sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A evolução da educação no Brasil.

Uma avaliação feita com alunos que cursaram em 2010 o 3º ano do ensino fundamental de escolas públicas e privadas do país mostra que menos da metade (42,8%) das crianças aprendeu o mínimo do que era esperado no conteúdo de matemática para este nível do ensino.
O resultado da Prova ABC (Avaliação Brasileira do Final do Ciclo de Alfabetização) mostrou ainda que 56,1% dos alunos aprenderam o que era esperado em leitura, e 53,4% dos estudantes tiveram desempenho dentro do esperado em redação.
Os dados acima consideram a média entre alunos de escolas públicas e privadas. Entretanto, o levantamento registrou diferença significativa no desempenho entre estudantes dos dois grupos. 
A avaliação foi feita com alunos do 3º ano do ensino fundamental; ele é o equivalente à 2ª série do antigo ensino primário. Nessa fase, os alunos têm, em média, oito anos.
A Prova ABC mostra ainda uma grande variação entre as regiões do país e as redes de ensino (pública e privada). Sul e Sudeste obtiveram os melhores desempenhos, enquanto Norte e Nordeste mostraram as piores avaliações.
A prova foi aplicada no primeiro semestre deste ano para cerca de 6 mil alunos de escolas municipais, estaduais e particulares de todas as capitais do país para medir seu conhecimento do conteúdo até o 3º ano. A avaliação foi elaborada em uma parceria do Todos Pela Educação com o Instituto Paulo Montenegro /Ibope, a Fundação Cesgranrio e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Cada criança respondeu a 20 itens (questões de múltipla escolha) de leitura ou de matemática (o aluno fez testes de apenas uma das duas áreas). Além disso, todas elas escreveram uma breve redação, a partir de um tema único. O objetivo foi avaliar o nível de conhecimento adquirido pelos alunos ao final do terceiro ano, que representa o fim do ciclo básico de alfabetização.
Matemática
Na prova de matemática, o objetivo era obter no mínimo 175 pontos para mostrar domínio da adição e subtração e conseguir resolver problemas envolvendo, por exemplo, notas e moedas. Estes 175 pontos correspondem ao conhecimento esperado dos alunos desta série segundo escala do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).
No total, 42,8% do total das crianças tendo aprendido o que era esperado para esta etapa do ensino em matemática. A média nacional foi de 171,1 pontos, sendo que entre os alunos da rede privada foi de 211,2 pontos, a da rede pública ficou em 158,0 pontos.
Parte superior do formulário

A média de 42 pontos percentuais entre os alunos da rede pública e os da rede privada chamou a atenção na pesquisa.
Os pesquisadores destacam a preocupação em se corrigir o problema ainda na educação básica. “A tendência é este desempenho piorar nas séries mais avançadas”, diz Klein. “Pesquisa com estudantes que estão terminando o ensino médio mostra que só 11% atingem o conhecimento mínimo em matemática.”
Leitura
Na prova de leitura, os alunos, entre outras tarefas, tinham que identificar temas de uma narrativa, localizar informações, identificar características de personagens e perceber relações de causa e efeito contidas nestas narrativas. A média foi de 185,8 pontos na escala, sendo 216,7 pontos entre alunos da rede privada e 175,8 pontos para estudantes da rede pública. A médica nacional (incluindo escolas públicas e privadas) foi de 56,1%
“Todas as crianças deveriam atingir 100% de aproveitamento. É um direito básico de educação”, afirma Priscila Cruz, diretora executiva do Todos Pela Educação. “É preciso um investimento pesado na formação de professores e na educação infantil. Para reduzir a desigualdade social é também preciso reduzir esta desigualdade educacional.
          Postado por Reinaldo Azevedo em  24/08/2011
O ensino público faliu, faleceu  e foi velado sem a presença do PT que foi gerido durante oito anos por um analfabeto. Esperava dados melhores?...Santa inocência!

