domingo, 11 de julho de 2010

O todo criacionista deveria saber

Parte X - História Cristã

Jesus

Ele não nasceu em Belém, teve vários irmãos e sua morte passou despercebida durante o império romano. O judaísmo ortodoxo acredita que o Messias, enviado de Deus, será um descendente do rei Davi. O novo testamento qualifica Jesus como sendo este Messias e descendente de Davi. Porém é certo que José, esposo de Maria, pertence a casa de Davi mas Maria foi emprenhada pelo Espírito Santo e nem ele nem Maria eram descendentes de Davi, logo Jesus, também, não era descendente do rei Davi. Segundo a tradição judaica o genro se torna filho do sogro mas a nora, não. Sendo assim, nem por tabela, Jesus descende de Davi. Alguns deístas não acreditam que Jesus foi um Messias.
Mas afinal, quem era este Jesus!? A começar pela aparência: Baseados em estudos de crânios de judeus os pesquisadores dizem que a fisionomia de Jesus era parecida com a de um Árabe moderno. Em tempos turbulentos como o de hoje, ele teria dificuldades em passar pela alfândega de alguns aeroportos americanos ou europeus. Deve ter nascido em IV aC pois o calendário romano/cristão tem um erro de 4 anos, tampouco em 25 de dezembro em Belém, pois o mês de dezembro foi fixado em 525 depois dele. Há quase um consenso entre os historiadores que Jesus nasceu em Nazaré, um vilarejo pobre que na época tinha, no máximo, 400 habitantes e teria sido educado entre os essênios em Monte Carmelo ao norte de Israel.
A arqueologia demonstra que os essênios detinham a mesma prática e terminologia semelhante ao cristianismo. João Batista pregava o que foi escrito pelos essênios nos manuscritos do Mar Morto. A interpretação correta dos textos históricos e a arqueologia estão trazendo surpreendentes revelações sobre este Jesus histórico. Uma destas revelações pode estar contida numa pequena caixa cor de areia encontrada em Jerusalém com inscrição feita em língua e caligrafia de 2.000 anos atrás. Ao lê-la em aramaico, da direita para a esquerda, como a maioria das línguas semitas, está escrito inicialmente Yaakov Bar Yosef, ou seja: Thiago filho de José e continua: Akui Yeshua, irmão de Jesus.
A tumba ou cripta de Talpiot descoberta em 1980, comportava dez ossuários, cinco continham inscrições com nomes ligados ao novo testamento como Maria, José e Thiago. A inscrição Marianne seria uma referência à Maria Madalena. Centenas destas criptas foram descobertas em Israel e muitas em Jerusalém devido a expansão da construção civil. Para os arqueólogos os símbolos na entrada da cripta de Talpiot sugerem que as pessoas ali enterradas eram reconhecidas como sábias ou sagradas. O ossuário onde se lê Marianne é o mais decorado de todos, o que pode ser um símbolo de status. Sabe-se que este tipo de sepultamento só foi usado por volta do século I da era cristã.
Combinando a Bíblia com textos apócrifos e os ossuários de Talpot, arqueólogos propõe como hipótese, uma árvore genealógica naqual Jesus tem irmãos, esposa e até um filho chamado Judas. O DNA coletado nos ossos de Jesus e Marianne mostram que eles não eram irmãos da mesma mãe e, estatisticamente, a chance de se encontrarem por acaso na mesma tumba, é de 1 em 600.
A morte deste Jesus nada teve haver com expiação de pecados, ele morreu porque sua pregação o colocou em choque com o imperialismo romano

O que todo criacionista deveria saber


Parte IX - História Cristã
Salomão
Quando se fala de Salomão torna-se muito difícil separar o que é verdade do que é lenda, sendo assim quase impossível se estabelecer os limites onde termina a verdade histórica e onde começa a lenda. Salomão era filho do Rei Davi que foi um dos maiores personagens da história dos hebreus e através dele, Deus estabeleceu a casa de Davi de onde viria depois Jesus Cristo. Davi cometeu dois grandes pecados contra Deus, adultério e homicídio, um para esconder o outro.
De acordo com as escrituras bíblicas, Salomão foi muito rico e inteligente, sua sabedoria se expandiu em muito as divisas do seu reino. Ficou muito conhecido por haver ordenado a construção do templo de Jerusalém no 4° ano de seu reinado exatamente no 480° ano após o êxodo de Israel do Egito. A tradição posterior imputaria à Salomão grande sabedoria e ao seu reino o status de época áurea. Ele é considerado dentro da tradição judaico/cristã como o homem mais sábio que já viveu até então. A Bíblia nos relata que no seu reinado diversos reis e governantes vinham a Israel fazer perguntas e receber conselhos do Rei Salomão incluindo a Rainha de Sabá. Salomão reinou entre 1009 e 922 aC durante o reinado do Faraó Psusenes I que foi o 3° Rei da XXI Dinastia Egípcia. Durante os séculos posteriores diversas obras de outros autores foram imputadas a Salomão para dar-lhes valor. Até o presente, à luz da arqueologia, não há qualquer comprovação ou mesmo indícios significativos capazes de conferir autenticidade histórica à figura do Rei Salomão nem que Jerusalém tenha sido, no século X AC, o centro de um reino amplo e próspero conforme descrito no livro dos Reis. Ademais, tendo sido Salomão um rei famoso por sua sabedoria e riqueza, era de se esperar que seu nome fosse referido por outros povos daquela região, sobretudo pelos fenícios de Tiro com quem o reino de Salomão manteve um intenso comércio.A ausência de qualquer achado arqueológico desta natureza parece indicar que Salomão é, na verdade, o símbolo de um passado glorioso, ainda que legendário, que a maioria dos povos apreciava se atribuir.

O que todo criacionista deveria saber


Parte VIII - História Cristã

Moisés

Segundo a maioria dos historiadores, Moisés foi um israelita adotado pela filha do Faraó Seth que foi o 2º Rei da XIX Dinastia Egípcia durante o período entre 1291 a 1278 aC. Ele, Moisés, foi criado por Thermuthis e educado na corte como um príncipe do Egito. Aos 40 anos, já sob o domínio de Ramsés II, Moisés é obrigado a fugir para o exílio a fim de escapar da pena de morte por haver assassinado um feitor egípcio.

Estudiosos acreditam que o período em que Moisés passou entre os egípcios serviu para que ele aprimorasse o conceito de monoteísmo criado pelo Faraó Akhenaton, Iº Rei da XVIII Dinastia Egípcia (1361 a 1300 aC), levando o conceito deste faraó revolucionário para o povo judeu.

Moisés, com 80 anos, conhecedor das leis e costumes dos egípcios, foi convidado, estimulado ou indicado para tirar o povo israelita da escravidão no Egito. Escravidão esta, iniciada na época de José durante a XVII Dinastia Egípcia há 250 anos. Moisés leva o povo judeu para o deserto, onde peregrinam por 40 anos, após abrir o mar Vermelho para sua passagem.

O 4º Rei da XIX Dinastia Egípcia, Menephat, faz referencia ao nome Israel não como uma tribo, mas como um país. Não faz alusão ao êxodo nem à escravatura de povos semitas.

Moisés morre aos 120 anos após avistar Canaã. Josué sucedeu-lhe como líder chefiando a conquista de territórios na Transjordânia e Canaã. Mesmo lendária, é a primeira invasão, infrutífera, de movimento sem terra.