quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Onde iremos?

A ciência evidencia a existência do homem com datação aproximada de 50.000 anos, ou seja: 800 gerações de 60 anos. Vivemos nas cavernas por 700 destas gerações e só nos diferenciamos de outros animais similares devido a transferência de conhecimentos através de guerras, conquistas, derrotas, erros e acertos. Somente durante as 70 últimas gerações foi possível haver uma comunicação efetiva entre uma geração e outras porque a escrita favoreceu isto.

Durante estas 70 últimas gerações ocorreram vários conflitos entre a evolução e o fundamentalismo religioso (principalmente o cristão) causando um substancial atraso no desenvolvimento. A esmagadora maioria dos bens materiais e o IDH conquistado, ocorreram durante as duas últimas gerações. Este avanço tecnológico pode estar gerando um choque inter cultural ou inter racial devido a desumanização pela tecnologia, ou a alienação pela arrogância contra o analfabetismo, o fundamentalismo ou outras mazelas sociais geradas pela involução.

Enquanto aceleramos uma partícula a 99% da velocidade da luz, convivemos com altas taxas de analfabetismo chegando a sermos presididos por um apedeuta. Enquanto desenvolvemos uma agricultura operada por máquinas guiadas por GPS com tecnologia RTK, damos esmola a famintos de várias nacionalidades através de programas governamentais. Enquanto pesquisamos o universo num raio de 12 milhões de anos luz, convivemos com fundamentalistas que acreditam irem para o céu tendo direito a 70 virgens para seu deleite. Enquanto pesquisadores cientistas escavam fósseis humanos com datação confirmada de 30.000 anos, temos populações inteiras de países do terceiro mundo acreditando que o homem foi “criado” a 6.000 anos e se matam em defesa da teoria improvável.

Estas diferenças sociais e culturais aumentam em progressão geométrica e chegará o dia em que os que não têm, não podem e nem são, nascerão com ódio dos que têm, são ou podem. Também por serem uma minoria inalcançável. Desculpem-me se me incluo nesta minoria e me fiz odiar.

2 comentários:

Mariani Lima disse...

Oi, Passando para agradecer sua visita e comentário lá no blog.
Li seu texto e compreendo sua inquietação, mas a humanidade vive suas contradições em um mundo contraditório. E esse homem que anda por aqui há tanto tempo não está disposto a abandonar a idéia que o acompanha desde sempre: Deus. Acredito que por mais que a ciência evolua, a idéia de Deus evoluirá com ela e abrirá caminhos ainda inimaginaveis para conciliar essa duas necessidades humanas a ciência e a fé. É que o mundo é muito cruel e Deus, bem Deus é amor!
Forte abraço!

Altamirando Macedo disse...

E seu Deus ama a quem, se só dá carro 1000? he, he, he...