18 comentários:

Alexandre - Condor disse...

Os erros grotescos no livro do MEC e os resultados dos exames da OAB retratam a triste realidade da educação brasileira. Lamentável...
Ao menos os concursos públicos ainda estão com os níveis altos. Está muito difícil ser servidor público. Eu que o diga! Rs

Altamirando Macedo disse...

Alexandre,

A população infantil está indo para a escola em busca da merenda escolar e garantindo o bolsa escola para o pária tomar pinga. O curral eleitoral do PT não pode receber cultura. Recebe esmolas e um diploma para exercer a função de garí e votar em quem lhe puxe o cabresto.
Somos "expert" em reciclar lixo.

Hubner Braz disse...

Mirandinha,

Pra mim, não existe evolução na educação, "o texto já diz isso" rsrsrs.

O que os jovens precisam é de ÂNIMO...
Porque com o entusiasmo que os professores dão aula, este país não vai pra frente.

Acho que não é tanta culpa dos partidos eleitorais e sim de nós mesmos.

Temos que ser exigentes, visitar a escola, inspecionar o dever de casa, se nossos filhos estão fazendo.

Incentiva-los e dizer que a melhor merenda é a escolar. O melhor ensino depende de si mesmo. E os melhores professores você que faz.

Depois dessa revolta santa que gerou dentro do meu ventre vou me retirar e tomar um revoltril...

Abraços amigão e um ótimo dia.

Altamirando Macedo disse...

Hubner,

Ilustrei o texto com um poster desta evolução. Mesmo assim não fui entendido? E o relatório não descreveu nada?
Então a culpa é do aluno.

Mariani Lima disse...

Oi, Altamirando!
Esse assunto eu conheço bem.
Pela prática posso afirmar que enquanto a escola mantiver esse carácter paternalista por motivos políticos ou por motivos de mercado (escola particular) não devemos esperar nada da educação.
Outra coisa, o que vale para o governo é número. Aluno é número. Com isso as salas são numerosas, os professores estressados, exauridos, os alunos interessados, desanimam pois o conhecimento que buscam não chega até eles pois não há condições, estrutura e falta atratividade. O jovem de hoje é "pilhado" rsrs... enquanto eu escrevo um texto no quadro, eles baixam três na net. Não dá para competir.
E o salário... não preciso nem dizer.
Um abração!
Virei mais vezes te visitar e comentar. Fica com Deus e vê se não some.

Altamirando Macedo disse...

Mariani Lima,

Para manter um grande número de cadeiras ocupadas é proibido castigar, reprovar mas premiam. Com o baixo nível intelectual do aluno, o professor finge que ensina e o governo finge que o paga. Teremos no futuro um grande número de diplomados ou jubilados procurando vagas de garí.
A exclusão se fará através do mercado de trabalho.
Um engenheiro após 5 anos de faculdade não sabe calcular. Um rábula no 5º ano desconhece seus direitos, e assim por diante.
A reforma no ensino deu resultado. Viva Jarbas Passarinho.

Hubner Braz disse...

Mirandinha,

Eu sou do tempo que ainda reprovava e dava palmatoria na mão dos mal criados...

rsrsrsrs

Abraços

Altamirando Macedo disse...

Hubner,

Hoje todos tem direito ao diploma mesmo sem saber nada. Já se exige 2º grau para ser garí.
Educação no Brasil não é sinônimo de cultura. Educação é freqüência de escola.
Abraços.

Guiomar Barba disse...

Mirandinha, com muita revolta eu levei a Secretaria de Educação de Aracaju, provas concretas de erros gritantes de uma professora de português e pedi uma avaliação do caso.

Sabe o que me falou a assessora do Secretário de Educação, que só me recebeu, porque exigi meu direito? "Ela estudou para ensinar, não podemos colocar ela para fazer outra coisa."

Graças a Deus consegui tirar deste colégio dois alunos e encaminhá-los para o Aplicação.

