segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

A Linha do Equador


Aprendemos, na juventude, que a Linha do Equador era imaginária e separava, em partes iguais, a terra em dois periféricos, o Norte e o Sul. Nós a mediríamos no sentido leste / oeste partindo da longitude zero que era perpendicular a Londres. Por isto o nome de Marco Zero de Greenwich. Existem várias linhas paralelas ao Equador denominadas de latitude nos dois hemisférios. Também as longitudes que são perpendiculares.

Esta linha imaginária denominada de Equador mediria aproximadamente 40.000 km de extensão formando uma circunferência com, aproximadamente, 12.757 km de diâmetro. E que a terra em seu movimento de rotação desenvolveria a velocidade de 900 knots aproximadamente. Isto porque os ingleses determinaram que a sua milha mediria 1.852 m, sendo igual a um minuto. Uma hora igual a quinze graus, um segundo igual a trinta metros e noventa centímetros aproximadamente. Matéria belíssima.

Mas, após a idade da razão, percebemos que esta mesma linha poderia receber outro nome com outras significações: a Linha do Coador. Ela separaria a parte superior da inferior, conquistadores de conquistados, fiéis de infiéis, o céu do inferno.

Tudo de bom, bonito e gostoso aconteceria sobre esta linha que seria quase intransponível, exceto nos casos de futebol debaixo para cima ou turismo sexual no sentido inverso.

No entanto, sob esta linha nem tudo o que acontece é ruim. Temos muita coisa boa: bandido é celebridade, mendigo dá esmola, político desonesto sempre é bem votado, despreparado tem cota para cursar universidade, desonestidade é sinônimo de inteligência e até analfabeto se torna presidente.

Estamos tão acostumados a viver sob linhas, que 65% de nós já estamos abaixo de outra: a da pobreza. Não é imaginária e dá até para equilibrar sobre ela. Principalmente a classe média onde a moeda de um real faz pardal virar morcego.

Neste ano vamos votar novamente e se ocorrer o previsto continuaremos sob o Equador, sob a linha de pobreza e também sob o câncer. Trópico? Hahaha! Quem dera!

Agradecimentos


Assistindo ao telejornal da 8:00 me deparei com a comum cena de reclamações conta planos de governo. Um casal de idosos relatavam ao entrevistador suas experiências quanto ao plano Collor. Compraram um imóvel através do sistema financeiro de habitação. Um apartamento de 54 m² no valor de Cr$ 68.000,00 (sessenta e oito mil cruzados) parcelados em 300 meses. Quitaram suas parcelas até os 120 meses subseqüentes pagando o equivalente a Cr$ 114.000,00 (cento e quatorze mil cruzados) quando o tutor da dívida sofreu um acidente e se aposentou por invalidez passando a receber proventos insuficientes para honrar sua dívida contraída junto ao SFH. Após cinco anos de inadimplência sua dívida acumulava um montante de R$ 62.000,00 (Sessenta e dois mil reais). Após muita audiência na justiça, o casal consegue renegociar seu débito para R$ 41.395,00 (Quarenta e um mil, trezentos e noventa e cinco reais) divididos em 60 meses com juros de 8% aa. Seu imóvel foi avaliado em R$ 51.300,00 (Cinqüenta e um mil e trezentos reais).Pois bem!..
A mulher, embevecida, enche os olhos de lágrimas e agradece a Deus pela vitória. Ao entrevistador (fôsse eu) caberia a pergunta: Que vitória? Que Deus? ... Por quê o seu Deus não evitou sua queda do telhado? Por quê ele não o ajudou antes?

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

O que todo criacionista deveria saber


Parte XII – Evolução dos dogmas

Em 306, com pouco mais de 20 anos, Constantino (O Grande) foi proclamado “Rei” pelo Exército Imperial Romano como sucessor de seu pai. Constantino acreditava que o cristianismo era adequado a ser seu principal aliado. Por tratar a todos de forma igual, o cristianismo caía como uma luva num império composto por gregos, judeus, persas, eslavos, germanos, ibéricos, romanos, fenícios, egípcios e diversas outras culturas. Seu único defeito era não demonstrar respeito ao imperador nem a sua pretensão à divindade até Constantino se tornar cristão em 312. Neste mesmo ano, ofereceu tolerância cívica aos cristãos e restaurou propriedades que lhes tinham sido confiscadas. Com sua mãe, começou a construir igrejas grandiosas em locais tão distantes como Jerusalém.

Os judeus reverenciavam o sábado como o coração da semana e São Paulo começou a conferir o domingo como o dia da reverência uma vez que este era o dia da ressurreição de Cristo. Constantino fez com que todo o Império Romano entrasse em conformidade com sua fé. Durante o Concílio de Nicéia em 321, Constantino declarou o domingo como sendo o dia de adoração a Deus, na cidade. Porém não no interior, lá as vacas e as cabras tinham de ser ordenhadas, a colheita feita e a terra arada, independente do dia da semana.

Na história do cristianismo, nenhum outro acontecimento desde a crucificação do seu fundador, foi tão influente quanto a mudança de atitude de Constantino em 312. Mesmo sendo cristão, colaborou com o assassinato de seu filho Crispo.

Por mais de trezentos anos, as igrejas às margens do Mediterrâneo não celebraram o nascimento de Cristo. Em Roma o dia 17 de dezembro, conhecido como saturnália acabou sendo tomado à força pelos cristãos, mudado para 25 de dezembro e proclamado como o dia do nascimento de Cristo. Maria, a mãe de Cristo, demorou para ser lembrada pelos cristãos e em 431, o Conselho de Éfeso deu a ela um papel de honra no calendário cristão. O dia 25 de março se tornou conhecido como o Dia da Anunciação.

Durante os séculos IV e V dC, o cristianismo vai-se gradualmente instituindo seus dogmas que é a base de sua doutrina oficial. Para os cristãos o principal dogma é o da santíssima trindade, que para mim é uma violação ao monoteísmo. Este dogma professa que Deus é simultaneamente uno, porque na essência bíblica só existe um Deus, mas também é trino porque está personalizado em três pessoas, pai, filho e Espírito Santo estabelecendo entre si uma comunhão perfeita.

Estas três pessoas, apesar de possuírem a mesma natureza, são realmente distintas. Certos atributos são mais reconhecidos em uma destas pessoas do que em outras. Como exemplo, a criação do mundo há 6.000 anos está associada a Deus Pai, a salvação do mundo a Jesus, filho de Deus e a proteção, guia e santificação da igreja ao Espírito Santo. Na realidade, a cultura é a mesma cultivada pelos faraós a 4.000 anos. Um Deus para cada evento.

Por meio milênio o cristianismo foi como um metal quente despejado em fôrmas de formatos variados. Freqüentemente a blendagem da liga era mudada e os moldes remodelados.

É impossível encontrar algo divino nesta balbúrdia que se tornou o cristianismo.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

O que todo criacionista deveria saber.

Parte XI - Formação do cristianismo

Um censo conduzido pelos romanos em 48dC indicou que 7 milhões de judeus viviam no vasto Império Romano. À medida que as condições políticas se deterioravam na Palestina a cidade de Babilônia se tornava o berço de vivazes teólogos judeus. As sinagogas dos judeus podiam ser encontradas desde a Sicília até o Mar Negro no sul da Arábia e na Etiópia. Em Roma elas serviam a cerca de 50 mil judeus. Estas sinagogas eram um testemunho da generosidade das congregações as quais muitos dos membros doavam um décimo de sua renda anual. Está aí a origem do dízimo.

A religião dos judeus, embora inicialmente só para judeus, há muito tempo havia aumentado seu poder de atração. Muitos pagãos e outros não judeus freqüentavam as sinagogas, aceitavam seu código de ética e sua visão do mundo, embora não necessariamente se submetessem à pequena cirurgia no ritual da circuncisão. Em muitas sinagogas, na parte central do Império Romano, a língua hebraica foi substituída pelo grego.

Para que a história de Cristo permanecesse viva na memória dos judeus, um conjunto de sinagogas no Mediterrâneo e no interior da Ásia Menor tornou-se o fórum inicial para a disseminação de seus ensinamentos e São Paulo foi o primeiro convertido de maior expressão. Ele não conhecera Cristo nem o ouvira pregar mas opunha ao segmento de seu culto vendo-o como um perigo para a tradicional religião dos judeus e uma ameaça política aos dirigentes romanos. Mas 14 anos após a morte de Cristo, Paulo começou a remodelar a igreja que nascia. Tornou-se um fervoroso cristão.

