sábado, 22 de maio de 2010

O que todo criacionista deveria saber


Parte VI - História Cristã

Abraão

Abraão foi precursor de três grandes religiões; Judaísmo, Cristianismo e Islamismo. Tem sua origem em Ur na Caldéia e viveu entre os séculos XX e XVIII AC. Foi encontrado um contrato Babilônico com datação fixada entre os anos de 1.800 e 2.000 aC. É provável que seja do patriarca Bíblico, caso ele tenha existido.

Alguns acreditam que os ensinamentos de Melquisedeque teriam sido de grande importância para aquilo que as religiões têm transmitido hoje sobre Abraão. O que o antigo testamento registra são diálogos entre Abraão e Deus, mas há quem defenda a tese de que Melquisedeque teria tido uma presença maior na vida de Abraão como um verdadeiro mensageiro de Deus na terra. Visto que, Melquisedeque era um rei que não tinha ascendentes nem deixou descendentes, lhes eram atribuídos poderes Divinos. Há também aqueles que juram ser Melquisedeque e Cam a mesma pessoa.

Posteriormente os escribas encararam o termo Melquisedeque como sinônimo de Deus. O registro de tantos contactos de Abraão e Sara com os Anjos do Senhor podem referir-se as suas numerosas entrevistas com Melquisedeque. Sem evidências não há provas de existência.

Neste período floresceu a civilização Grega banhada pelo mar Egeu tendo no cotidiano a democracia, prostituição, escravatura e os jogos olímpicos. Se engrandeceram com seus filósofos e se orgulharam de seus autores.

Abraão era filho de Teráh, 10 gerações após Noé. Considerando que Noé teria vivido 350 anos depois do dilúvio, Abraão poderia ter convivido com ele. Sua história começa na cidade de Ur dos caldeus e segue em direção a Canaã. A partir daí a Bíblia relata diversas aventuras desconexas envolvendo Abraão, Sara e seu sobrinho Lot sempre realçando a nobreza do personagem e sua obediência a Deus

É preciso ter muita fé para acreditar que Abraão tenha sido uma figura histórica e não um personagem exaltado apenas por Moisés afim de explicar a origem do hebreus e motivar o êxodo de seu povo do Egito em direção a Canaã para concretizar as promessas de seu Deus.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

O que todo criacionista deveria saber


Parte V - História Cristã

Noé

Noé nasceu antes da I Dinastia e viveu durante 900 anos, alcançando a III Dinastia. Sobreviveu a 18 reinados de Faraós Egípcios e foi a 10ª geração após Adão.

A Bíblia diz que, Deus comandou Noé para construir um barco por sua inspiração, este barco salvaria Noé, toda sua família e todas as espécies de animais do dilúvio. A história do dilúvio, como todas as outras do velho testamento, não é um fato exclusivo da Bíblia. Esta história escrita por Moisés é similar a outras mais antigas, no entanto sua importância reside no fato de ser, a história do dilúvio, um marco entre duas formas de contar o tempo. O ano solar, baseados nas estações do ano ou, no caso, das cheia do Nilo e o ano lunar, baseados nas luas cheias ou nas marés de Sigízias. Este último explicaria a alegada longevidade dos lendários personagens Bíblicos. Tal história também pode ser observada entre os gregos antigos no mito do Deucalião.

Noé teve três filhos, Sem, Cam e Jafé, que entraram para a história como formadores de Nações e era adepto ao alcoolismo. A Bíblia atribui a origem Semita para Hebreus, Caldeus, Assírios, Persas e Sinos. Os Cananeus, Egípcios, Filisteus, Hititas e Amorreus eram descendentes de Cam e estabeleceram-se em Canaã, no Egito e na África. Já os descendentes de Jafé se estabeleceram na Europa e na Ásia Central, eram os Gregos, Trácios e Citas. Quando vários destes povos já existiam muito antes que o próprio Adão.

