autônomos; são os que não aceitam serem tangidos como gado. São os que pensam, refletem e elaboram suas idéias lançando-as ao vento por onde passam. São os que primam por liberdade no sentido mais amplo, se recusam a abdicar de suas convicções e lutam para defenderem suas idéias. São os que questionam para mudar situações não aceitando as exorbitâncias tal como se apresentam. Não importam nem temem que suas idéias sejam consideradas extravagantes, inovadoras ou contestadoras demais. Não têm a preocupação do sucesso fácil ou do reconhecimento fortuito. Querem apenas discutir idéias, dividir reflexões, confrontar teses, levantar dúvidas. Querem ter o direito de sonhar, mesmo que estes sonhos estejam anos luz a sua frente.
      Neste rol estão alguns escritores, inventores, descobridores e outros que, apesar de serem estudiosos, inteligentes, dinâmicos e bem informados não conseguiram descobrir nada, inventar nada nem escrever nada.
      Com estes a história é implacável e madrasta. A sociedade os reconhece, os respeita mas não os premiam e acabam na velhice sem um pau para dar num rato.

      sábado, 12 de fevereiro de 2011

      Marionete cristã

      Sou indiferente a quem me chama de ateu, mas não escondo o quanto abomino instituições religiosas. Principalmente a ICAR (Igreja Católica Apostólica Romana), sediada na cidade/Estado do Vaticano. Constitui a menor teocracia do mundo e é chefiada por um sujeito que se considera representante de um deus na terra, o Papa. As outras denominações cristãs são versões baratas desta religião que causou os piores males à nossa sociedade durante os últimos dez séculos e seguem os mesmos mandamentos citados num livro (a bíblia) que está repleto de ensinamentos violentos como genocídio, infanticídio, adultério e práticas sexuais reprováveis como o incesto e o abuso sexual de crianças.
      Não dá para nutrir respeito a uma sociedade de adeptos à pedofilia, à lavagem cerebral infantil, a recusa à pesquisa de células tronco, o ódio a homossexuais, oposição à interrupção de gravidez de fetos anencéfalos ou  a uma cafajestagem pseudo-científica denominada criacionismo. Esta confraria (usando seus próprios predicados) diabólica causou um atraso de alguns séculos no desenvolvimento humano, mandando para a fogueira da inquisição, os maiores pensadores da época. Até hoje, continua disseminando males por onde sua filosofia dita o credo.
      O animal humano nasce com a propensão de que autoridade é posto. É um mecanismo de sobrevivência e para as crianças, a autoridade são os pais. Se eles dizem que existe um determinado deus e que certa religião são seus preceitos, a criança acredita e   daí, a igreja freqüentada tem a facilidade de  tornar esta marionete num fundamentalista.

      segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

      O que todo criacionista deveria saber


      Parte XIV - A Reforma
         Na Europa, a toda poderosa igreja católica encontrava-se em perigo, ela tolerava e permitia que os ricos desonrados ao pagarem uma taxa prescrita pudessem entrar no seu céu. Acreditavam que seus santos mantinham sob vigilância, um quarto cheio de misericórdia e indulgências do qual podiam distribuir uma porção àqueles pecadores que, no último momento, desejassem a salvação e pudessem pagar por ela.
         Algumas indulgências e concessões dadas em troca de dinheiro ou de favorecimentos prestados baseavam-se num perfeito fundamento espiritual. O dinheiro doado para a construção de catedrais era reconhecido como um passaporte sagrado que poderia ser apresentado ao entrar pela porta do céu.
         Em 1095 durante as cruzadas para recuperar Jeruzalém, o Papa Urbano ll prometeu perdoar os pecados dos cruzados que lutassem por pura devoção e não por honra e dinheiro. Quando a oponente igreja de Speyer, na Alemanha, estava sendo construída em 1451, cerca de 50 sacerdotes se sentavam e, após ouvirem as confissões davam seus perdões aos peregrinos que doassem dinheiro. Vinte anos depois o mesmo Papa permitiu que se vendessem indulgências pelo bem das pessoas já mortas e viviam no purgatório. Também se poderia indultar pecados futuros. Em suma, os ricos podiam comprar o perdão dos pecados cometidos por seus parentes falecidos que, na época de sua morte não tivera necessidade alguma de perdão e o direito de continuar pecando, dependendo da quantia “doada”. Aos pobres, por serem pobres, era negada tal concessão. Ao inferno com eles e seus parentes. Esta mesma igreja que hoje sobrevive com doação de pobres.
         Martinho Lutero, um sacerdote do norte da Alemanha, detestava a venda de indulgências e começou a questionar esta igreja que cobrava pacotes caros pelo perdão. Em 31 de outubro de 1517 afixou seus protestos, em latim, à porta da igreja do castelo de sua cidade. Mesmo não desejando abandonar esta igreja católica que ditava os termos pelos quais ele deveria viver, foi levado ao desestímulo e fundou o luteranismo.
         A bíblia era um livro precioso, escrito à mão e em latim, tão raro que em algumas igrejas a única cópia era acorrentada à mesa de leitura. Martinho Lutero recebeu a tipografia como uma dádiva para seu trabalho. Escrevia panfletos religiosos e os entregava aos tipógrafos. Um panfleto contendo um simples sermão podia, através da poderosa imprensa, chegar a mais pessoas como nunca havia chegado antes. Completou a tradução da bíblia para o alemão em 1534.
         O brilho da luz que iluminava Lutero poderia ter sido apagado não fosse pelo esforço do pregador francês João Calvino que despertava animosidade até entre seus seguidores. Uma peça fundamental em sua doutrina era a predestinação. Acreditava que Deus, através de sua sabedoria, sabia antecipadamente como cada vida humana se desenvolveria. Na essência, algumas pessoas desde o seu nascimento eram predestinadas a ganharem um lugar no céu. Outras eram destinadas a vagarem pela estrada espiritual e nada que pudessem fazer alteraria seu destino final. A doutrina católica pregava que uma pessoa poderia ser salva por bons atos. Lutero afirmava que as pessoas só poderiam ser salvas por sua profunda fé na misericórdia de Deus.
         Calvino não era muito diferente de Maomé, que também acreditava na predestinação e estimulava seus seguidores a assumir com alegria que já estavam entre os escolhidos para serem arrebatados.
         O catolicismo também levou chicotadas vindo das seitas anabatistas, assim chamadas por herdarem seu nome da palavra grega “rebatizados”. Nutriam várias crenças e a maioria se opunha com a idéia do batismo de crianças. Acreditavam que era uma dádiva muito valiosa para ser conferida a seres incapazes de tomar a decisão de viver e morrer em Cristo. Mais do que qualquer outro grupo de protestantes, os anabatistas tiveram grande poder entre os pobres. Foram denunciados como loucos e nocivos por Calvino e Lutero. Foram vistos por muitos governos como a escória da reforma e temidos como opositores da ordem social e religiosa. Foram perseguidos por todos os lugares. Somente na Holanda, aproximadamente 30 mil foram mortos nos 10 anos que se seguiram a 1535 e, foi nesta mesma região que eles conseguiram sobreviver.
         Na França a doutrina de Calvino fracassou ao conquistar o monarca e começou a perder bases fortes em todo território. Em Paris, no dia de São Bartolomeu em 1572, aproximadamente 20 mil protestantes foram massacrados.
         O luteranismo pregava que a bíblia, e não a igreja, era o tribunal de apelação de última instancia e todos os cristãos poderiam apelar para ela. No calvinismo as pessoas comuns tinham mais influência que em qualquer congregação católica.
      Lutero tentou dar um toque de nobreza ao cristianismo, mas deu com os burros n’água. Trocou uma maçã podre por um abacaxi azedo.

      domingo, 23 de janeiro de 2011

      O que todo criacionista deveria saber.

      Parte Xlll - A inquisição

      A inquisição católica romana foi uma das maiores desgraças que ocorreram na história da humanidade. Se iniciou sob o comando do papa Teodoro l (646-649) que mergulhava sua pena em vinho consagrado antes de sentenciar a morte dos supostos hereges, que em sua maioria eram mulheres. Durante 1.200 anos, um número estimado em mais de 75 milhões de pessoas foram torturadas, com requintes de crueldade, em nome de Jesus. O indivíduo é detido sem qualquer aviso e levado perante um juiz. ¨Foi você quem criou uma tempestade destruindo as colheitas da cidade?¨ “Foi você que matou seu visinho com mau olhado?” ¨Acaso duvida que Cristo esteja corporalmente vivo na eucaristia?¨ “Foi você que se transformou num gato para atazanar seus desafetos?”.