Paulo possuía qualidades incomuns como filho de judeus, fora treinado para ser rabino, tinha cidadania romana, era extrovertido e falava grego. Por estas qualidades tinha passaporte fácil pelos circuitos oficiais e dialogava com personalidades influentes e cultas. Sua influência no cristianismo foi de maior preponderância que a do próprio Cristo. Embora os primeiros a se converterem ao cristianismo tenham sido, principalmente os judeus, outros foram igualmente atraídos. Muitas pessoas que não tinham ligação com sinagogas escutavam a mensagem cristã e se reuniam em casas particulares ou em salões públicos.

A questão de quem podia ou não se tornar cristão era sempre debatida dentro das novas congregações. Muitos judeus faziam objeções aos que vinham de fora por considerarem o cristianismo uma versão barata de sua própria religião. Todos que se aproximassem em estado de arrependimento podiam tornar-se cristão. Isto levou a uma divisão cada vez maior entre as sinagogas e as novas igrejas cristãs. Enquanto muitas das congregações cristãs consistiam exclusivamente de judeus, as novas igrejas atraiam pessoas de todas as raças e formação.

Em suas contendas interiores sobre a questão de até que ponto seguir as regras das sinagogas, os primeiros cristãos não tinham certeza se deveriam descartar as rígidas regras dos judeus em relação a alimentação, costumes e ética. Além de que, se apegar a esta igreja naqueles tempos difíceis carecia de muita coragem. Os Imperadores em Roma ocasionalmente se voltavam contra estes cristãos. O Imperador Nero Cláudio os culpou pelo famoso incêndio de Roma em 64dC. Em um tipo de competição comum para a época, os cristãos levavam chifradas de animais enfurecidos ou eram estraçalhados por leões na presença de uma multidão embevecida.

Os cristãos sempre foram vítimas da maioria da população em qualquer parte do Império Romano, eles dependiam da tolerância que lhes era concedida pelos outros. Teriam sido mais tolerados se fossem menos acintosos e mais afirmativos ou, na condição de escravos, mais cordatos. Às vezes não prestavam homenagens suficientes àqueles Imperadores romanos que se achavam semelhantes aos Deuses.

O cristianismo tornou-se como um sapato nas mãos de cem sapateiros, assumindo muitas formas até o ano 300.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Onde iremos?

A ciência evidencia a existência do homem com datação aproximada de 50.000 anos, ou seja: 800 gerações de 60 anos. Vivemos nas cavernas por 700 destas gerações e só nos diferenciamos de outros animais similares devido a transferência de conhecimentos através de guerras, conquistas, derrotas, erros e acertos. Somente durante as 70 últimas gerações foi possível haver uma comunicação efetiva entre uma geração e outras porque a escrita favoreceu isto.

Durante estas 70 últimas gerações ocorreram vários conflitos entre a evolução e o fundamentalismo religioso (principalmente o cristão) causando um substancial atraso no desenvolvimento. A esmagadora maioria dos bens materiais e o IDH conquistado, ocorreram durante as duas últimas gerações. Este avanço tecnológico pode estar gerando um choque inter cultural ou inter racial devido a desumanização pela tecnologia, ou a alienação pela arrogância contra o analfabetismo, o fundamentalismo ou outras mazelas sociais geradas pela involução.

Enquanto aceleramos uma partícula a 99% da velocidade da luz, convivemos com altas taxas de analfabetismo chegando a sermos presididos por um apedeuta. Enquanto desenvolvemos uma agricultura operada por máquinas guiadas por GPS com tecnologia RTK, damos esmola a famintos de várias nacionalidades através de programas governamentais. Enquanto pesquisamos o universo num raio de 12 milhões de anos luz, convivemos com fundamentalistas que acreditam irem para o céu tendo direito a 70 virgens para seu deleite. Enquanto pesquisadores cientistas escavam fósseis humanos com datação confirmada de 30.000 anos, temos populações inteiras de países do terceiro mundo acreditando que o homem foi “criado” a 6.000 anos e se matam em defesa da teoria improvável.

Estas diferenças sociais e culturais aumentam em progressão geométrica e chegará o dia em que os que não têm, não podem e nem são, nascerão com ódio dos que têm, são ou podem. Também por serem uma minoria inalcançável. Desculpem-me se me incluo nesta minoria e me fiz odiar.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

A Fé

Existe diferença entre a fé e a crença ?
O termo hebráico "émûná" tanto pode ser traduzido por "ter fé", "acreditar" ou por "confiar". A Septuaginta, tradução grega da bíblia hebráica, retém o mesmo significado no termo "pisteuein", tendo este equivalente grego adotado no novo testamento.
No livro dos Hebreus 11.1, a fé é definida como "garantia das coisas que se esperam e certeza daquelas que não se vêem".Lida de forma correta e desapaixonada, esta passagem parece fazer da fé um sentimento inteiramente autojustificado.Induz o fiel a acreditar numa coisa que ainda não aconteceu (coisas que se esperam), ou para as quais não existem provas (daquelas que não se vêem), seja uma confirmação da sua verdade ("a garantia e a certeza").
A peste negra atingiu París no mês de junho de 1348 e assolou a cidade por 18 meses.O Rei Felipe VI pediu à faculdade de medicina da Universidade Católica de París uma explicação para o desastre.De imediato, os professores cristãos diagnosticaram que uma perturbação nos céus havia levado o sol a superaquecer os oceanos próximos da Índia e que as águas começaram a emanar vapores nocivos.
Em tempo, a faculdade de medicina oferecia uma variedade de remédios possíveis.Um caldo de Label Rouge (galinha caipira do pescoço pelado) temperado com pimenta moída, gengibre e cravo da Índia seria uma boa ajuda.Porco, carne gorda, patos e aves de capoeira deveriam ser evitados.O azeite e o banho poderia ser fatal e os homens deveriam preservar a castidade.
O Rei Felipe VI, preocupado com a ira divina promulgou um decreto contra a blasfêmia. Pela primeira ofensa se cortava um lábio do blasfemo,uma segunda lhe custava o outo e uma terceira, a língua.As autoridades eclesiásticas da cidade reagiram com uma série de medidas severas para conter a propagação do pânico. Ordenaram que os sinos cessassem de dobrar, proibiram o uso de vestes pretas, a aglomeração de mais de duas pessoas em funerais, manifestação pública de pezar. E para aplacar a ira divina, baniram o trabalho aos sábados, o jogo, a prostituição, os juramentos e exigiram a todos que viviam em pecado que se casassem imediatamente.
Um Abade de Tournai registrou um grande aumento no número de casamentos. O jogo declinou de tal maneira que os fabricantes de dados passaram a dedicar-se ao fabrico de rosários.A peste matou em París, cerca de 25.000 cidadãos que foram enterrados em grandes valas nos arredores das cidade.Ninguém amaldiçoou a pulga nem culpou os ratos e a Santa Penicilina ainda não havia sido inventada.Haja fé!...

