sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Esse branco de olhos azuis...

Lula é a prova de nossa incapacidade de pensar direito. “Balu”

Linkei essa postagem do Balu com o intuito de torná-la atual e afirmar que também são minhas, suas palavras.

Desde os mais de 11 meses que cheguei aqui na Irlanda eu poderia dizer tranquilamente em não mais do que poucas linhas todas as vezes em que o Brasil foi notícia ou simplesmente citado em algum dos telejornais ingleses que costumo ver aqui. Pelo teor das matérias você não estranharia mais o motivo de nos verem como uma nação exótica e sem importância. Seja pelo casal Nardoni, assalto ao Pelé, guerra campal entre as polícias paulistanas ou o assassinato e estupro de jovem estudante inglesa em Goiás apenas reforçam o imaginário de um país distante, violento, no meio do mato.

E eis que somos brindados essa semana com mais um discurso tosco que dessa vez mais do que irresponsável é ainda mais grave do que possa parecer de imediato. Lula em compromisso com Gordon Brown, Primeiro-Ministro Britânico, saiu-se com uma frase de alguém que vê o mundo por um prisma ignorante e obtuso: essa crise (financeira) foi feita por gente branca de olhos azuis.

A acusação é simplista porque ignora que os últimos presidentes do BC brasileiro são brancos também, assim como o são os presidentes das principais instituições financeiras do país. E ela é ignorante por mostrar desconhecer que o presidente do CitiBank é um indiano e do Merril Lynch um negro. É também uma afirmação racista que atribui à cor da pele o resultado de uma ação. E é racista ainda na medida de que não seria dado a Gordon Brown o direito de fazer críticas a países africanos lembrando da cor da pele dos políticos locais. Se Brown fizesse isso estaria rebatendo críticas até agora, mas no caso de Lula, a ignorância de alguém que se comporta como se estivesse em um circo acaba o absolvendo. Ou seja, ele pode por não saber o que faz.

O outro ponto é que a “bronca” é sempre em país rico. Você consegue imaginar Lula dando discurso contra protoditador? Lula quer ser o nosso Robin Hood. Ele enxerga o mundo como um idiota guerrilheiro que divide os países em pobre bom e rico mau. É um raciocínio torto como tronco no cerrado.

Pois até quem tem simpatia ou votou nele sabe de sua pequenez intelectual e de sua fraqueza em compreender a realidade da vida fora dos sindicatos, assembleias ou do Palácio do Planalto. Mais do que dar um “pito” em um dos homens mais importantes do mundo, Lula acaba mostrando quão rasa é a sua lógica reforçando a visão equivocada (??) do mundo sobre nosso país. A reação da fleumática imprensa britânica (não confunda com tablóides) não poderia se diferente classificando o discurso de “bizarro” e “rancoroso”. Pois quem não se lembra quando Lula disse que um dia acordou “enfezado” e pediu que ligassem para George W. Bush? O mundo dele é assim.

Aqui eu nem queria falar mal do Lula, tarefa fácil, convenhamos. Quem me conhece sabe que no Lula e no PT eu não voto nem amarrado. Eu poderia aqui no blog me dedicar apenas a falar sobre o mal que essa turma representa ao país, mas não quero. Esse blog, apesar de ser meu, não é um blog político. Pois alguns dias atrás eu trocava e-mails com alguns amigos e falávamos da opinião sobre a aprovação ao atual governo e juntamente com apenas 2 outros colegas a nossa avaliação foi de “regular”. Pronto! Foi o suficiente para termos que nos explicar visto que a reprovação era grande.

Eu confesso que até eu me surpreendi com o meu “regular”. Estranho, não? Mas o fato é que eu acho de verdade que o Lula não fez grandes barbeiragens como presidente. Essas bravatas dele, sua especialidade durante toda sua vida pública, não são obras de governo. O que me incomoda e me envergonha nem posso dizer que seja o Lula em si, mas o que ele representa. No meu MSN até as próximas eleições estará a mesma frase que coloquei ao final da última eleição presidencial:

Lula é a prova de nossa incapacidade de pensar direito.

