Mudando conceitos.

Uma jovem, amiga, diplomada, pertencente à classe burguesa e oriunda de família tradicionalmente abastada, tem como hábito esporádico fazer a felicidade de algumas crianças de classe menos favorecida oferecendo-lhes um domingo digno de crianças de sua classe social. Levando-os ao restaurante, ao parque e depois saem passeando pela parte rica e bonita da cidade. Não é raro algum deles dizer: Olhe que casa bonita! Um dia compro uma dessa para minha mãe. Ou então: Que carrão! Quando eu crescer compro um igual. Todos têm um domingo de sonhos proporcionados pela boa ação desta minha amiga. Agora convenhamos... O que será deste garoto quando estiver no crepúsculo de sua juventude e perceber que aquele sonho nunca se realizará? Como conduzirá esta decepção? Será cruel ele perceber que quando se entra pela porta dos fundos ou como serviçal, nunca se senta na sala de estar ou sai pelo hall. Cito o oposto como exemplo, por experiência própria. Descendente de família tradicional da aristocracia...