A Crença

Não é necessário ter uma formação especial em psicologia ou em neurociência para saber que os seres humanos são relutantes em mudar de opinião.
Suponhamos que eu acredito na existência de Deus e que algum impertinente me pergunte porquê. Esta pergunta exige uma resposta do tipo: "Acredito que Deus existe porque, blá, blá, blá"... Não poderia dizer, no entanto, que: "Acredito na existência de Deus porque é prudente acreditar". Claro que posso dizer isto, mas não posso pretender que a palavra acreditar tenha o mesmo significado quando digo:"Acredito que a água tenha duas moléculas de hidogênio para cada uma de oxigênio, porque assim atestam dois séculos de experiências científicas.
Acredito em Deus porque isto me faz sentir bem, ou porque fui doutrinado, desde a infância, a acreditar em sua existência. O fato de poder me sentir bem crendo ou se fui doutrinado a crer na existência de Deus, não me dá a menor razão para acreditar que ele exista. Isto torna especialmente evidente se substituirmos a existência de Deus por qualquer outra proposição consoladora.
Suponhamos que eu queira acreditar que exista uma pepita de ouro, mais pesada do que eu, escondida no meu quintal. Seria extraordinariamente agradável acreditar nisto, mas... Terei eu, alguma razão para acreditar que existe uma pepita de ouro pesando 100Kg dando sopa em meu quintal?.
Acreditar que Deus existe é acreditar que eu mantenho com a sua existência uma relação tal, que a sua existência é em si mesma, a razão da minha crença. Deste modo posso compreender que as crenças religiosas para serem crenças acerca da maneira como o mundo é, devem ser de natureza comprobatória como quaisquer outras.

domingo, 11 de julho de 2010

O todo criacionista deveria saber

Parte X - História Cristã

Jesus

Ele não nasceu em Belém, teve vários irmãos e sua morte passou despercebida durante o império romano. O judaísmo ortodoxo acredita que o Messias, enviado de Deus, será um descendente do rei Davi. O novo testamento qualifica Jesus como sendo este Messias e descendente de Davi. Porém é certo que José, esposo de Maria, pertence a casa de Davi mas Maria foi emprenhada pelo Espírito Santo e nem ele nem Maria eram descendentes de Davi, logo Jesus, também, não era descendente do rei Davi. Segundo a tradição judaica o genro se torna filho do sogro mas a nora, não. Sendo assim, nem por tabela, Jesus descende de Davi. Alguns deístas não acreditam que Jesus foi um Messias.
Mas afinal, quem era este Jesus!? A começar pela aparência: Baseados em estudos de crânios de judeus os pesquisadores dizem que a fisionomia de Jesus era parecida com a de um Árabe moderno. Em tempos turbulentos como o de hoje, ele teria dificuldades em passar pela alfândega de alguns aeroportos americanos ou europeus. Deve ter nascido em IV aC pois o calendário romano/cristão tem um erro de 4 anos, tampouco em 25 de dezembro em Belém, pois o mês de dezembro foi fixado em 525 depois dele. Há quase um consenso entre os historiadores que Jesus nasceu em Nazaré, um vilarejo pobre que na época tinha, no máximo, 400 habitantes e teria sido educado entre os essênios em Monte Carmelo ao norte de Israel.
A arqueologia demonstra que os essênios detinham a mesma prática e terminologia semelhante ao cristianismo. João Batista pregava o que foi escrito pelos essênios nos manuscritos do Mar Morto. A interpretação correta dos textos históricos e a arqueologia estão trazendo surpreendentes revelações sobre este Jesus histórico. Uma destas revelações pode estar contida numa pequena caixa cor de areia encontrada em Jerusalém com inscrição feita em língua e caligrafia de 2.000 anos atrás. Ao lê-la em aramaico, da direita para a esquerda, como a maioria das línguas semitas, está escrito inicialmente Yaakov Bar Yosef, ou seja: Thiago filho de José e continua: Akui Yeshua, irmão de Jesus.
A tumba ou cripta de Talpiot descoberta em 1980, comportava dez ossuários, cinco continham inscrições com nomes ligados ao novo testamento como Maria, José e Thiago. A inscrição Marianne seria uma referência à Maria Madalena. Centenas destas criptas foram descobertas em Israel e muitas em Jerusalém devido a expansão da construção civil. Para os arqueólogos os símbolos na entrada da cripta de Talpiot sugerem que as pessoas ali enterradas eram reconhecidas como sábias ou sagradas. O ossuário onde se lê Marianne é o mais decorado de todos, o que pode ser um símbolo de status. Sabe-se que este tipo de sepultamento só foi usado por volta do século I da era cristã.
Combinando a Bíblia com textos apócrifos e os ossuários de Talpot, arqueólogos propõe como hipótese, uma árvore genealógica naqual Jesus tem irmãos, esposa e até um filho chamado Judas. O DNA coletado nos ossos de Jesus e Marianne mostram que eles não eram irmãos da mesma mãe e, estatisticamente, a chance de se encontrarem por acaso na mesma tumba, é de 1 em 600.
A morte deste Jesus nada teve haver com expiação de pecados, ele morreu porque sua pregação o colocou em choque com o imperialismo romano

O que todo criacionista deveria saber


Parte IX - História Cristã
Salomão
Quando se fala de Salomão torna-se muito difícil separar o que é verdade do que é lenda, sendo assim quase impossível se estabelecer os limites onde termina a verdade histórica e onde começa a lenda. Salomão era filho do Rei Davi que foi um dos maiores personagens da história dos hebreus e através dele, Deus estabeleceu a casa de Davi de onde viria depois Jesus Cristo. Davi cometeu dois grandes pecados contra Deus, adultério e homicídio, um para esconder o outro.
De acordo com as escrituras bíblicas, Salomão foi muito rico e inteligente, sua sabedoria se expandiu em muito as divisas do seu reino. Ficou muito conhecido por haver ordenado a construção do templo de Jerusalém no 4° ano de seu reinado exatamente no 480° ano após o êxodo de Israel do Egito. A tradição posterior imputaria à Salomão grande sabedoria e ao seu reino o status de época áurea. Ele é considerado dentro da tradição judaico/cristã como o homem mais sábio que já viveu até então. A Bíblia nos relata que no seu reinado diversos reis e governantes vinham a Israel fazer perguntas e receber conselhos do Rei Salomão incluindo a Rainha de Sabá. Salomão reinou entre 1009 e 922 aC durante o reinado do Faraó Psusenes I que foi o 3° Rei da XXI Dinastia Egípcia. Durante os séculos posteriores diversas obras de outros autores foram imputadas a Salomão para dar-lhes valor. Até o presente, à luz da arqueologia, não há qualquer comprovação ou mesmo indícios significativos capazes de conferir autenticidade histórica à figura do Rei Salomão nem que Jerusalém tenha sido, no século X AC, o centro de um reino amplo e próspero conforme descrito no livro dos Reis. Ademais, tendo sido Salomão um rei famoso por sua sabedoria e riqueza, era de se esperar que seu nome fosse referido por outros povos daquela região, sobretudo pelos fenícios de Tiro com quem o reino de Salomão manteve um intenso comércio.A ausência de qualquer achado arqueológico desta natureza parece indicar que Salomão é, na verdade, o símbolo de um passado glorioso, ainda que legendário, que a maioria dos povos apreciava se atribuir.

O que todo criacionista deveria saber


Parte VIII - História Cristã

Moisés

Segundo a maioria dos historiadores, Moisés foi um israelita adotado pela filha do Faraó Seth que foi o 2º Rei da XIX Dinastia Egípcia durante o período entre 1291 a 1278 aC. Ele, Moisés, foi criado por Thermuthis e educado na corte como um príncipe do Egito. Aos 40 anos, já sob o domínio de Ramsés II, Moisés é obrigado a fugir para o exílio a fim de escapar da pena de morte por haver assassinado um feitor egípcio.

Estudiosos acreditam que o período em que Moisés passou entre os egípcios serviu para que ele aprimorasse o conceito de monoteísmo criado pelo Faraó Akhenaton, Iº Rei da XVIII Dinastia Egípcia (1361 a 1300 aC), levando o conceito deste faraó revolucionário para o povo judeu.

Moisés, com 80 anos, conhecedor das leis e costumes dos egípcios, foi convidado, estimulado ou indicado para tirar o povo israelita da escravidão no Egito. Escravidão esta, iniciada na época de José durante a XVII Dinastia Egípcia há 250 anos. Moisés leva o povo judeu para o deserto, onde peregrinam por 40 anos, após abrir o mar Vermelho para sua passagem.

O 4º Rei da XIX Dinastia Egípcia, Menephat, faz referencia ao nome Israel não como uma tribo, mas como um país. Não faz alusão ao êxodo nem à escravatura de povos semitas.

