sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

O que todo criacionista deveria saber


Parte XII – Evolução dos dogmas

Em 306, com pouco mais de 20 anos, Constantino (O Grande) foi proclamado “Rei” pelo Exército Imperial Romano como sucessor de seu pai. Constantino acreditava que o cristianismo era adequado a ser seu principal aliado. Por tratar a todos de forma igual, o cristianismo caía como uma luva num império composto por gregos, judeus, persas, eslavos, germanos, ibéricos, romanos, fenícios, egípcios e diversas outras culturas. Seu único defeito era não demonstrar respeito ao imperador nem a sua pretensão à divindade até Constantino se tornar cristão em 312. Neste mesmo ano, ofereceu tolerância cívica aos cristãos e restaurou propriedades que lhes tinham sido confiscadas. Com sua mãe, começou a construir igrejas grandiosas em locais tão distantes como Jerusalém.

Os judeus reverenciavam o sábado como o coração da semana e São Paulo começou a conferir o domingo como o dia da reverência uma vez que este era o dia da ressurreição de Cristo. Constantino fez com que todo o Império Romano entrasse em conformidade com sua fé. Durante o Concílio de Nicéia em 321, Constantino declarou o domingo como sendo o dia de adoração a Deus, na cidade. Porém não no interior, lá as vacas e as cabras tinham de ser ordenhadas, a colheita feita e a terra arada, independente do dia da semana.

Na história do cristianismo, nenhum outro acontecimento desde a crucificação do seu fundador, foi tão influente quanto a mudança de atitude de Constantino em 312. Mesmo sendo cristão, colaborou com o assassinato de seu filho Crispo.

Por mais de trezentos anos, as igrejas às margens do Mediterrâneo não celebraram o nascimento de Cristo. Em Roma o dia 17 de dezembro, conhecido como saturnália acabou sendo tomado à força pelos cristãos, mudado para 25 de dezembro e proclamado como o dia do nascimento de Cristo. Maria, a mãe de Cristo, demorou para ser lembrada pelos cristãos e em 431, o Conselho de Éfeso deu a ela um papel de honra no calendário cristão. O dia 25 de março se tornou conhecido como o Dia da Anunciação.

Durante os séculos IV e V dC, o cristianismo vai-se gradualmente instituindo seus dogmas que é a base de sua doutrina oficial. Para os cristãos o principal dogma é o da santíssima trindade, que para mim é uma violação ao monoteísmo. Este dogma professa que Deus é simultaneamente uno, porque na essência bíblica só existe um Deus, mas também é trino porque está personalizado em três pessoas, pai, filho e Espírito Santo estabelecendo entre si uma comunhão perfeita.

Estas três pessoas, apesar de possuírem a mesma natureza, são realmente distintas. Certos atributos são mais reconhecidos em uma destas pessoas do que em outras. Como exemplo, a criação do mundo há 6.000 anos está associada a Deus Pai, a salvação do mundo a Jesus, filho de Deus e a proteção, guia e santificação da igreja ao Espírito Santo. Na realidade, a cultura é a mesma cultivada pelos faraós a 4.000 anos. Um Deus para cada evento.

Por meio milênio o cristianismo foi como um metal quente despejado em fôrmas de formatos variados. Freqüentemente a blendagem da liga era mudada e os moldes remodelados.

É impossível encontrar algo divino nesta balbúrdia que se tornou o cristianismo.

3 comentários:

Carlos H. disse...

Prezado Altamirando,

Formulo votos sinceros de boas festas e um excelente 2011 para você também e que possamos continuar a trocar idéias por aqui.

Abraços!

Mariani Lima disse...

Olá Altamirando!
Passando para desejar um Feliz 2011.
Espero que seja um ano de muitas realizações, muita saúde e paz para você e toda sua família.
Gostei muito do texto sobre Constantino. E a balburdia continua!!! rs... fica com Deus.

MIRANDA disse...

Altamirando
Quando se começa realmente a perceber os absurdos e incoerências, é difícil se ter a mesma posição.
Abraços.