sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Engenheiros que não somam

Universidade privada com aval do governo oferece cursos de engenharia para os candidatos que, por falta de tempo, só conseguiram concluir o 2° grau através do supletivo.
Seu vestibular consta de apenas uma redação contendo 20 linhas com tema pré-determinado. O candidato aprovado receberá 4 horas aula aos sábados durante 10 semestres e no final do período receberá um diploma de engenheiro com validade em todo território nacional.
   São as facilidades para a doação de diplomas. Vulgarizaram tanto a educação que se torna mais fácil fazer um doutor do que melhorar a educação no ensino fundamental. Nós já temos uma infinidade de advogados que desconhecem leis formados em faculdades "meia boca" e que são impedidos de exercer a profissão por não conseguirem passar pela prova de avaliação da OAB testando seus conhecimentos. Pode ocorrer, a médio prazo, o CREA adotar o mesmo sistema da OAB e exigir uma prova de conhecimento técnico aos candidatos que querem exercer a profissão de engenheiro evitando o colápso da nossa construção civil.
    O diploma deste engenheiro que não saberá somar, a um custo de R$ 23.400,00, servirão como ornamento de paredes. Pelo menos isto...