Moisés morre aos 120 anos após avistar Canaã. Josué sucedeu-lhe como líder chefiando a conquista de territórios na Transjordânia e Canaã. Mesmo lendária, é a primeira invasão, infrutífera, de movimento sem terra.

terça-feira, 1 de junho de 2010

O que todo criacionista deveria saber

Parte VII - História Cristã

José

A história de José é uma das mais belas histórias bíblicas. Transcorre o ano de 1550 aC, o Alto Egito é governado pelo Faraó Taá II, primeiro rei da XVII Dinastia Egípcia, enquanto o Baixo Egito é governado por um Faraó Hicso denominado Apopi I.
José, o israelita, entrou no Baixo Egito como escravo. Fôra vendido, por seus irmãos aos ismaelitas e posteriormente a Potifar, que era capitão de guarda do Faraó Apopi I. Após decifrar um sonho do Faraó Hicso, José é promovido a chanceler, aprende a escrita egípcia e inicia a emigração israelita para o Baixo Egito. Inicia, também, sua escravidão.
Os povos nômades asiáticos não eram bem-vindos ao Egito que os consideravam, vagabundos das areias. Todos os povos oriundos da Ásia eram instalados no delta do Nilo para evitar acesso à parte rica e civilizada do País e, também, para evitar miscigenação com a população natural. Nestas vagas estariam os israelitas (tido como o povo de Deus).Os Hicsos acabaram sendo vencidos por Ahmés I, filho de Taá II, na XVIII Dinastia. É muito provável que José tenha morrido durante estes combates com Taá II ou em um conflito civil interno. A arqueologia não faz nenhuma referência a ele.

sábado, 22 de maio de 2010

O que todo criacionista deveria saber


Parte VI - História Cristã

Abraão

Abraão foi precursor de três grandes religiões; Judaísmo, Cristianismo e Islamismo. Tem sua origem em Ur na Caldéia e viveu entre os séculos XX e XVIII AC. Foi encontrado um contrato Babilônico com datação fixada entre os anos de 1.800 e 2.000 aC. É provável que seja do patriarca Bíblico, caso ele tenha existido.

Alguns acreditam que os ensinamentos de Melquisedeque teriam sido de grande importância para aquilo que as religiões têm transmitido hoje sobre Abraão. O que o antigo testamento registra são diálogos entre Abraão e Deus, mas há quem defenda a tese de que Melquisedeque teria tido uma presença maior na vida de Abraão como um verdadeiro mensageiro de Deus na terra. Visto que, Melquisedeque era um rei que não tinha ascendentes nem deixou descendentes, lhes eram atribuídos poderes Divinos. Há também aqueles que juram ser Melquisedeque e Cam a mesma pessoa.

Posteriormente os escribas encararam o termo Melquisedeque como sinônimo de Deus. O registro de tantos contactos de Abraão e Sara com os Anjos do Senhor podem referir-se as suas numerosas entrevistas com Melquisedeque. Sem evidências não há provas de existência.

Neste período floresceu a civilização Grega banhada pelo mar Egeu tendo no cotidiano a democracia, prostituição, escravatura e os jogos olímpicos. Se engrandeceram com seus filósofos e se orgulharam de seus autores.

Abraão era filho de Teráh, 10 gerações após Noé. Considerando que Noé teria vivido 350 anos depois do dilúvio, Abraão poderia ter convivido com ele. Sua história começa na cidade de Ur dos caldeus e segue em direção a Canaã. A partir daí a Bíblia relata diversas aventuras desconexas envolvendo Abraão, Sara e seu sobrinho Lot sempre realçando a nobreza do personagem e sua obediência a Deus

É preciso ter muita fé para acreditar que Abraão tenha sido uma figura histórica e não um personagem exaltado apenas por Moisés afim de explicar a origem do hebreus e motivar o êxodo de seu povo do Egito em direção a Canaã para concretizar as promessas de seu Deus.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

O que todo criacionista deveria saber


Parte V - História Cristã

Noé

Noé nasceu antes da I Dinastia e viveu durante 900 anos, alcançando a III Dinastia. Sobreviveu a 18 reinados de Faraós Egípcios e foi a 10ª geração após Adão.

A Bíblia diz que, Deus comandou Noé para construir um barco por sua inspiração, este barco salvaria Noé, toda sua família e todas as espécies de animais do dilúvio. A história do dilúvio, como todas as outras do velho testamento, não é um fato exclusivo da Bíblia. Esta história escrita por Moisés é similar a outras mais antigas, no entanto sua importância reside no fato de ser, a história do dilúvio, um marco entre duas formas de contar o tempo. O ano solar, baseados nas estações do ano ou, no caso, das cheia do Nilo e o ano lunar, baseados nas luas cheias ou nas marés de Sigízias. Este último explicaria a alegada longevidade dos lendários personagens Bíblicos. Tal história também pode ser observada entre os gregos antigos no mito do Deucalião.

Noé teve três filhos, Sem, Cam e Jafé, que entraram para a história como formadores de Nações e era adepto ao alcoolismo. A Bíblia atribui a origem Semita para Hebreus, Caldeus, Assírios, Persas e Sinos. Os Cananeus, Egípcios, Filisteus, Hititas e Amorreus eram descendentes de Cam e estabeleceram-se em Canaã, no Egito e na África. Já os descendentes de Jafé se estabeleceram na Europa e na Ásia Central, eram os Gregos, Trácios e Citas. Quando vários destes povos já existiam muito antes que o próprio Adão.

A Arca ou Safina está mais para um barco amazônida do que para um navio. Media 157m de comprimento, 26,2m de largura e 15,7m de altura dividida em três andares totalizando 64.580m³, portanto insuficiente para a acomodação de tantos animais e seus proventos para 300 dias. Ainda mais que Noé não jogou esterco ao mar.

A fé Bahäi, uma mistura de islamismo, hinduísmo e outras religiões, respeita a Arca e as inundações como figuras simbólicas. Nesta crença, apenas seguidores de Noé estavam espiritualmente vivos devido aos seus ensinamentos, enquanto os descrentes estavam espiritualmente mortos e aniquilados pela inundação. Outros já sugerem que a inundação foi, meramente, local e que a Arca foi, portanto, uma barcaça em vez de um navio como mostra Ron Wyatt em 1980. Foi encontrada uma tabuinha em Nipur, na Babilônia, com datação de 1.600 aC contando a história de uma devastadora inundação. Os sumérios também relatam uma história de dilúvio, muito antes dos Hebreus surgirem como povo.

Há muito se procura pela Arca de Noé como se existisse uma madeira que suportasse 5.000 anos de intempéries. Se a Arca de Noé fosse feita de pedra como as pirâmides, Harapa ou Mohenjo-Daro, já a teríamos encontrado, ainda mais com localização determinada.

A história de Noé começa com uma impostura, segundo a Bíblia Matusalém viaja ao encontro de Enoque para lhe narrar a revelação divina para o futuro feito de Noé. Enoque 106:13-17. Porém os judeus não aceitam os livros de Enoque e que Matusalém não poderia ter feito qualquer alusão a respeito de Noé a Enoque, pois este já não poderia ser encontrado muito antes do nascimento de Noé. Gênesis 5:21-29.

O que todo criacionista deveria saber


Parte IV - História Cristã
Criacionismo ou Design inteligente

O criacionismo condena o poligenismo ou seja, que teria existido vários casais que deram origem a todo o resto da humanidade. A igreja não condena a teoria da evolução pois a forma em que surgiu a matéria corpórea não faz parte do depósito de sua fé.
Ela deixa aberta esta discussão, desde que o fiel creia que em algum momento Deus concedeu ao homem, uma alma para o diferenciar de outros animais. O poligenismo não está em discussão visto que esta idéia não harmoniza com o pecado original que foi cometido apenas por um homem, Adão. Sendo assim, a igreja ensina que Adão e Eva são, verdadeiramente, os únicos pais da humanidade criados por Deus a quem ele concedeu uma alma. Havendo o desejo de tornarem-se como seu criador pecaram por desobediência e foram destituídos da graça santificante fazendo com que toda a humanidade caísse.
Esta graça, segundo o que ensina a igreja cristã, foi concedida novamente através do batismo. De acordo com a visão judaica, o homem ao ser criado a imagem e semelhança de Deus estaria sendo assim, um microcosmo das forças da criação. Esta imagem e semelhança é um arquétipo conceitual. Somente o homem, dentre todos os animais, apresenta atributos considerados divinos.
Metade da população mundial acha que as metáforas religiosas são fatos. A outra metade afirma que não. O resultado é que temos indivíduos que se consideram cristãos fiéis porque aceitam as metáforas como fato e outros que se julgam ateus porque acham que as metáforas religiosas são mentiras. Uma destas metáforas é Eva.
Originalmente o cristianismo era uma seita do judaísmo, abraçou a cultura, a história pagã e a metáfora da costela de Adão exemplifica o distanciamento do hebreus da religião cultuada entre os antigos.
A Arqueologia, paleontologia e antropologia estabelecem o aparecimento do homo Sapiens Sapiens há cerca de 160.000 anos, num período geológico muito recente, a partir da África no vale do Omo no sudoeste da Etiópia. A evolução biológica da espécie humana seria o resultado da adaptação do homo Erectus ao meio em que vivia. Desde então o homo Sapiens torna-se a espécie dominante do planeta.
Causas inteligentes são necessárias para explicar as complexas e ricas estruturas da biologia e que estas causas são empiricamente detectáveis. A bíblia nos diz, sem se preocupar com a impostura, que Deus criou Adão e Eva há 6.000 anos como se estivesse iniciando a criação da raça humana. O casal teve dois filhos sendo que um assassinou o outro e fugiu para a terra de Nod onde constituiu família. Tempos depois Deus dá outros filhos a Eva como prêmio pela perda dos primeiros.
O design inteligente é uma forma moderna do tradicional argumento teológico, para a existência de Deus, modificado para evitar especulação sobre a natureza ou identidade do criador por um processo não direcionado como a seleção natural. Mas continuam acreditando que este criador é o Deus dos cristãos.