Também fui desdenhada pela diretora do órgão competente para julgar o caso, antes de apelar para a Secretaria de Educação.

Assim caminha a educação, além de muitos professores que fazem terrorismo com os alunos. Sempre se conta dos alunos que agridem professores, mas existem histórias horripilantes de professores contra alunos.
Beijo amigão.

Altamirando Macedo disse...

Guiomar Barba,

O efeito de nossa educação se reflete nos telejornais através da violência, no desrespeito e da falta de caráter na política. Desonestidade se tornou sinônimo de inteligência. Dias piores virão...

Abraços.

Alexandre - Condor disse...

Altamirando,

Mudando um pouco o foco, tenho um amigo que é agente penitenciário aqui em Maceió e ele disse que muitos detentos são mais entendidos de Direito Penal do que muitos advogados. Seria cômico se não fosse trágico! O nível da advocacia cai e o conhecimento da bandidagem aumenta! Vai entender?

Altamirando Macedo disse...

Alexandre,

São as inversões de valores. Por outro lado, você é obrigado a conhecer os males que te aflige. Se a advocacia tem um conselho para excluir os menos competentes através de uma prova, imagine a engenharia ou medicina. Sai um bando de despreparados matando gente por aísó porque freqüentou uma universidade.

Guiomar Barba disse...

Claro Mirandinha, mas pensemos também nos futuros profissionais que teremos, com esta educação. É apavorante. Uma amiga minha que é médica me disse: Penso muito no tempo em que eu estiver dependendo desses médicos que se formam agora...

Abraço.

Altamirando Macedo disse...

Guiomar Barba,

A direção que estamos seguindo nos leva ao fracasso iminente. Mesmo sendo um colápso anunciado, ninguém faz nada contra, continuamos elegendo os mesmos párias. Nós sabemos bem é chorar sobre o leite derramado. Atôa, pois o que temos foi por mérito.
Abraços.

Hubner Braz disse...

É lamentável , mas infelizmente é verdade...
São Leopoldo tem um dos menores índices de analfabetismo e de mendicância do país, talvez por causa de homens como este!
EMPRESÁRIO DE SÃO LEOPOLDO
Silvino Geremia é empresário em São Leopoldo, Estado do Rio Grande do Sul.
Eis o seu desabafo, publicado na revista EXAME:

"Acabo de descobrir mais um desses absurdos que só servem para atrasar a vida das pessoas que tocam e fazem este país: investir em Educação é contra a lei .
Vocês não acreditam?
Minha empresa, a Geremia, tem 25 anos e fabrica equipamentos para extração de petróleo, um ramo que exige tecnologia de ponta e muita pesquisa. Disputamos cada pedacinho do mercado com países fortes, como os Estados Unidos e o Canadá.
Só dá para ser competitivo se eu tiver pessoas qualificadas trabalhando comigo.
Com essa preocupação criei, em 1988, um programa que custeia a educação em todos os níveis para qualquer funcionário, seja ele um varredor ou um técnico.
Este ano, um fiscal do INSS visitou a nossa empresa e entendeu que Educação é Salário Indireto.
Exigiu o recolhimento da contribuição social sobre os valores que pagamos aos estabelecimentos de ensino freqüentados por nossos funcionários, acrescidos de juros de mora e multa pelo não recolhimento ao INSS. Tenho que pagar 26 mil reais à Previdência por promover a educação dos meus funcionários?
Eu honestamente acho que não.
Por isso recorri à Justiça.
Não é pelo valor em si , é porque acho essa tributação um atentado.Estou revoltado.
Vou continuar não recolhendo um centavo ao INSS, mesmo que eu seja multado 1000 vezes. O Estado brasileiro está completamente falido. Mais da metade das crianças que iniciam a 1ª série não conclui o ciclo básico. A Constituição diz que educação é direito do cidadão e um dever do Estado.
E quem é o Estado?
Somos todos nós.
Se a União não tem recursos e eu tenho, acho que devo pagar a escola dos meus funcionários. Tudo bem, não estou cobrando nada do Estado. Mas também não aceito que o Estado me penalize por fazer o que ele não faz. Se essa moda pega, empresas que proporcionam cada vez mais benefícios vão recuar..
continua...