      Não perceberá que este tipo de pergunta não permite resposta exculpatória. Ninguém lhe dirá o nome de seus acusadores, pouco importa. Mesmo que contrariassem as acusações contra si, seriam simplesmente punidos como falsas testemunhas ao passo que suas acusações originais conservariam seu peso como prova de sua culpa. Mas resta-lhes uma alternativa: Pode admitir sua culpa e identificar seus cúmplices. Nenhuma confissão será aceita sem que haja outras pessoas envolvidas em seu crime.

      Agora enfrentará um castigo proporcional à gravidade dos seus pecados. Flagelação, renúncia à suas propriedades, longo período de encarceramento e quem sabe, para o resto da vida. Ou poderá insistir na sua inocência (afinal, não há muitas pessoas capazes de criar tempestades nem de se transformar em gatos). Em resposta, seus carcereiros ficarão encantados por poderem conduzi-lo aos limites extremos do sofrimento humano antes de o queimarem na fogueira. Poderão aplicar-lhes parafusos nos polegares ou nos dedões dos pés, uma espécie de torno em forma de pêra poderá ser introduzido em sua boca, vagina ou ânus que serão apertados até não agüentar mais a dor. Poderá ser suspenso no teto (strappado) com os braços atados às costas presos a uma roldana com pesos amarrados aos pés para deslocar os ombros.

      Se tiver a infelicidade de se encontrar na Espanha onde a tortura judicial atingiu um nível de crueldade inimaginável, poderá ser colocado numa cadeira espanhola. Um trono em aço munido de barras de ferro para fixar os ombros e o pescoço. No intuito de salvar sua alma, será colocado um braseiro em seus pés tostando-os lentamente. Como a mácula da heresia é muito profunda, sua carne será untada com gordura para impedir de arder demasiadamente rápido. Ou será atado, de costas, a um banco com um caldeirão cheio de ratos colocado, de fundo para cima, sobre seu abdome. Mediante a aplicação de calor ao ferro, os ratos começarão a esgravatar sua barriga em busca de uma saída.

      Se porventura sobreviver a qualquer destas condições extremas e admitir aos seus algozes que é efetivamente um herético, um feiticeiro ou uma bruxa, será obrigado a confirmar isto perante um juiz inquisidor. Qualquer tentativa de desmentir alegando que sua confissão foi obtida mediante tortura, terá duas opções à escolha: Será devolvido a seus torturadores ou irá direto para a fogueira.

      Acaso se arrepender de seus pecados, estes homens compassivos cuja preocupação com o destino de sua alma eterna parece não ter limites, farão a gentileza de estrangulá-lo antes de acender o fogo. Se uma mulher fosse acusada de bruxaria, ficava na iminência de sofrer uma tortura muito especial por parte do clero sedento de sexo. Os sacerdotes católicos tornaram-se assassinos, estupradores e voyeurs.

      Métodos de combate a heresias também foram utilizados por igrejas protestantes na Alemanha e Inglaterra, principalmente na perseguição contra católicos e praticantes de bruxaria.

      Heresia é heresia, e qualquer pessoa que acredita que a bíblia contém a palavra de infalível de Deus, compreenderá a razão pela qual estas pessoas tinham que ser mortas. “Faça-se a barba aos cães”. Quando um homem imagina que só precisa acreditar, sem provas, na verdade de uma preposição, que seu Deus o protege e que os não crentes irão para o inferno, torna-se capaz de tudo. Qualquer indivíduo, cristão ou não, conhecendo a história da inquisição não verá, mais, o cristianismo com os mesmos olhos.

      Comparada com os horrores da Europa medieval ou com a influência negativa do cristianismo quanto a evolução da humanidade, o terrorismo muçulmano parece brincadeira de criança.

      Milhões de cristãos e mulçumanos continuam a organizar suas vidas em função das tradições proféticas que não se concretizarão mesmo jorrando rios de sangue em Israel. Não é difícil imaginar que as profecias de uma guerra assassina, se levadas a sério, podem realmente se concretizar. Ainda mais quando um queima a Bíblia do outro.