sábado, 8 de maio de 2010

O que todo criacionista deveria saber

Parte III - Formação das Sociedades

A) Do Médio Imperio ao Cristianismo

2.200 aC – Os Príncipes de Tebas fundaram a XI Dinastia dos Mentuhotep dando início ao Médio Império que durou de 1.938 a 1.600 aC com capital em Tebas. Dá-se o apogeu da civilização do Vale do Indo com mais de 1.500 vilas e com algumas cidades amplas, bem planejadas com sistemas de drenagem e prédios sofisticados.

1.300 aC – Início da XIX Dinastia denominada Ramséssida fundada por Ramsés I que prosseguiu com seu filho Seti I e seu neto Ramsés II (O grande). Sob a égide destes dois monarcas o Egito prosperou e conheceu um esplendor inimaginável. As campanhas militares sucederam-se e o Egito se tornou a primeira potência do Médio Oriente e norte da África. Com a morte do filho de Seti II, Siptáh (1.193/1.187aC) extingue a linha dos Ramséssídas e finda a XIX Dinastia.

945-712 aC – A XXII Dinastia Egípcia demarca o início da decadência do novo império. Dos dez reis que governaram o Egito durante esta dinastia, seis eram Líbios e fizeram gastos militares excessivos arruinando o Egito. Em 620 aC dá-se a queda de Babilônia com seu rei Nabucodonosor. Babilônia que nos deu a matemática, a astronomia e a torre de Babel. Dá-se, também, o fim de Harapa e a Índia retaliada. Surge em cena o modelo político que anarquiza o país até hoje.

520 aC – A XXVII Dinastia Egípcia foi a dinastia naqual o Egito foi anexado ao gigantesco Império Persa da Dinastia Aquemênida pelo então Faraó Cambises II que herdou do seu pai, Ciro II, um império jamais visto.

380 aC – A XXX dinastia é considerada a ultima Dinastia Egípcia pura a reinar sobre as terras do antigo Egito e também foi a ultima a manter o Egito como uma entidade independente,

332 aC – Alexandre, o grande, toma o Egito sem luta e inicia o período Macedônico que dura até 304 aC.

A história do Egito faraônico deveria ter terminado em 332 aC, quando o País foi conquistado pelos Gregos ou em 30 aC quando teve seu ultimo Faraó. Mas o Egito faraônico só termina quando o Basileu Bisantino Justiniano mandou fechar, em Filae, o ultimo templo de Isis e da religião original dos Egípcios em 550 dC. É neste período que a Núbia pagã se converte ao cristianismo.

O cristão Egípcio denominado Copta tem suas próprias interpretações da Bíblia, identificam Jesus como Deus não como trindade, possuem seu patriarcado em Alexandria. Igreja que nasceu da pregação de Marcos, o santo. Já em 642 dC os muçulmanos conquistaram o Egito e trouxeram consigo o islamismo. Os muçulmanos não forçaram a conversão dos Egípcios, mas beneficiaram os que seguiam Maomé com baixos impostos.

Poucos Países no mundo possuem uma história tão complexa e interessante quanto o Egito que foi faraônico, Greco-Romano e Muçulmano.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

O que todo criacionista deveria saber


Parte ll – Formação das sociedades

A) Do final do período Solutriano à idade da pedra.

Partindo da premissa de que, segundo os criacionistas, o Universo fora criado há 6.000 anos aproximadamente, triplicaremos esta data para analisarmos o que a ciência, através de suas pesquisas, prova com evidencias, o que tem acontecido desde há 18.000 anos.
- 18.000. No período Magdaleniano a população humana do vale do Nilo multiplica-se com velocidade devido a caça de grandes animais, inclusive mamutes, fósseis indicam o consumo de 250 gramas de carne ao dia. Usavam lampiões que queimavam óleo animal. No vale do Indo já existia civilização com cidades esplendorosas, Harapa e Mohenjo- Daro.
- 14.000. Período Mesolítico. Gigantesco cataclisma sacode a Ásia Central destruindo o império Rama e suas cidades.
Os Arianos chegam a Creta. Afundamento parcial de Atlântida restando apenas uma ilha, Poseidonis. O dilúvio varre o império Uighur da face da terra com ondas gigantescas em direção sul/norte. Este dilúvio é relatado em 85 lendas diferentes, ao mesmo tempo elevam-se as montanhas do Himalaia e do Afeganistão.Pesquisadores já encontraram fósseis de animais marinhos nos taludes do Himalaia. Arianos partem para colonizar o Egito.
- 9.564. Submersão final da ilha de Poseidonis citada por Platão. Consolida-se a predominância do Homo Spiens Sapiens sobre todos os animais e outros hominídeos.
- 7.800. Surge o primeiro esboço de uma cidade organizada (Jericó), colhem grãos, abatem bovinos, caprinos, porcos e orquídeas para alimentação.
- 6.800. Cidade de Çatai Hüyük na Turquia sem ruas definidas e casas sem portas.
- 6.000. Início da idade do cobre, criação de gado, cultivo de grãos e, também, o desenho rústico.

.500 ou 3.500aC – Tem início o período pré Dinástico no Egito com seus três primeiros Faraós, Ro,Ká e Hórus que se intitulavam divindades e formaram a Dinastia Zero.

3.500 aC - Os homens começam a guerrear entre si, fato inédito até então.Traz a aceleração do progresso e cessa o nomadismo. O Faraó Menes, Rei da I Dinastia unifica o Baixo e o Alto Egito numa só Nação. Fundação das cidades hieráticas da Suméria.

2.690 aC – Inicia-se o Império Antigo formando a III Dinastia com capital em Mênfis. O Rei Djose 2° Faraó desta Dinastia projeta a pirâmide em degraus. Erguem-se as pirâmides de Queóps, Quéfren e Miquerinos Faraós da IV Dinastia e a Esfinge de Gisé. Dá-se através da arte, o maior esplendor da civilização Egípcia. Nesta mesma época em que o Egito, Mesopotâmia e China começam a esbanjar desenvolvimento e a ocupar o centro do mundo, os harapianos florescem no Vale do Indo dominando técnicas inimagináveis para aquele período da história.

2.350 aC – Com a VI Dinastia Pepi II multiplica a imunidade concedida aos nobres. Os chefes dos Nomos se tornam mais independentes e desaparece o poder centralizador dos Faraós. Nitócris, a primeira mulher a governar o Egito foi o último Faraó da VI Dinastia.Ocorre a afirmação do Clero em Heliópolis, passando os reis a se considerarem filhos do Deus Ré. Após longas lutas internas que marcaram o fim do Antigo Império, o Egito entra em decadência.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

"O que todo criacionista deveria saber"


Parte I - Noção de grandezas
A) Sobre a Via Láctea.
B) Comparações à velocidade da luz.
C) Importância da Terra no contexto.
O filósofo Grego Demócrito (450-370 aC) foi o 1º a propor que a Via Láctea era composta por estrelas distantes. A prova disto se deu em 1610 quando Galileu Galilei usou um telescópio para estudá-la e descobriu que ela era composta de um número incalculável de estrelas.
A Via Láctea, onde está localizado o nosso sistema solar, é uma estrutura constituída por cerca de duzentos bilhões de estrelas, segundo algumas estimativas. Ela descreve como um todo, um movimento de rotação. Seus componentes, núcleo, bulbo, central, disco, braços espirais, componente esférico e o halo, não se deslocam à mesma velocidade. As estrelas que estão a uma distância maior do centro movem-se a velocidades mais baixas que as mais próximas.
Nosso Sol descreve uma órbita quase circular (elipsóide), sua velocidade relativa ao universo gira em torno de 225 Km/s e seu período de revolução é de, aproximadamente, duzentos milhões de anos.

Em 1917 o Astrônomo Harlow Shapley realizou o primeiro cálculo, provado posteriormente, das reais dimensões da Via Láctea. O Sol se situa a 30.000 anos/luz do seu centro galático o qual tem 100.000 anos/luz de diâmetro. Os corpos que, aparentemente, havia em órbita desta, Edwin Hubbler provou serem outras galáxias.

A Via Láctea está inserida num grupo local de galáxias que é constituído por trinta outras. As principais são Andrômeda(a de maior dimensão) e a Via Láctea (a mais maciça) separadas entre si por meros 2,6 milhões de anos luz.

O sistema solar está inserido no terço médio de um dos quatro braços principais da Via Láctea, o braço de Órion e é composto pelo sol e seus planetas: Mercurio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. O Sol é 372.946 vezes maior que a Terra que tem, aproximadamente, 12.500 km de diâmetro e está a uma distância de 149.597.870 Km. Viajando na velocidade da luz (300.000 km/seg) se gasta “longos” 8,5 minutos.

Para melhor entendimento, se o Sol fosse representado por uma bola de futebol com 22,0 cm de diâmetro, nesta escala a Terra ficaria a 23,6 m de distância e seria uma bolinha de vidro com apenas 2,0 mm de diâmetro. Na mesma escala a estrela mais próxima, a Próxima Centauro, estaria do Sol 6.332 km.

Um grão de areia do deserto de Saara representa bem mais para a Terra, do que ela própria representa neste contexto.

Lula, minha anta

Nas primeiras décadas do século XX a devoção à pátria unia tanto ditadores de esquerda quanto da direita como o comunista Stálin e o nazista Hitler em busca da autêntica raiz da pátria. As nações valorizavam o folclore e as músicas populares.
Quando o Brasil conheceu estas tendências os escritores entenderam que a raiz autêntica do Brasil era o caboclo, o mestiço, o popular. Era preciso defender a raça brasileira assim como Hitler defendia os arianos. O partido de ultra direita exalta o caboclo, representante legítimo do povo brasileiro.
O pintor Almeida Junior em vez de retratar cenas de momentos ilustres da pátria, ele preenche suas telas com cenas simples e humildes como o caipira tocando viola na janela de sua casa. Guilherme de Almeida participou da semana da arte de 1922 e divulgou o movimento verde-amarelismo ou escola de anta. Defendia, sem ironia, a anta como símbolo nacional.
Quase um século depois, o Brasil figura entre as trinta maiores economias do planeta, participa ativamente de todas as atividades científicas mundiais, é auto-suficiente na produção de alimentos e energia e só agora conseguimos ser representados por uma anta.

Atavismo

Atavismo significa o ressurgimento das características de um certo animal ancestral. Se são regressões genuínas e aparecem em todos os tipos de animais, como ficam os humanos? Separamo-nos dos primatas há seis milhões de anos e nos desenvolvemos rapidamente neste período. Nossos dedos e palmas ficaram menores e nossos dedões maiores e mais flexíveis. Perdemos grande parte da pelagem e ganhamos mais glândulas sudoríperas. Tornamo-nos bípedes, desenvolvemos nossa linguagem e aprendemos habilidades cognitivas distintas, apesar de alguns de nós ainda agirem como macacos. Atavismo?
Algum de nós temos caninos maiores, remanescentes das presas dos chimpanzés e Darwin viu isto como um sinal de regressão. Uma teoria sugere que isto seria o resultado de uma estrutura social diferente na qual os machos lutariam mais pelas fêmeas. Alguns cientistas falam que ter partos gêmeos ou trigêmeos é uma regressão ao tempo em que mamíferos pariam grandes ninhadas. Algumas mulheres herdaram a tendência de ter gêmeos não idênticos que se formam quando os óvulos são liberados e fertilizados individualmente. Atavismo?
Um fator relacionado à genética dos indivíduos delinqüentes é o fator XYY ou seja, a existência de mais de um cromossomo Y, responsável pela característica masculina. Os cientistas não podem precisar sobre a natureza deste fenômeno, exceto dizer que o mesmo pode ser encontrado na maioria dos presídios, em especial em delinqüentes cujo meio nunca proporcionaria a formação de um criminoso. Atavismo?
Cesare Lombroso (1835 - ??), destaca que sua teoria do delinqüente nato foi formulada com base em resultados de mais de 400 autópsias e 6.000 análises de delinqüentes vivos. Lombroso aponta as seguintes características corporais para o homem delinqüente:


Protuberância occipital, órbitas grandes, testa fugidia, arcos superciliares excessivos, zigomas salientes, prognatismo inferior, nariz torcido, lábios grossos, arcada dentária defeituosa, braços excessivamente longos, mãos grandes, anomalias nos órgãos genitais, polidactilia, orelhas grandes e separadas. As características anímicas segundo o autor são: insensibilidade a dor, tendência a tatuagem, cinismo, vaidade, falta de senso moral, preguiça excessiva e caráter impulsivo. Atavismo?


ATAVISMO É VOTAR EM DILMA.


domingo, 18 de abril de 2010

O pouco nos satisfaz

"Já discutimos sobre o combustível biodíesel. Falta chegarmos ao ponto G".
"País nenhum tem tanta experiência sobre o ponto G da energia alternativa quanto o Brasíl".
O Lulalá ainda não descobriu o que é nem onde encontrar o ponto G, se minerando, vegetando ou fornicando a classe média. Em reunião com integrantes do grupo BRIC ele se descompôs trajando esporte e se comportou como uma barata tonta dentro de um galinheiro. O Brasil é o País que elege um bode e um macaco a vereadores e um índio a Deputado Federal e pode, muito bem, eleger um Presidente que mente, não sabe de nada, inaugura promessas, faz jogo sujo por bravatas assumidas e se vê, sem vergonha alguma, cercado por bandidos que se julgam necessários.
Ele age como um Robin Hood sul americano e enxerga o mundo como um guerrilheiro trapalhão dividindo-o entre pobres bons e ricos maus. Ele se tornou um símbolo de uma classe que não tem apreço por cultura nem por trabalho e, ainda por cima, mal informada. A estes ele representa muito bem.
O Brasil é isto: um país corrupto na essência, acomodado para gerar mudanças. O pouco nos satisfaz.
"Possivelmente, o cidadão que votou em mim ainda não tem consciência do gesto dele".
3/9/2004 - Falando para empresários na inauguração de uma fábrica em Osasco (SP).

sábado, 3 de abril de 2010

A corrida para o norte


Esta, entre outras, foi uma propaganda enganosa e intempestiva que induziu meu pai a se deslocar do norte do Espírito Santo em direção ao norte do País, a Amazônia.Natural da Bahia, iniciou se pioneirismo por Montanha (ES) em 1948, já estava, neste município, estabilizado e estruturado como fazendeiro quando, em 1966, o lema “Integrar para não entregar” inflou seu ego de desbravador. Deu-se aí, sua aventura rumo ao norte levando consigo familiares, amigos e correligionários. Tradicionalmente pecuarista de caráter ilibado, sonhava em desenvolver, iniciando por Rondon do Pará, sua principal atividade e assim tentou fazer dando substancial contribuição política, econômica e cultural ao Estado escolhido, que em sua ótica era uma partitura perfumada e colorida. Mas a Amazônia com seu comportamento ímpar, não aceitando intervenções se fingiu de mouca. Aceitou seu tributo mas não lhe devolveu a dádiva. Laurindo Macedo não veio para a Amazônia como madeireiro, garimpeiro ou um aventureiro qualquer. Faleceu em Belém (PA) aos 92 anos no mês de agosto de 2009 sem colher os louros sonhados. Não fosse pela sua descendência, sua corrida para o norte teria sido um verdadeiro fiasco. Para alguns, a Amazônia foi madrasta.
Valeu!.. velho Lau. Seu legado será sempre motivo de orgulho.