A Arca ou Safina está mais para um barco amazônida do que para um navio. Media 157m de comprimento, 26,2m de largura e 15,7m de altura dividida em três andares totalizando 64.580m³, portanto insuficiente para a acomodação de tantos animais e seus proventos para 300 dias. Ainda mais que Noé não jogou esterco ao mar.

A fé Bahäi, uma mistura de islamismo, hinduísmo e outras religiões, respeita a Arca e as inundações como figuras simbólicas. Nesta crença, apenas seguidores de Noé estavam espiritualmente vivos devido aos seus ensinamentos, enquanto os descrentes estavam espiritualmente mortos e aniquilados pela inundação. Outros já sugerem que a inundação foi, meramente, local e que a Arca foi, portanto, uma barcaça em vez de um navio como mostra Ron Wyatt em 1980. Foi encontrada uma tabuinha em Nipur, na Babilônia, com datação de 1.600 aC contando a história de uma devastadora inundação. Os sumérios também relatam uma história de dilúvio, muito antes dos Hebreus surgirem como povo.

Há muito se procura pela Arca de Noé como se existisse uma madeira que suportasse 5.000 anos de intempéries. Se a Arca de Noé fosse feita de pedra como as pirâmides, Harapa ou Mohenjo-Daro, já a teríamos encontrado, ainda mais com localização determinada.

A história de Noé começa com uma impostura, segundo a Bíblia Matusalém viaja ao encontro de Enoque para lhe narrar a revelação divina para o futuro feito de Noé. Enoque 106:13-17. Porém os judeus não aceitam os livros de Enoque e que Matusalém não poderia ter feito qualquer alusão a respeito de Noé a Enoque, pois este já não poderia ser encontrado muito antes do nascimento de Noé. Gênesis 5:21-29.

O que todo criacionista deveria saber


Parte IV - História Cristã
Criacionismo ou Design inteligente

O criacionismo condena o poligenismo ou seja, que teria existido vários casais que deram origem a todo o resto da humanidade. A igreja não condena a teoria da evolução pois a forma em que surgiu a matéria corpórea não faz parte do depósito de sua fé.
Ela deixa aberta esta discussão, desde que o fiel creia que em algum momento Deus concedeu ao homem, uma alma para o diferenciar de outros animais. O poligenismo não está em discussão visto que esta idéia não harmoniza com o pecado original que foi cometido apenas por um homem, Adão. Sendo assim, a igreja ensina que Adão e Eva são, verdadeiramente, os únicos pais da humanidade criados por Deus a quem ele concedeu uma alma. Havendo o desejo de tornarem-se como seu criador pecaram por desobediência e foram destituídos da graça santificante fazendo com que toda a humanidade caísse.
Esta graça, segundo o que ensina a igreja cristã, foi concedida novamente através do batismo. De acordo com a visão judaica, o homem ao ser criado a imagem e semelhança de Deus estaria sendo assim, um microcosmo das forças da criação. Esta imagem e semelhança é um arquétipo conceitual. Somente o homem, dentre todos os animais, apresenta atributos considerados divinos.
Metade da população mundial acha que as metáforas religiosas são fatos. A outra metade afirma que não. O resultado é que temos indivíduos que se consideram cristãos fiéis porque aceitam as metáforas como fato e outros que se julgam ateus porque acham que as metáforas religiosas são mentiras. Uma destas metáforas é Eva.
Originalmente o cristianismo era uma seita do judaísmo, abraçou a cultura, a história pagã e a metáfora da costela de Adão exemplifica o distanciamento do hebreus da religião cultuada entre os antigos.
A Arqueologia, paleontologia e antropologia estabelecem o aparecimento do homo Sapiens Sapiens há cerca de 160.000 anos, num período geológico muito recente, a partir da África no vale do Omo no sudoeste da Etiópia. A evolução biológica da espécie humana seria o resultado da adaptação do homo Erectus ao meio em que vivia. Desde então o homo Sapiens torna-se a espécie dominante do planeta.
Causas inteligentes são necessárias para explicar as complexas e ricas estruturas da biologia e que estas causas são empiricamente detectáveis. A bíblia nos diz, sem se preocupar com a impostura, que Deus criou Adão e Eva há 6.000 anos como se estivesse iniciando a criação da raça humana. O casal teve dois filhos sendo que um assassinou o outro e fugiu para a terra de Nod onde constituiu família. Tempos depois Deus dá outros filhos a Eva como prêmio pela perda dos primeiros.
O design inteligente é uma forma moderna do tradicional argumento teológico, para a existência de Deus, modificado para evitar especulação sobre a natureza ou identidade do criador por um processo não direcionado como a seleção natural. Mas continuam acreditando que este criador é o Deus dos cristãos.