Hubner Braz disse...

continuação...
Não temos mais tempo a perder.
As leis retrógradas, ultrapassadas e em total descompasso com a realidade devem ser revogadas.A legislação e a mentalidade dos nossos homens públicos devem adequar-se aos novos tempos.
Por favor, deixem quem está fazendo alguma coisa trabalhar em paz. E vão cobrar de quem desvia dinheiro, de quem sonega impostos, de quem rouba a Previdência, de quem contrata mão-de-obra fria, sem registro algum.
Eu Sou filho de família pobre, de pequenos agricultores, e não tive muito estudo. Somente consegui completar o 1º grau aos 22 anos e, com dinheiro ganho no meu primeiro emprego, numa indústria de Bento Gonçalves, na serra gaúcha, paguei uma escola técnica de eletromecânica. Cheguei a fazer vestibular e entrar na faculdade, mas nunca terminei o curso de Engenharia Mecânica por falta de tempo.
Eu precisava fazer minha empresa crescer.
Até hoje me emociono quando vejo alguém se formar.
Quis fazer com meus empregados o que gostaria que tivessem feito comigo. A cada ano cresce o valor que invisto em educação porque muitos funcionários já estão chegando à Universidade.
O fiscal do INSS acredita que estou sujeito a ações judiciais.
Segundo ele, algum empregado que não receba os valores para educação poderá reclamar uma equiparação salarial com o colega que recebe. Nunca, desde que existe o programa, um funcionário meu entrou na Justiça. Todos sabem que estudar é uma opção daqueles que têm vontade de crescer...
E quem tem esse sonho pode realizá-lo porque a empresa oferece essa oportunidade. O empregado pode estudar o que quiser, mesmo que seja Filosofia, que não teria qualquer aproveitamento prático na nossa Empresa Geremia.
No mínimo, ele trabalhará mais feliz.
Meu sonho de consumo sempre foi uma Mercedes-Benz.
Adiei sua realização várias vezes porque, como cidadão consciente do meu dever social, quis usar meu dinheiro para fazer alguma coisa pelos meus 280 empregados. Com os valores que gastei no ano passado na educação deles, eu poderia ter comprado Duas Mercedes. Teria mandado dinheiro para fora do País e não estaria me incomodando com essas leis absurdas .
Mas infelizmente não consigo fazer isso.
Eu sou um teimoso.
No momento em que o modelo de Estado que faz tudo está sendo questionado, cabe uma outra pergunta. Quem vai fazer no seu lugar? Até agora, tem sido a iniciativa privada.
Não conheço, felizmente, muitas empresas que tenham recebido o mesmo tratamento que a Geremia recebeu da Previdência por fazer o que é dever do Estado.
As que foram punidas preferiram se calar e, simplesmente, abandonar seus programas educacionais.
Com esse alerta temo desestimular os que ainda não pagam os estudos de seus funcionários.
Não é o meu objetivo.
Eu, pelo menos, continuarei ousando ser empresário, a despeito de eventuais crises, e não vou parar de investir no meu patrimônio mais precioso: as pessoas.
Eu sou mesmo teimoso!...
Não tem jeito...

Hubner Braz disse...

Talvez está notícia prove um pouco dos culpados!!!

Abraços mirandinha...

Att,

Hubner

Altamirando Macedo disse...

Hubner Brás,

Fantástico o depoimento do Sr: Silvino Geremia. Pena que homens como este estão em extinção. A exaltação não é só pelo empreendedorismo mas pelo altruísmo. Homens como este não votam no PT, criador do país do progresso através da desordem.

Abraços.