      terça-feira, 18 de janeiro de 2011

      O que todo criacionista deveria saber


      Parte Xll - Estabelecimento das diretrizes
      Tudo começou com os concílios. ”Assembléias de altas dignidades eclesiásticas”. Assim deveria de se supor. Nos primeiros concílios ecumênicos foram estabelecidas as diretrizes para o conteúdo e a organização da nova religião. Os mais antigos ensinamentos da fé que, até hoje, conservaram seu valor dogmático foram proclamados nos concílios de Nicéia (325 d.C.), Constantinopla (381 d.C.),Éfeso (431 d.C.), Calcedônia (451 d.C.) e, novamente, Constantinopla em 553 d.C.
      Vale a pena expor, em resumo, como os concílios vieram a constituir-se e o que deliberaram, provavelmente por toda a eternidade (até 12/12/2012). He,He,He...
      O primeiro Concílio foi convocado em 325 d.C. pelo Imperador Constantino (288-337), batizado cristão em seu leito de morte. Quando em 318, Constantino convocou os bispos para o concílio, seus motivos não eram religiosos, seu interesse era fortalecer o Império Romano. Sob sua presidência, mandou promulgar sua vontade como lei eclesiástica.
      Até o concílio de Nicéia prevaleceu a orientação de Ário de Alexandria: Deus e Cristo não eram substancialmente iguais, mas apenas parecidos. Constantino mandou o concílio deliberar pela unidade da substância de Deus-Pai e Jesus. Foi assim que se chegou a consubstanciar Jesus a Deus tornando-se um dogma da igreja e por aclamação, o “Credo Niceno da Fé”.
      Até então, o local do sepulcro de Jesus era desconhecido e em 330 Constantino, capacitado por “inspiração divina”, mandou construir em Jerusalém a igreja do Santo Sepulcro. Isto três séculos após a suposta morte de Cristo.
      O Imperador Constantino ignorava os ensinamentos de Cristo, pois era adepto ao culto do sol (Mitra, Deus do Sol, dos antigos persas) e por muito tempo, na era cristã, sua imagem apareceu nas moedas como o “Sol Invencível” e como tal, era venerado. Mesmo declarando Jesus igual ao Pai, Constantino mandou matar seu filho Crispo, sua esposa Fausta, que mandou mergulhar em água fervente e seu sogro Maximiliano levado ao suicídio. Aliás, Constantino, “O Grande” foi eleito santo das igrejas armênia, grega e Rússia.
      O Segundo Concílio Ecumênico de Constantinopla foi convocado pelo Imperador Teodósio I (347-395) cujas qualidades morais, em nada ficou devendo a seu par anterior. Teodósio I era um déspota e grande explorador da miséria alheia, sobrecarregou o povo com impostos intoleráveis sob ameaça e aplicação de tortura. Por seus métodos, o Anticristo Teodósio I pode, muito bem, ser considerado o patriarca da inquisição. Em 390 d.C., dez anos após seu concílio religioso, Teodósio I mandou trucidar 7.000 cidadãos rebeldes em um pavoroso banho de sangue realizado dento de um circo na cidade de Tessalonica. Proclamou os ensinamentos cristãos como a religião oficial do Império e permitiu que Ambrósio, bispo de Milão, mandasse destruir todos os santuários pagãos. Nesta época, o “Aleluia” foi introduzido nas igrejas. Teodósio I, com este espírito, nada santo, convocou o segundo Concílio em Constantinopla.
      Nesta assembléia que os supremos pastores dos ensinamentos cristãos denominaram de Concílio Tronco, foi introduzido o mais importante artigo da fé: o dogma da Trindade do Pai, do Filho e do Espírito Santo proclamado como “Credo Niceno-Constantinopolitano”. Somado a outro requinte teológico, a unidade da substância (de Nicéia) evoluiu para a igualdade da substância do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Nestes ensinamentos a Santa Trindade possui a mesma natureza divina, a mesma grandeza, sabedoria, poder, bondade e santidade, mas certas atividades ou funções, são distintamente reconhecida em uma , e em outras não.
      O terceiro Concílio Ecumênico foi convocado por dois playboys romanos, o Imperador Bizantino Teodósio II (408-450) e Valenciano III (402-455), do Império do Ocidente. Teodósio II era um fraco e reinava sob a regência de sua irmã Pulquéria, a virgem, (399-452). De tanto afirmar esta condição, se tornou Santa da Igreja, mesmo que, após a morte de Teodósio II, ela mandasse assassinar Crísofo, seu rival hábil e bem sucedido. Quanto a Valenciano, do Império do Ocidente, estava sob a tutela de sua mãe, a Imperatriz Gala Plácida e morreu assassinado.
      O terceiro Concílio deliberou instituir o culto de Maria, Mãe de Deus. Esta deliberação foi incluída no Codex Theodosiani e, assim, se tornou lei imperial. Como já haviam consubstanciado a igualdade entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo ficou sub-entendida e relação incestuosa. Sempre pretextando a presença do Espírito Santo...
      O Quarto Concílio Ecumênico de Calcedônia em 451d.C. .Formalmente foi convocado pelo Imperador Bizantino, Marciano (396-457); na realidade, foi dirigido por Pulquéria,”a virgem”, que se casou com Marciano após a morte de Teodósio II. Alguns teólogos concluíram que Pulquéria convocou o Concílio contra a vontade de diversas igrejas e, no decorrer das deliberações, dirigiu as rédeas com pulso firme. Tinha como seu convidado o Papa Leão I. Ela sabia o que queria.
      O Concílio proclamou o dogma de que a pessoa de Jesus reunia”puras e inseparáveis” a natureza divina e a humana. Esta natureza dupla de Jesus gerou dúvidas na igreja quando o patriarca Sérgio de Constantinopla proclamou que em Jesus mesmo havendo duas naturezas, só havia uma vontade, que ficou conhecida na história das herezias como monotelismo. Para outros, como símbolo Calcedoniano da Fé.
      O Concílio de Calcedônia encarregou o Papa de interferir, sempre que se tratasse de salvaguardar a unidade dos ensinamentos. Ficou estabelecida a primazia de Roma. Até hoje, o Vaticano deve ficar agradecido à “Santa” Pulquéria por ter logrado com suas intrigas, a realização do Concílio da Calcedônia...

      quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

      Deus e o Toxoplasmose Gondii


      O Toxoplasmose Gondii é um protozoário parasita intracelular do grupo apicomplexa como o plasmodium da malária. Possui três formas infectantes em seu ciclo de vida: oócitos, bradizoítos contidos em cistos e taquizoítos. O toxoplasma só pode reproduzir se as formas excretadas nas fezes dos gatos forem ingeridas por animais caçados por gatos. Se for ingerida por seres humanos, a sua reprodução se torna inviável, uma vez que só no intestino dos felídeos o protozoário se replica dando origem a várias gerações de toxoplasma através da reprodução assexuada.

      Os gametas masculinos e femininos descendem do mesmo parasita e fundidos dão origem ao zigoto que após segregar a parede cística dá origem ao oócito que é expulso aos milhões junto com as fezes. Já no exterior sofre divisão meiótica formando dois esporosítos cada um com quatro esporozoítos. Uma forma altamente resistente a desinfetantes e pode durar até cinco anos em condições úmidas. Estas podem ser ativadas em taquizoítos se forem ingeridas por mamíferos, que passam a ser hospedeiros. Os taquizoítos podem se infectar e replicar em todas as células dos mamíferos, exceto nas hemácias. Uma vez ligada à célula penetra-a, forma um vacúolo parasitóforo dentro do qual se divide. A replicação do parasito continua até que seu número no interior da célula atinja uma massa crítica provocando sua ruptura e liberando parasitos que irão afetar as células adjacentes.

      Algumas destas formas produzem oócitos contendo muitos bradizoítos ocorrendo em muitos órgãos do hospedeiro persistindo no SNC (Sistema nervoso central) e nos músculos. A toxoplasmose pode ser adquirida pelo ser humano através da ingestão de água ou alimentos contaminados com oócitos esporulados. Pode ser transmitida congenitamente, ou seja, da mãe para o feto, mas não de pessoa para pessoa. Os pássaros, ratos, coelhos e as cabras são os animais mais propensos à infecção. O ciclo só se completa se o animal infectado for caçado e devorado por um felídeo, aí os cistos libertam os parasitos dentro do seu intestino infectando o novo hóspede definitivo.

      A ciência já identificou as causas e os efeitos da toxoplasmose no organismo dos hospedeiros. Os cistos crescem e podem afetar negativamente as estruturas em que se situam, mais freqüentemente músculos, cérebro, coração e retina, podendo levar a alterações neurológicas, problemas cardíacos ou cegueira.

      Os ratos infectados pela Toxoplasmose Gondii ficam mais lentos, com visão parca e eufóricos. Por achar que podem, se tornam presas fáceis para o gato. Causas inteligentes são necessárias para explicar as complexas e ricas estruturas da biologia e que estas causas são empiricamente detectáveis. Aos criacionistas, não adianta tentar justificar estas e outras estruturas complexas da biologia dando estes créditos ao DI (Design inteligente). O DI é uma forma moderna do tradicional argumento teológico sobre a existência de um Deus modificado para evitar especulação a respeito da natureza ou identidade do criador por um processo não direcionado como a seleção natural.

      Não existem meios para dimensionar a ignorância.