“ ... e aqueles que foram vistos dançando, foram julgados insanos por aqueles que não podiam ouvir a música.” Nieztsch.

A carne na semana santa

Os Russos começaram a cultivar os girassóis americanos por motivos religiosos. Durante a quaresma e o advento, o uso do óleo para cozinhar era proibido pela igreja ortodoxa. Convenientemente, ou por razões que eu também, desconhecedor que sou das sutilezas da teologia, não tenho a pretensão de penetrar, o óleo da semente de girassol era considerado isento de tal proibição.

Talvez por ser uma planta do “novo mundo”, o girassol não era mencionado, explicitamente, na Bíblia. A crença, através da hipocrisia, dando uma mãozinha na economia.

Na América do Sul, a capivara (uma espécie de porco-da-índia gigante) era considerada um peixe honorário para os propósitos da dietária católica para a sexta feira santa presumivelmente porque este animal vive na água e não adentrou na arca de Noé.

Segundo a escritora de gastronomia Dóris Reynolds, gourmets franceses católicos descobriram uma brecha que lhes permitiam comer carne às sextas-feiras santas. Baixar um pernil de carneiro num poço e pescá-lo.

Se enganam ou pensam que seu Deus é fácil de ludibriar ou perde os poderes na santa semana.

Leiam mais em “ O maior espetáculo da terra” de Richard Dawkins.

domingo, 28 de março de 2010

A lenda dos Hebreus

Tenho o hábito de ler a Bíblia em meio a outros temas como evolucionismo, ciência e história. Através da leitura do manuscrito do Mar Morto, passei a entender a história dos Hebreus, que para mim tem tanta importância quanto a lenda dos Nibelungos ou as Valquírias.
Os Hebreus eram nômades, habitavam as montanhas e os desertos às margens do Crescente Fértil (Vale do Nilo). Eram coletores e caçadores, cultivavam agricultura de ciclo curto, cuidavam de animais e o couro era de suma importância para sua proteção e vestuário. Eram orgulhosos mas pacíficos, adotavam a escravidão mas não aceitavam seu jugo. Eram polígamos mas celebravam o casamento e enterravam seus mortos em cavernas. Seus mitos e lendas eram transmitidos, de geração para geração, através da autoridade de seus anciãos por desconhecerem a escrita. Por serem uma miscigenação de excluídos, eram apátridas e não conheciam suas origens. Quando desciam para os vales,eram hostilizados ou facilmente escravizados.
Há 4.000 ou 5.000 anos, na época da construção das pirâmides, já era substancialmente grande o número de Hebreus escravizados pela dinastia dos Faraós. Segregados, humilhados e torturados, alimentavam a esperança de um iluminado porvir.
Alguns já dominavam a escrita e começaram a construir sua própria história. Criaram uma genealogia descendente de um Deus único com seus Reis, rainhas, profetas, mitos, lendas, direitos e deveres. Descendiam com exclusividade de um ser que era, também, o criador do seu próprio universo e fomentaram esta crença com doações altruístas. A sociedade dos Hebreus passou a funcionar através de conceitos morais.
Uma bela história, não fosse pela intromissão de Constantino (O grande).

Você sabe o que é HOMEOPUNTURA?

É o ato de misturar homeopatia com acupuntura. Estratégia de tratamento que está, lentamente, entrando nas clínicas do mundo todo. Sua técnica consiste em mergulhar as agulhas da acupuntura em remédios homeopáticos antes da sua inserção.
A homeopuntura aparenta ser apenas uma maneira de “injetar” remédios homeopáticos através da acupuntura, contradizendo a idéia do inventor da homeopatia que seus medicamentos eram ministrados somente por via oral.
Por um lado, o bom; irá diminuir o nível de infecção por acupuntura se o diluente usado for o álcool. Por outro, o ruim; como os remédios homeopáticos não são preparados em condições estéreis, fervam os que forem à base de água e coloque as agulhas dentro.
Homeopatia não funciona, acupuntura não funciona e os dois juntos, muito menos. Homeopuntura? Eu héin! He,he,he...

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Um curral chamado Brasil

Estamos no país das supostas minorias onde há uma verdadeira minoria que produz, sem proteção ou lei alguma e com elevada carga tributária, gerando impostos para beneficiar uma real maioria que vota encabrestada e, por isso, recebe cesta básica, cheque cidadão, Pronaf, auxílio moradia, auxílio maternidade, bolsa escola e até o auxílio reclusão.
Isto quer dizer que nosso imposto financia o nascimento, alimenta, veste e aposenta o pária mesmo se ele for para a prisão por ter roubado e assassinado um filho nosso. Nós pagamos a conta, mas o mesmo direito não nos é assegurado. As leis são feitas por eles.
Estou escrevendo isto na mesma semana que assisto a uma reportagem acusando bancos oficiais de levarem a leilão pequenas propriedades rurais cujos donos não conseguiram saldar suas dívidas.
Eu disse: “bancos oficiais”. É o capitalismo! Este mesmo capitalismo que financia, a fundo perdido, os integrantes do MST a cometerem todos os tipos de violência no campo.A lei que rege a punição dos colonos, é a mesma que os torna inimputáveis quando são”companheiros”.

“ A hora mais escura é a que precede a aurora e esta hora, ainda não chegou”.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Os 10 mandamentos da auto destruição


Extraí estas citações do sumário do livro “As 48 leis do poder” de Robert Greene, editado pela Rocco com orientação para administração e negócio ao invés de autodestruição. Não li, nem aconselho ninguém a fazê-lo. Gaste seu dinheiro com algo proveitoso, mas se quiser arriscar esqueça tudo o lhe foi ensinado por seus pais e sua crença e bom proveito.

Selecionei 10 mandamentos que estão na seqüencia para você se tornar, com certeza, um:

1.Pária

2.Solitário

3.Mau caráter

4.Preconceituoso

5.Egoísta

6.Dissimulado

7.Tirano

8.Idiota

9.Hipócrita

10.Asno

São eles:

1. “Não ofusque o brilho do seu mestre”.

-Faça sempre com que as pessoas acima de você se sintam, confortavelmente, superiores. Não exagere seus próprios talentos. Faça com que seus mestres pareçam mais brilhantes do que são na realidade.

2. “Não confie demais nos amigos. Aprenda a usar os inimigos”.

-Cautela com os amigos, eles o trairão mais rapidamente pois são com mais facilidade levados a invejá-lo. Contrate um inimigo e ele será mais fiel que um amigo por ter mais a provar. Se você não possui inimigos, descubra um jeito de tê-los.

3. “Faça os outros trabalharem para você, mas sempre fique com o crédito”.

-Use a sabedoria, o conhecimento e o esforço físico dos outros em causa própria. Isto lhe ajuda a economizar tempo e dará uma aura divina de eficiência. No final seus ajudantes serão esquecidos e você será lembrado. Não faça você mesmo, o que outros possam fazer por você.

4. “Contágio. Evite o infeliz azarado”.

-A miséria alheia pode matar você. Estados emocionais são tão contagiantes quanto às doenças. Quando você ajuda um infeliz que se afoga, pode estar precipitando seu próprio desastre. Eles, às vezes, provocam sua própria infelicidade. Associe-se aos felizes e afortunados.

5. “Aprenda a manter as pessoas dependentes de você”.

-Faça com que as pessoas dependam de você para serem felizes e prósperas. Não lhes ensine o bastante a ponto de poderem se virar sem você.

6. “Ao pedir ajuda, apele para o egoísmo das pessoas, jamais para sua misericórdia ou gratidão”.

-Se precisar pedir ajuda a um aliado, não se preocupe em lembrar a ele sua assistência ou boas ações no passado. Ele irá ignorar. Revele algo em sua solicitação ou aliança que o beneficiará e exagere na ênfase. Ele reagirá entusiasmado se notar que pode lucrar com isto.

7. “Mantenha os outros em estado latente de terror, cultive uma atmosfera de imprevisibilidade”.

-Os homens são criaturas de hábitos com uma necessidade insaciável de ver familiaridade nos atos alheios. A sua previsibilidade lhes dará um senso de controle. Seja deliberadamente imprevisível, o comportamento que parece incoerente ou absurdo os manterá desorientados e eles vão ficar exaustos tentando explicar seus movimentos. Levada ao extremo, esta estratégia pode intimidar e aterrorizar.

