sábado, 6 de fevereiro de 2010

O paralelismo do nosso universo


Em nossa concepção os eventos são lineares, acontecem em fila, um após o outro. Isto porque estamos regidos pelo tempo e ele não é causa nem efeito, apenas uma medida de duração do movimento dos corpos num espaço. Espaço é a distancia entre dois ou mais pontos e para que se possa medir o tempo neste, é necessário haver matéria. Este espaço-tempo é medido por nós exclusivamente para nós. Um dia só é um dia e tem vinte e quatro horas no nosso espaço gravitacional e tridimensional da terra. O correlacionamento entre espaço, tempo e peso é exclusivamente nosso e aqui no nosso habitat. Nossas medidas tem suas equivalências como exemplo: ao nível do mar e a quinze graus centígrados de temperatura, a aresta de um cubo que acomoda mil litros de água, mede exatamente mil milímetros e esta água acomodada pesa mil quilos.
Como a terra forma uma circunferência ao longo da Linha do Equador, fato ainda não desmentido pela inquisição católica, foi determinada outra equivalência espaço-tempo, a hora, o metro e a divisão da circunferência em graus, minutos e segundos. Conhecemos somente três dimensões.
Todas estas equivalências são obsoletas fora da estratosfera. Lá uma hora não é uma hora, um quilo não é um quilo e um metro dispensa comentários.
Algumas instituições científicas e alguns pensadores que usam boa parte do primeiro décimo da sua capacidade intelectual já estão preocupados com o nosso próximo futuro evento. O colapso de todo o sistema global. Fala-se muito das pesquisas feitas no afã de obter energia fora do nosso espaço-tempo, o cosmo. Estudam a energia escura, que é bem mais forte que a clara (luz solar), como aproveitar a energia gravitacional sabendo que ela é a única força conhecida que deforma o espaço e o tempo. Será possível usar a força da gravidade para fazer viagens ao tempo? Por qual caminho? Buracos de minhocas num universo curvo? E sobre a existência do universo paralelo, qual a sua fonte de energia? Seus eventos também são lineares e vão para o futuro assim como o nosso? E se forem de mão dupla, ora para o futuro, ora para o passado? E se conhecermos outras dimensões? São tantas as perguntas.
Acho que já está na hora de usarmos nossa inteligência adormecida durante séculos de submissão e começarmos a ter noções de grandezas. Está na hora de deixarmos de pedir a outrem que façam por nós e assumir responsabilidades.
A natureza tem suas razões por haver criado castas com capacidades intelectuais diferentes. Vivemos como se existissem trilhos a serem seguidos com certo paralelismo só que com velocidades diferentes.
Existe um ínfimo número de humanos que raciocinam com extrema velocidade e acreditam que podem descobrir maneiras de melhorar nossa existência. São cientistas, médicos, engenheiros e existem outros que viajam a velocidades menores e executam, aproveitam e muitas vezes até ajudam a melhorar estas descobertas. São os que acreditam no futuro e tem a mente aberta ao conhecimento. Mas uma esmagadora maioria se esqueceu de evoluir e continua sem fazer uso do intelecto. Suas crenças são lendas improváveis que ditam seus comportamentos e determinam suas reações emocionais.Se põem imóveis sobre os trilhos da evolução, cultuam o passado e temem um catastrófico futuro. Não sabem que um é conseqüência do outro e não aprenderam que a melhor maneira de prever o futuro é criá-lo. Não sabem, não procuram saber e odeiam quem sabe. Formam um universo paralelo com outras filosofias e outros procedimentos levando-os do nada a lugar nenhum. Negam a participação neste contexto porque já se julgam inquilinos de um paraíso após sua morte,confirmando a teoria de que é mais fácil crer do que pensar.

Nenhum comentário: