quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

O Novo Testamento forjou um Messias.

Conforme as escrituras cristãs, Jesus não era descendente do Rei Davi e da casa de Salomão.
O “Novo Testamento” cristão fala sobre a genealogia de José. Entretanto, há um grande problema para os cristãos resolverem: Jesus afirma ter nascido de uma virgem e que José não era seu pai.(Mat.1:18
Em resposta, alega-se que José adotou Jesus, e passou sua genealogia a ele por adoção.
Não há base bíblica para a adoção nesses casos. Um pai não pode passar sua linha tribal por adoção. Um sacerdote que adota um filho de outra tribo não pode fazer dele um sacerdote por adoção. Mas, suponhamos que tenha havido a adoção.
Mesmo assim, José não poderia dar a Jesus o que ele mesmo não tinha. José é descendente de Jeconias (Mateus 1:11-16). E daí? E daí que os escritores cristãos esqueceram que isso fez José cair na maldição do Eterno que prevê que nenhum dos descendentes de Jeconias se sentaria como rei no trono de Davi. Jesus não poderia ser o messias por causa da maldição prevista para os descendentes de Jeconias

Outra questão: não há provas de que Maria descende de Davi. Mesmo que se pudesse comprovar que Maria é descendente de David, a filiação tribal nos tempos antigos dava-se através do pai e não através da mãe conforme previsto em Números 1:18 e Esdras 2:59. Se Jesus não tinha pai humano, como ficaria então a questão da filiação?
 Em qualquer caso, como José é descendente de Jeconias, Jesus não poderia ser o messias por causa da maldição prevista para os descendentes de Jeconias.
Mas, o “Novo Testamento” cristão é confuso em relação à genealogia de José. Enquanto Mateus diz que José é descente de Jeconias, o amaldiçoado, Lucas discorda e diz que José é descendente de Natã filho de Davi. (Lucas 3:23-31).
De qualquer modo, isso é insuficiente para qualificar Jesus como possível messias tendo em vista que é preciso ser descendente de Davi e Salomão. Dessa maneira, a descrição de Lucas é inútil, pois Jesus passa por filho de Natã, não de Salomão.
Além disso, Lucas (3:27) também lista Salatiel e Zorobabel na árvore genealógica de Jesus. Ora, lembremos que os dois também aparecem em Mateus 1:12 como descendentes de Jeconias, o amaldiçoado! Enfim: de qualquer maneira Jesus não preenche os requisitos para ser messias.
Mas deixemos de lado essas questões de genealogia. Não é apenas essa questão que inviabiliza Jesus como o pretendido messias. Há outros pontos. Analisemos:
Segundo a tradição judaica, o profeta Elias irá reaparecer antes da vinda do Messias (Malaquias 4:5-6). No “Novo Testamento” cristão, Jesus afirma que João Batista era Elias (Mateus 11:13-14, 17: 10-13). Entretanto, quando João Batista foi perguntado sobre o assunto, ele negou (João 1:21). O Evangelho de Lucas 1:17 tenta resolver o problema, afirmando que o João Batista apareceu no espírito de Elias.
Profeta Malaquias previu que o próprio Elias iria retornar, e não apenas alguém em seu espírito, caso típico da reencarnação. Elias, para quem não sabe, foi o único que subiu aos céus sem morrer  (2 Reis 2:11). Por isso, espera-se que o profeta, ao voltar, volte diretamente do céu sem a necessidade de reencarnar nem de nascer.
Jesus não trouxe o fim da violência nem para ele, muito menos para o mundo.
O Messias vai governar em uma época de paz no mundo inteiro. “E julgará entre muitos povos, e castigará poderosas nações até mui longe, e converterão as suas espadas em enxadas, e as suas lanças em foices: uma nação não levantará a espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra.”(Miquéias4:3).                          
“O lobo habitará com o cordeiro, e o leopardo se deitará junto ao cabrito; o bezerro, o leão novo e o animal cevado andarão juntos, e um pequenino os guiará. A vaca e a ursa pastarão juntas, e as suas crias juntas se deitarão; o leão comerá palha como o boi.” (Isaías 11:6-7).Uma era de paz eterna entre todos os povos e todas ás nações.
 Isaías 2:2-4; Miquéias 4:1-4; Ezequiel 39:9.
Reconstrução do Templo
Fonte: Isaías 2:2; Ezequiel 37:26-28.
O templo ainda não foi reconstruído. Jesus não teria a possibilidade de cumprir a profecia já que o Segundo Templo nem tinha sido destruído antes dele ser morto pelos romanos.
Não precisa ser um gênio para perceber que a fome ainda não cessou em nosso meio.
Não haverá fome no mundo Ezequiel 36:29.
O Rio Nilo Secará. Isaías 11:15.
Jesus não secou o rio Nilo. Ele continua forte, vigoroso e fluindo como de costume.
As árvores darão frutos mensalmente
Prova de que o messias ainda não veio.
Fonte: Ezequiel 47:12.
 O reestabelecimento da dinastia David, que jamais cessaráDaniel:13-14  
Mas Jesus não teve filhos, nem estabeleceu reinado algum, muito menos um que nunca cessaria.
O CRISTIANISMO E O JUDAISMO FORAM CRIADOS COM FINS POLÍTICOS E COMERCIAIS! NÃO EXISTE NADA DE DIVINO NESTE SISTEMA RELIGIOSO.

29 comentários:

Alexandre - Condor disse...

Cuidado pra não ser queimado como herege! hehehe
Mas é complicado ver textos compromentendo outros textos e pondo a veracidade de um livro considerado sagrado por milhões em xeque.
Certa vez duvidei da lógica da morte de Cristo. Tecnicamente Ele não morreu, pois é imortal e mesmo se não fosse, sua onisciência certificaria que o mesmo iria ressuscitar. Então como Ele pode ter morrido se sabia que não morreria. Deveria ter poupado a mãe do sofrimento dizendo: Relaxe, daqui a três dias eu volto e vou pro céu! Mas não quero mais esquentar com essas coisas. Dá nó no cérebro!

Altamirando Macedo disse...

Alexandre, a grande maioria dos cristãos não sabem ler a Bíblia. Abrem-na em qualquer página, invocam o ES como intérprete de um compêndio e não percebem que o livro é a história de um povo e tem comêço meio e fim.

Enéias Teles Borges disse...

Não tem jeito. Quem quiser crer, sempre crerá...

Altamirando Macedo disse...

A crença não é um dom, pode até ser uma virtude mas dom, não. Então a contrvérsia é válida. Acreditar na dúvida vale?

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

O Novo Testamento e, neste caso, os Evangelhos, reúne várias tradições e versões que foram sendo formadas acerca de Jesus nos primeiros séculos da era comum.

O nascimento virginal é um relato com várias significações, mas que, infelizmente, acabou sendo revestido de historicidade pelos padres redatores dos livros do NT (eu não creio que os autores dos Evangelhos foram os apóstolos e discípulos indicados pela tradição católica).

Porém, o que aconteceu foi que a maneira de ler estas compilações de relatos foi se tornando dogmática, superficial e doutrinária. Aceitar a historicidade atribuída pelo catolicismo às narrativas acabou virando um pré-requisito salvífico e para comunhão eclesiástica. Quem rejeitasse o conjunto de crenças, seria de alguma maneira condenado.

Atualmente, vejo o relato do nascimento virginal como uma representação do novo nascimento (espiritual) da pessoa. Ou seja, no sentido de que precissamos ser "gerados" pelo poder do Espírito, o ruah, vocábulo que, no hebraico, é feminina e não masculina. E daí ser possível relacionar a Virgem com o Espírito.

De certo, suponho eu que Yeshua (Jesus) fosse filho de Yosef (José) com Miriã (Maria). Yosef, assim como muitos em sua época, descendia do rei David. E o Salvador recebeu o mesmo nome do maios conquistador de Israel - Josué.

Prosseguindo, uma leitura que hoje faço acerca de Jesus foi que ele talvez rejeitasse o messianismo. Tanto foi que proibiu os seus discípulos de dizerem que ele era o Cristo, conforme conta uma das narrativas dos Evangelhos sinóticos (ver Mateus 16.16 em que a narrativa se diferencia dos relatos de Marcos e de Lucas com o acréscimo evidente de que Pedro seria o cabeça da Igreja).

Não descarto a hipótese de que a vida de Yeshua tenha sido bem diferente do que os Evangelhos contam, despida de mitos e com uma morte sumária pelo tumulto provocado no Templo, sem aquele diálogo longo com Pilatos registrado em João. Porém, ele foi escolhido para ser o centro da temática da pregação daqueles que discordavam do messianismo judaico e, neste caso, os primeiros discípulos resolveram fazer de um homem simples do povo o Messias buscando um encorajamento nas massas oprimidas.

Atualmente, muitos judeus já rejeitam o messianismo e muitos afirmam que o Messias seja o Estado de Israel. Na Cabalá, por exemplo, é pacífica a ideia de que o Mashiach não se trata de um homem, mas sim de um estado de consciência no qual a humanidade um dia chegará, diferenciando-se do Judaísmo ortodoxo.

Há quem admite a ideia de que Yeshua tivesse conhecimentos cabalístico e eu não descarto a hipótese. Porém, acho mais provável que ele desejasse desconstruir os conceitos de messianismo de sua época e a Igreja gentílica acabou fazendo dele o Cristo em sua trajetória de obscurecimento da consciência crística.

Abraços.

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

Em tempo!

Pode crer que o Jesus mitologizado da Igreja e dos relatos que constam nos Evangelhos seria um ser mais arquetípico do que real.

Alguns estudos apontam que menoss de 20% dos ditos atribuídos a Yeshua seriam autênticos. Logo, os padres colocaram muitas palavras em sua boca. Principalmente aquelas que seriam antijudaicas como se vê no Evangelho atribuído a João pela tradição católica e em parábolas e passagens dos sinóticos.

Felizmente, a descoberta da biblioteca de Nag Hammadi, na época da 2ª Guerra, veio mostrar a existência de um cristianismo diferente das versões contadas pela ortodoxia cristã que se tornou dominante com Constantino. E aí o arquétipo Jesus acaba ganhando novas faces...

Altamirando Macedo disse...

Rodrigo,
Temos muitas opiniões em comun, principalmente esta sobre Jesus. Constantino e Pedro foram mais Messias para o cristianismo do que o próprio Jesus. Na mesma época outros agitadores foram crucificados por pregarem os mesmos conceitos que deram origem ao cristianismo e foram esquecidos pelo próprio.
A crucificação era um castigo símbolo de vergonha e profunda humilhação, ganhou status de insubordinação com Spartacus em 70 a.C com seus 6.000 fiéis eguidores construindo uma história bem mais bonita que a de Jesus que morreu pelo mesmo motivo. Como revolucionário insubordinado, Spartacus teve mais importância para o povo de Deus do que Jesus, mas entre seus seguidores não existia um Pedro.
Para entender o cristianismo, basta ler a Bíblia. Nela está escrito tudo que se quiser encontrar. Até a verdade.
Folgo que seja assim.

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

Pois é, Altamirando. Eu diria que não teria sido por causa de um Pedro ou um Paulo que o cristianismo tornou-se forte e influente. E também não foi na Palestina que a nova religião nasceu. Até porque Yeshua e seus discípulos eram judeus, compareciam ao Templo e seguiam os custumes da Torá, inclusive o Shabat, as leis dietéticas e muitos ensinos do ancião Hillel que se assemelham com as palavras atribuídas ao Jesus dos evangelhos.

Eu acredito que foram mesmo razões culturais e políticas que fizeram o cristianismo nascer no século II (ou final do I) na Ásia Menor. Pois sendo ao anatolianos de cultura grega, certamente que eles se sentiam ameaçados com a expansão dos judeus na Diáspora. Segundo historiadores, naqueles tempos, os judeus chegaram a representar 10% da população do Império Romano. E mais! Tinha gente oriunda do paganismo convertendo-se ao judaísmo, de modo que existiam até fariseus missionários da escola de Hillel.

Dentro deste contexto, surge um Paulo. Alguém que vem trazer os gentios de volta para a cultura de origem sendo que para tanto foi preciso criar um judaísmo grego - o cristianismo.

Porém, certamente que as ambições dos gregos anatolianos ia além da proteção cultural de sua gente contra os costumes judeus que helenismo sempre repelia. Tendo dominado a região antes de Roma se expandir para além da Península Itálica, os gregos desejavam o poder político. Ou seja, queriam o Império de volta pra eles. Pelo menos no Oriente. Logo, o cristianismo tornou-se um excelente cavalo de tróia, um presente de gregos, o que a meu ver pode explicar muitas das perseguições contra as ekklesias que subversivamente se formavam.

No século IV, Constantino que era de origem grega, chegou ao poder. Ele, além de ter dado liberdade de culto aos cristão, favorecendo os católicos em detrimento dos outros grupos, também dividiu o Império em dois, levando a capital para Bizâncio, cidade situada onde hoje fica Istambul e que, durante um milênio, foi conhecida no mundo como Constantinopla em homenagem ao monarca.

É certo que, com tudo isso, os gregos pagaram um alto preço. O cristianismo protegeu-os culturalmente do judaísmo e lhes proporcionou a tão sonhada emancipação de Roma. Só que, na contramão dessas vitórias, veio um longo período de atraso científico, literário e filosófico. O mundo grego nunca mais teve o mesmo brilho dos tempos de Sócrates, Platão e Aristóteles, vivendo a Grécia até hoje num obscurantismo.

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

Em tempo!

Este e-book, Jesus Cristo, um presente de gregos trás ótimos esclarecimentos sobre o assunto, apesar de não concordar quando o autor diz que Jesus não teria existido.

http://www.ebooksbrasil.org/adobeebook/jcgrego.pdf

Na verdade, como já havia colocado aqui, o Jesus dos Evangelhos é mais arquetípico do que real. Um mito criado pelos gregos em cima da vida e da obra de um judeu chamado Yeshua ben Yosef, o qual, nos dias de seu ministério, teria manifestado até sentimentos de aversão aos gentios que pisavam o solo de Israel ou da circunvizinhança, mesmo tendo se dobrado aos argumentos da mulher grega de origem siro-fenícia a respeito do pedido de cura de sua filha. Jesus, como todo judeu orpimido dentro de seu próprio país pelos estrangeiros, sendo ele de carne e osso, não poderia escapaz de uma formação etnocêntrica.

Ainda assim, ele é manso e humilde, pelo que se dispõe a evoluir. Em momento algum, ele se torna um zelote ou se submete à religião, mas prega o seu evangelho baseado no amor ao próximo e na promoção da paz. A mensagem dele é mais voltada para as questões interiores, um convite simples e direto para que os ouvintes mudem de rumo e se preparem para viverem uma nova realidade que ele e os judeus chamavam de "Reino de Deus".

Altamirando Macedo disse...

Rodrigo, muito bom levar um papo virtual com alguém que conhece a história sem ser apaixonado pelo ES nem leitor de página de bíblia.
Eu também acho que o Jesus do NT existiu,mas sem o manto divino de Cristo assim como existiu Espartacus e Menahen, o essênio, que teve vida e morte defendendo uma causa semelhante a de Jesus o qual tinha conhecimento disto. Lutavam contra a opressão escravagista e o Deus era o mesmo.
Exclui Constantino da história cristã que até o NATAL seria esquecido pois o dia 25/12 era uma data comemorativa do Sol Invencível adorado por Akhenaton.
Concordo contigo em gênero, número e grau.

MIRANDA disse...

Meu caro Altamirando

Excelente texto. Dê uma lida neste também. Pode haver mais informações interessantes.

Abraço.

http://mirandafilho.blogspot.com/2011/05/criacao-do-mito-de-jesus.html

Altamirando Macedo disse...

Miranda. Se eu tivesse lido seu compêndio teria muito a acrescentar nesta postagem. Gostei.
Então Miranda, os criadores do cristianismo juntaram ao AT outros elementos de várias fontes, inclusive essênias e elegeram um personagem contemporâneo como alvo do divino. Assim como foi Jesus, poderia ter sido outro qualquer crucificado na época e até mais ativo.

Abraços.

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

Altamirando,

Não se esqueça que sou leitor da Bíblia e apaixonado por Deus!

Simplesmente, a minha fé não é baseada na historicidade contada pela Igreja Católica e que os reformadores resolveram manter intacta.

Os relatos bíblicos precisam ser saboreados com profundidade e eu diria que de um modo mais "esotérico" pela via da experimentação pessoal. E aí a narrativa torna-se mera casca, as vestes exteriores de uma bela noiva. Devemos ir dentro da Torá e não ficarmos só na superfície!

Abraços.

Altamirando Macedo disse...

Rodrigo, sei que és leitor da Bíblia. Eu critico leitor de páginas da Bíblia sem seqüência.Convenhamos, a maioria dos fiéis são semi analfabetos, abrem a Bíblia em qualquer página, invocam o ES e acham que após um ano repetindo o mesmo ato se tornam conhecedores da história cristã. Percebe-se que você não é este tipo de leitor. Só não percebo é que tipo de fé cristã é a sua, conhecendo a história.

Altamirando Macedo disse...

Antonio Batalha,

Obrigado pela visita a qual retribuirei com certeza. É bom encontrar alguém que nos ouve...
Abraços.

Eduardo Medeiros disse...

Mirandinha,

Muito bom o texto; levanta boas questões para serem debatidas. Concordo com ele em termos gerais e muito do que eu poderia comentar, Rodrigo )já o fez.

Mas Jesus jamais disse ser nascido de uma virgem. Os Evangelhos são narrativas de pessoas e comunidades de fé que que buscaram fazer de Jesus o Messias libertador esperado(principalmente Mateus); mas como sabemos que Jesus não foi o Messias típico esperado pelos judeus, os que acreditaram mesmo assim em sua messianidade tiveram que reformular várias questões, como deixar o tal período de paz messiânica para um futuro, para um Eschaton.

Acredito que Jesus tinha uma consciência messiânica(igualmente a tantos outros tiveram naqueles tempos) mas sem dúvida, o seu reino não era "deste mundo", afinal de contas ele mandou dar a César o que era de César e não que ele iria tomar de César o que César tomara dos judeus.

Concordo com Rodrigo de que a mensagem de Jesus era esotérica, era uma mensagem existencial, mítica, que começava no interior das pessoas: "O Reino está dentro de vós".

Enfim, uma bela postagem para fazer parte do arquivo da Logos e Mythos. Falando nisso, que tal escrever exclusivamente sobre temas bíblicos por lá?

Eduardo Medeiros disse...

Na minha frase

Concordo com Rodrigo de que a mensagem de Jesus era esotérica, era uma mensagem existencial, mítica, que começava no interior das pessoas: "O Reino está dentro de vós" - creio que ao invés de "mítica" caberia melhor, "mística."

Altamirando Macedo disse...

Edu meu caro,

Você tem minha permissão para postar em suas salas, qualquer texto que eu publicar em qualquer outra.

Amém,

Altamirando Macedo disse...

Edu meu caro,

Eu gosto de altercar sobre história com quem tem parâmetros para discutir história, seja ela bíblica ou não.
Quando você lê flávio Josefo, Justus de Tiberíades, Plinio ou o manuscritos de Qumram sobre Jesus percebe-se que os evangelhos são narrativas de pessoas que ansiavam por um Messias prometido pelo seu Deus. Houve várias indicações a Messias naquela época de atribulações mas nenhuma delas preenchia as professias reveladas por Deus no AT. Nem Espartacus, nem Menahen, nem Hillel, nem Shimeon, nem Theudas nem Jesus.
Os cristãos consideram que Jesus é o Messias bem como o filho de Deus e uma das três pessoas da Santíssima Trindade a título dogmático no Concílio de Nicéia de 325 d.C.
A mensagem do Cristo é exotérica, mística, criada dentro de cada um.
O reino de Deus está dentro de cada um. Nós somos os criadores do nosso céu ou do nosso próprio inferno.

Eduardo Medeiros disse...

é isso.

Levi Bronzeado disse...

Passei por aqui, atrasado.

Acrescentei aos meus arquivos cerebrais as excelentes interações entre Rodrigão e você Miranda.

Papos como esses, em meio ao marasmo de futilidades facebookianas, me deixam radiante, e apto a dizer:
Vale a pena blogar

Parabéns para a dupla.

Altamirando Macedo disse...

Caro Levi,

É um prazer tê-lo aqui. Que bom que agradou.Obrigado.
Abraços.

MIRANDA disse...

Altamirando/Eduardo

Sei que alguém pode discordar, mas na minha concepção não há relatos e nem provas de que realmente tenha existido alguém chamado Jesus e tenha feito todas essas peripécias contidas nos livros ou nas estorinhas contadas por nossos pais e padres. Haviam muitos Jesus em Israel que é o mesmo de muitos Josés aqui no Brasil.

Abraço.

Altamirando Macedo disse...

è, Miranda, mas os intelectuais de um livro só não pensam assim. A viseira não deixa.

RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ disse...

Pois é. Até que este debate rendeu bem.

Concordo com o Miranda de que faltam provas suficientes acerca da existência de Jesus. Mas a ausência de provas não significa que um fato não tenha ocorrido. Ele só não é cientificamente aceito.

De qualquer maneira, a abordagem esotérica sobre Jesus independe de sua existência histórica. Pois não se cuida de seguir um messias que promete salvar da condenação do inferno aqueles que crerem nele submetendo-se ao seu senhorio. Trata-se de seguir o Cristo dentro de si mesmo e alcançar a consciência crística afim de que o Reino do Eterno seja construído nas nossas relações.


"Só não percebo é que tipo de fé cristã é a sua, conhecendo a história." (Altamirando)

Minha visão sobre Jesus é bem diferente do cristianismo ortodoxo, Altamirando e, como pode ser acima, parte da resposta que dei ao Miranda vai de encontro ao que havia me indagado. Ao invés de ver Jesus como pessoa da Trindade, eu o considero como um judeu comum que manifestou sua mensagem sobre o Reino de Deus ao povo de Israel. Jamais ele deve ter pretendido ser cultuado como Deus e pessoa integrante da Santíssima Trindade. Nem mesmo o status de Messias, Profeta ou de Mestre Jesus parecia desejar.

Sendo assim, entendo que a fé deve ser voltada para HaShem que é o único Adonai. E quanto ao Messias, este existe ma copnsciência de cada um de nós e como o Cristp Universal. O Cristo que você não encontra aqui e nem ali. Aliás, veja o que li num excelente texto na internet:

"O Cristo Universal não é representado apenas pela figura histórica que chamamos de Jesus, já que muitos de nós o compreendem como a suprema expressão da totalidade — do Deus manifesto. O Cristo Universal não está confinado a nenhuma religião. Ao contrário, deve ser compreendido como o potencial máximo que existe em todos os seres. Mas ele só desabrocha naquele que possui completa autocompreensão. Os Grandes Mestres, aqueles seres que compreendem a si mesmos e que vivem como manifestações do Cristo Universal, apareceram em muitas tradições diferentes em toda a História. Eles demonstraram, na totalidade de seu ser e de seus ensinamentos o caminho para unir o humano ao divino. Este potencial está presente em todo ser. O Cristo Universal é o instrumento através do qual retomamos a conexão com a Fonte primeira. É a graça salvadora que nos liberta da ignorância (...) A força e a verdade dessas muitas histórias do Cristo Universal residem em sua universalidade, não em sua exclusividade. Continuamos contando-as, geração após geração, de cultura para cultura, porque algo em nós ressoa profundamente com as suas verdades acerca de nossa natureza e do modo como podemos reconciliar o humano com o Divino. Por meio delas, encontramos orientação ao confrontar nossas sombras e ao enfrentar as provas e tentações, os perigos e os sacrifícios, ao viver a consciência do Cristo. Não retornamos à totalidade através desta ou daquela religião; retornamos através do Cristo Universal. Os Mistérios ensinavam aos iniciados que nós, primeiramente, entramos no caminho, depois seguimos o caminho e, por fim, nos tornamos o caminho."
(http://www.acasadoaprendiz.com.br/oraflamel_01_08_02.html)

Eis aí um exemplo de gnosticismo moderno, um cristianismo esotérico e uma visão mais aberta sobre a ideia de Cristo.

Altamirando Macedo disse...

Rodrigo, há de convir comigo, ser cristão para quê?

Concordo em gênero, número e grau. Tanto faz Jesus, Menahen, HaShem ou Manelau. Qualquer um pode ser este Cristo para fazer o ré-ligare com o divino já que a esperança está, ou não, dentro de nós. Só não precisava dourar a pílula com tanta fantasia.
Este cristianismo esotérico é a afirmação velada da inexistência de Jesus. Como diz o ditado "Pegaram um cidadão para Cristo".
Abraços.

Mr wildkiss disse...

Porque foi buscar um comentario de um Judeu Sebastião Lorenço?

Altamirando Macedo disse...

Mr wildkiss,

Estas pior que um Fermat, não entendi.

Cetico disse...

Mas nao adianta postar esse argumentos, sempre os cristaos tentam um contra-argumento, ai é preciso reformular tudo pra eles entenderem. Vê isso:

http://povman.wordpress.com/2010/12/13/maldicao-de-jeconias

http://defendendoaverdade.blogspot.com/2008/04/refutando-as-supostas-contradies-da.html