8. “Faça-se de otário para pegar os otários. Pareça mais bobo do que o normal”.

-Ninguém gosta de se sentir mais idiota do que o outro. O truque, portanto, é fazer com que sua vítima se sinta esperta ou, mais esperta do que você. Uma vez convencida disto, ela jamais desconfiará que você possa ter segundas intenções.

9. “Evite manter uma forma definida.”

-Ao assumir uma forma você tem um plano definido e se expõe ao ataque. Mantenha-se maleável e em movimento. Aceite o fato de que nada é certo e nenhuma lei é fixa. A melhor maneira de se proteger é ser tão fluído e amorfo como a água. Não aposte na estabilidade ou na ordem permanente. Tudo muda.

10. “Evite seguir as pegadas de um grande homem”.

-O que acontece primeiro parece melhor e mais original do que o que vem depois. Se você substituir um grande homem ou um pai famoso, terá de fazer o dobro do que eles fizeram para brilhar mais do que eles. Não fique perdido na sombra deles ou preso a um passado que não foi obra sua. Estabeleça o seu próprio nome e identidade mudando de curso. Mate o pai dominador, menospreze seu legado e conquiste o poder com sua própria luz.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

O paralelismo do nosso universo


Em nossa concepção os eventos são lineares, acontecem em fila, um após o outro. Isto porque estamos regidos pelo tempo e ele não é causa nem efeito, apenas uma medida de duração do movimento dos corpos num espaço. Espaço é a distancia entre dois ou mais pontos e para que se possa medir o tempo neste, é necessário haver matéria. Este espaço-tempo é medido por nós exclusivamente para nós. Um dia só é um dia e tem vinte e quatro horas no nosso espaço gravitacional e tridimensional da terra. O correlacionamento entre espaço, tempo e peso é exclusivamente nosso e aqui no nosso habitat. Nossas medidas tem suas equivalências como exemplo: ao nível do mar e a quinze graus centígrados de temperatura, a aresta de um cubo que acomoda mil litros de água, mede exatamente mil milímetros e esta água acomodada pesa mil quilos.
Como a terra forma uma circunferência ao longo da Linha do Equador, fato ainda não desmentido pela inquisição católica, foi determinada outra equivalência espaço-tempo, a hora, o metro e a divisão da circunferência em graus, minutos e segundos. Conhecemos somente três dimensões.
Todas estas equivalências são obsoletas fora da estratosfera. Lá uma hora não é uma hora, um quilo não é um quilo e um metro dispensa comentários.
Algumas instituições científicas e alguns pensadores que usam boa parte do primeiro décimo da sua capacidade intelectual já estão preocupados com o nosso próximo futuro evento. O colapso de todo o sistema global. Fala-se muito das pesquisas feitas no afã de obter energia fora do nosso espaço-tempo, o cosmo. Estudam a energia escura, que é bem mais forte que a clara (luz solar), como aproveitar a energia gravitacional sabendo que ela é a única força conhecida que deforma o espaço e o tempo. Será possível usar a força da gravidade para fazer viagens ao tempo? Por qual caminho? Buracos de minhocas num universo curvo? E sobre a existência do universo paralelo, qual a sua fonte de energia? Seus eventos também são lineares e vão para o futuro assim como o nosso? E se forem de mão dupla, ora para o futuro, ora para o passado? E se conhecermos outras dimensões? São tantas as perguntas.
Acho que já está na hora de usarmos nossa inteligência adormecida durante séculos de submissão e começarmos a ter noções de grandezas. Está na hora de deixarmos de pedir a outrem que façam por nós e assumir responsabilidades.
A natureza tem suas razões por haver criado castas com capacidades intelectuais diferentes. Vivemos como se existissem trilhos a serem seguidos com certo paralelismo só que com velocidades diferentes.
Existe um ínfimo número de humanos que raciocinam com extrema velocidade e acreditam que podem descobrir maneiras de melhorar nossa existência. São cientistas, médicos, engenheiros e existem outros que viajam a velocidades menores e executam, aproveitam e muitas vezes até ajudam a melhorar estas descobertas. São os que acreditam no futuro e tem a mente aberta ao conhecimento. Mas uma esmagadora maioria se esqueceu de evoluir e continua sem fazer uso do intelecto. Suas crenças são lendas improváveis que ditam seus comportamentos e determinam suas reações emocionais.Se põem imóveis sobre os trilhos da evolução, cultuam o passado e temem um catastrófico futuro. Não sabem que um é conseqüência do outro e não aprenderam que a melhor maneira de prever o futuro é criá-lo. Não sabem, não procuram saber e odeiam quem sabe. Formam um universo paralelo com outras filosofias e outros procedimentos levando-os do nada a lugar nenhum. Negam a participação neste contexto porque já se julgam inquilinos de um paraíso após sua morte,confirmando a teoria de que é mais fácil crer do que pensar.

Distração


O Bernardo era um jovem Geólogo que prestava serviços para uma multi-nacional em regime de folgas no interior do estado, era casado com Helena, formavam um casal bonito e apaixonado. No entanto, por culpa da sua alta taxa de testosterona, o Bernardo gostava de pular a cerca.

Numa destas folgas programada para sexta feira, o Bernardo, via telefone, combina o final de semana com uma tremenda gata. E não deu outra! Bernardo lavou a égua.

Às 11:00 da manhã de domingo, chegando em frente ao edifício onde mora, Bernardo reconhece Helena

acompanhada da mãe, sua sogra, saindo pela portaria do prédio. Ele estaciona o carro na calçada e com cara de cachorro sem dono beija Helena, perguntando:

-O que houve? Vim às pressas para o almoço na casa da sua mãe. Porque ela está aqui?

Helena passa a mão pela cintura de Bernardo e chorosa responde:

-Minha mãe passou mal e ontem eu a trouxe comigo. Agora ela está ruim de novo e eu estou indo para o hospital com ela.

O Bernardo, afável, se interessa:

-Mas... o que ela sente?

É a velha quem responde balbuciando:

-Dói tudo, até os dedos dos pés.

O Bernardo, já conduzindo as duas para seu carro, retruca:

-Doença de sogras. Deve ser leptospira ou toxoplasmose, vamos a um especialista.

Seguem rumo ao hospital;

Bernardo conduzindo, Helena ao seu lado e a velha, refestelada no banco trazeiro como se estivesse em sua casa. Em dado momento, o Bernardo vê um sapato tipo Anabela entre seu banco e o da Helena, bem ao lado do freio de estacionamento. Deu ¨um branco¨ no Bernardo e seu coração foi de zero a cem em dois segundos. Tentou manter a calma e deu um pequeno golpe no volante dizendo para Helena:

-Acho que temos um pneu furado. O carro está balançando, vou aguardar o próximo sinal vermelho e aí você abre sua porta e, sem sair, verifique os pneus do seu lado, tá?

E assim fizeram. Enquanto Helena se curvava para verificar os pneus, o Bernardo, rapidamente, trocava o sapato de lugar, podo-o entre seu banco e a porta. O sinal muda de cor, dando pista livre para Bernardo, enquanto Helena fecha a porta dizendo:

-Do meu lado, está tudo azul com bolinhas da mesma cor.

Bernardo continua tenso, com respiração ofegante e diz:

-Então o problema está do meu lado. Vou verificar, no próximo sinal.

Bernardo parou no sinal, abriu a porta e esmagou o sapato com a mão direita e a língua entre os dentes jogando-o sob o carro. fechou a porta e sem uma palavra segurou o volante com as duas mãos. Pôe fim ao filme de terror que passava em sua mente e sem se aperceber dá um longo suspiro. Helena, sem entender, comenta:

-Há algum problema?

Bernardo solta o resto de ar dos pulmões e diz:

- Não. O que poderia ser já foi sanado.

Chegando ao hospital são recebidos por familiares, que já os aguardavam, enquanto Helena tenta ajudar sua mãe a sair do veículo e encontrando resistência, retruca:

-Mãe...Essa não!. Medo de médico, agora, não!..Não e não.

A velha responde para a filha:

-Não é nada disso. Posso estar com leptospirose,toxoplasmose ou seja o diabo que fôr, mas doida não.

Cadê o meu sapato?

Ninguém viu a cara do Bernardo.