O Lula não é a causa, ele é um símbolo. Se para muitos ele representaria pela primeira vez a chegada de um nordestino ou de um pobre ao poder (ambos são falsos), para mim ele representa a vontade de um povo de aprovar e eleger alguém sem preparo, que tem apreço pela bebida maior do que aquele que tem pelo trabalho, que considera o estudo não essencial. O Brasil é isso, um povo que pelos representantes que escolhe também foge do trabalho, do estudo e do preparo. É um país que elege algo que não funciona, que mente, que faz um jogo sujo por bravatas assumidas e se vê sem vergonha alguma cercado por bandidos amigos que julga necessários e inevitáveis, como um preço rumo ao fim que julga glorioso. Somos isso, um país corrupto na essência, acomodado e também acovardado para gerar mudanças. O pouco nos satisfaz. Jogue uma banana e o macaco sorri para você. Estamos fadados a ser matéria de segunda categoria em telejornal de primeiro mundo, somos a carne de 2a encostada no açougue. Sendo assim, os ricos fazem é bem mesmo em ignorar a nós brasileiros, um povo que muito bem disse o Clodovil, um sujeito engraçado e inteligente que nos abandonou recentemente. Quando perguntado sobre a ética da Câmara dos Deputados em Brasília ele perguntou sobre qual ética estavam falando já que o brasileiro não tem ética. É o povo malandro que é sempre representado à altura em todas as esferas da representação política. Merecemos cada um dos políticos que temos.

Fonte: Blog do Balu

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Pequena diferença geográfica

Um homem entrou com a namorada no restaurante do Ritz Carlton de Paris e pede um Mouton de 1928.
O criado volta com uma garrafa de decantação cheia de vinho e deita um pouco no copo para o cliente provar. Este pega no copo, cheira o vinho e pousa o copo na mesa, comentando agastado:
-Isto não é um Mouton de 1928!!!
O criado assegura-lhe que é, e rapidamente cerca de 20 pessoas rodeiam a mesa, incluindo o chefe e o gerente do hotel que o tentam convencer que o vinho é mesmo um Mouton de 1928. Finalmente, alguém resolve perguntar-lhe como sabe que não é um Mouton de 1928.
-O meu nome é Phillipe de Rotschild e fui eu que fiz esse vinho!
Consternação geral.
Por fim, o criado original dá um passo em frente e admite que deitou na garrafa de decantação um Clerc Milon de 1928, acrescentando:
-Eu não consegui suportar a ideia que ia servir a nossa última garrafa de de Mouton 1928. Mas o senhor também é o proprietário dos vinhedos de Clerc Milon que ficam na mesma aldeia do Mouton. Faz a vindima na mesma altura, a mesma poda, esmaga as uvas na mesma ocasião, põe o mosto nos mesmos barris, engarrafa-os ao mesmo tempo e até usa ovos das mesmas galinhas para os refinar. Os vinhos são iguais, apenas com uma pequeníssima diferença geográfica.
Rothschild puxa o criado junto a si e murmura-lhe ao ouvido:
-Quando regressar a casa esta noite, peça à sua namorada para despir a roupa interior. Enfie um dedo no orifício da frente e outro no traseiro e veja a diferença de cheiro que pode existir numa pequeníssima diferença geográfica.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Cultura inútil


Alguns lêm livros de auto ajuda, outros lêm a bíblia, o almanaque e muitos, chegam até, a comprar Paulo Coelho. Minha cultura inútil está voltada para números, sou viciado em matemática e a considero a menos pior das inutilidades.

-Números excessivos.

São números maiores que a soma de seus divisores. Exemplo, o 12. Seus divisores são: 1, 2, 3, 4 e 6 cuja soma é igual a 16 que é maior que 12.Logo, 12 é um número excessivo.

-Números deficientes.

São números menores que a soma de seus divisores. Exemplo, o 10. Seus divisores são: 1,2 e 5 cuja soma é igual a 8 que é menor que 10. Logo, 10 é um número deficiente.

-Números perfeitos.

São números iguais a soma de seus divisores.

Exemplo, o 6. Seus divisores são: 1,2 e 3 cuja soma é igual a 6. Logo 6 é um número perfeito.

-Números amistosos.

São pares de números onde um é a soma dos divisores do outro. Exemplo, o 220 e o 284. Os divisores de 220 são: 1, 2, 4, 5, 10, 11, 20, 22, 44, 55 e 110 cuja soma é igual a 284. Os divisores de 284 são: 1, 2, 4, 71 e 142 cuja soma é igual a 220. Logo, 220 e 284 são números amistosos.

-Números sociáveis.

São número em que a soma de seus divisores formam um círculo fechado. Exemplo, 12496, 2º 14288, 3º 15472, 4º 14536, 5º 14264. A soma dos divisores do 1º número é igual ao 2º, a do 2º igual ao 3º, a do 3º igual ao 4º, a do 4º igual ao 5º e a soma dos divisores do 5º é igual ao 1º número.

-Números sanduíches.

São números que ficam entre um quadrado e um cubo. Exemplo, 5²=25, 3³=27. Logo, o 26 é um número sanduíche.

Có-relacionamento com o design inteligente:

-O mundo foi criado em 6 dias porque o 6 é um número perfeito, ou o 6 é um número perfeito porque o mundo foi criado em 6 dias?

- A lua orbita a terra em 28 dias porque o 28 é um número perfeito ou...

-O Diabo atingiu a tríplice perfeição com o 666?

-Jacó deu 220 cabras a Isaú. E ficou com 284?

-Deus sabia que o 10 era um número deficiente quando ordenou os mandamentos?

-Alguém disse a Jesus que o número 12 era excessivo para formar seus apóstolos?

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

O aprendizado no descobrimento


Após algum tempo você perceberá as diferenças entre ter nascido e ser parido, ser criado ou ser tratado, ser conduzido ou ser tangido. Aprenderá que a escola existe para nos nutrir de conhecimentos e não de alimentos. Descobrirá que beijos não são contratos e presentes não são promessas. Aprenderá a construir sua estrada no hoje porque o terreno acidentado do amanhã é incerto demais para os planos e o futuro tem o costume de cair em meio aos vãos.
Com o tempo você irá descobrir que o sol queima com o tempo. Descobrirá que pode fazer coisas num instante das quais poderá se arrepender pelo resto da vida. Aprenderá que se leva anos para adquirir confiança e segundos para perdê-la. Descobrirá com o tempo que a simplicidade, também, é uma virtude. Aprenderá que os ambientes e as circunstâncias tem influências sobre nós mas somos os únicos responsáveis por nós mesmos. Descobrirá que não temos que mudar de amigos se percebermos que os amigos mudam. Descobrirá que levará muito tempo para se tornar a pessoa que você quer ser e que esse tempo é muito curto. Descobrirá que algumas vezes a pessoa que você esperava que o chutasse quando você caísse seria umas das poucas que o ajudaria a levantar. Aprenderá que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não para e nem espera que você o concerte. Aprenderá que o tempo não é algo que possa retroceder. Descobrirá que sua vida será um eterno e constante aprendizado e começará a aceitar suas derrotas de cabeça erguida. Aprenderá que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens. Seria uma tragédia se ela acreditasse. Aprenda a cultivar bem o seu sonho. É preferível morrer com ele, a deixar que ele morra sozinho.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Piada de mau gosto?

A piada do ator Robin Wiliam sobre as olimpíadas, em rede nacional, não foi de mau gosto. Nós mandamos para os EUA, através do México, muito mais do que 50 strippers e 500 gamas de pó. Lá somos conhecidos pelo futebol, prostituição, assaltos e todos os tipos de falcatruas. Nenhum americano, jamais, invejou isto. O pomar que cultivamos está dando frutos, por isso, a piada do ator Robin Wiliam é o reflexo do que merecemos.Por necessidade, eles nunca vieram lavar nossos pratos.
A piada do ator Robin Wiliam não foi de mau gosto.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

O Princípio da incerteza

Há as ondas e o mar. Nós somos as ondas, cada um de nós somos uma onda que olha para outra onda. Resulta disso a ilusão de sermos separados uns dos outros. As ondas nascem, existem e morrem. Elas voltam ao mar. Assim nossa percepção da dualidade e da multiplicidade da vida cotidiana é, no plano da microfísica uma ilusão.
Nosso eu não é nem masculino nem feminino, nem preto nem branco nem de qualquer outra cor. Ele simplesmente é. E os corpos que habitamos são trajes para os papéis que representamos durante a passagem por este cenário. Estes trajes e estes papéis são extremamente diferentes. Existem trajes multicoloridos nas tonalidades negras, amarelas e brancas. Miscigenadas.
Quanto aos papéis, nossa história está repleta de figuras díspares, cada um ocupando seu próprio lugar. Há os heróis, há os vilões, há os intelectuais e os cientistas. Algumas destas figuras conseguiram mudar o rumo e fazer parte da nossa história sendo respeitados, lembrados e premiados.
Há também aqueles que nem fedem nem cheiram e por nada são responsáveis. Nenhum feito, nenhuma obra de boa ou má qualidade. Passaram pela vida manobrados pela popa igual canoas, escafedendo-se por atalhos sem perceberem ou serem percebidos. Com esses a história é impiedosa. Não lhes dá a mínima, não os considera, não existem, não contam e não pesam. No entanto muitos são premiados em suas velhices com aposentadorias remuneradas.
Existe, além destes, uma categoria especial de homens. Nem heróis, nem vilões, nem cientistas, nem intelectuais. São os irrequietos, os inconformados, os autônomos; são os que não aceitam serem tangidos como gado. São os que pensam, refletem e elaboram suas idéias lançando-as ao vento por onde passam. São os que primam por liberdade no sentido mais amplo, se recusam a abdicar de suas convicções e lutam para defenderem suas idéias. São os que questionam para mudar situações não aceitando as exorbitâncias tal como se apresentam. Não importam nem temem que suas idéias sejam consideradas extravagantes, inovadoras ou contestadoras demais. Não têm a preocupação do sucesso fácil ou do reconhecimento fortuito. Querem apenas discutir idéias, dividir reflexões, confrontar teses, levantar dúvidas. Querem ter o direito de sonhar, mesmo que estes sonhos estejam anos luz a sua frente.
Neste rol estão alguns escritores, inventores, descobridores e outros que, apesar de serem estudiosos, inteligentes, dinâmicos e bem informados não conseguiram descobrir nada, inventar nada nem escrever nada.
Com estes a história é implacável e madrasta. A sociedade os reconhece, os respeita mas não os premiam e acabam na velhice sem um pau para dar num gato.

Turismo

Você já foi no céu? E ao inferno? Eu também não, mas lí ¨23 minutos no inferno¨ e ¨90 minutos no céu¨ (Record).
Percebi que o turismo ao céu é mais demorado e mais caro, pois:
No céu:
- A cozinha é italiana, o vinho é francês, o queijo é suisso, a música é austríaca, a disposição para trabalhar é japonesa, o garçon é inglês, a polícia é belga, a política é canadense, a moeda é o euro e o cartão de crédito é o American express.
No inferno:
- A cozinha è maranhense, o vinho é pernambucano, o queijo é piauiense, a música é goiana, a disposição para trabalhar é baiana, o garçon é paraense, a polícia é carioca, a política é mineira, a moeda é o real e o cartão é o fome zero.
Ainda há quem diga que Deus é Brasileiro.