sábado, 8 de maio de 2010

O que todo criacionista deveria saber

Parte III - Formação das Sociedades

A) Do Médio Imperio ao Cristianismo

2.200 aC – Os Príncipes de Tebas fundaram a XI Dinastia dos Mentuhotep dando início ao Médio Império que durou de 1.938 a 1.600 aC com capital em Tebas. Dá-se o apogeu da civilização do Vale do Indo com mais de 1.500 vilas e com algumas cidades amplas, bem planejadas com sistemas de drenagem e prédios sofisticados.

1.300 aC – Início da XIX Dinastia denominada Ramséssida fundada por Ramsés I que prosseguiu com seu filho Seti I e seu neto Ramsés II (O grande). Sob a égide destes dois monarcas o Egito prosperou e conheceu um esplendor inimaginável. As campanhas militares sucederam-se e o Egito se tornou a primeira potência do Médio Oriente e norte da África. Com a morte do filho de Seti II, Siptáh (1.193/1.187aC) extingue a linha dos Ramséssídas e finda a XIX Dinastia.

945-712 aC – A XXII Dinastia Egípcia demarca o início da decadência do novo império. Dos dez reis que governaram o Egito durante esta dinastia, seis eram Líbios e fizeram gastos militares excessivos arruinando o Egito. Em 620 aC dá-se a queda de Babilônia com seu rei Nabucodonosor. Babilônia que nos deu a matemática, a astronomia e a torre de Babel. Dá-se, também, o fim de Harapa e a Índia retaliada. Surge em cena o modelo político que anarquiza o país até hoje.

520 aC – A XXVII Dinastia Egípcia foi a dinastia naqual o Egito foi anexado ao gigantesco Império Persa da Dinastia Aquemênida pelo então Faraó Cambises II que herdou do seu pai, Ciro II, um império jamais visto.

380 aC – A XXX dinastia é considerada a ultima Dinastia Egípcia pura a reinar sobre as terras do antigo Egito e também foi a ultima a manter o Egito como uma entidade independente,

332 aC – Alexandre, o grande, toma o Egito sem luta e inicia o período Macedônico que dura até 304 aC.

A história do Egito faraônico deveria ter terminado em 332 aC, quando o País foi conquistado pelos Gregos ou em 30 aC quando teve seu ultimo Faraó. Mas o Egito faraônico só termina quando o Basileu Bisantino Justiniano mandou fechar, em Filae, o ultimo templo de Isis e da religião original dos Egípcios em 550 dC. É neste período que a Núbia pagã se converte ao cristianismo.

O cristão Egípcio denominado Copta tem suas próprias interpretações da Bíblia, identificam Jesus como Deus não como trindade, possuem seu patriarcado em Alexandria. Igreja que nasceu da pregação de Marcos, o santo. Já em 642 dC os muçulmanos conquistaram o Egito e trouxeram consigo o islamismo. Os muçulmanos não forçaram a conversão dos Egípcios, mas beneficiaram os que seguiam Maomé com baixos impostos.

Poucos Países no mundo possuem uma história tão complexa e interessante quanto o Egito que foi faraônico, Greco-Romano e Muçulmano.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

O que todo criacionista deveria saber


Parte ll – Formação das sociedades

A) Do final do período Solutriano à idade da pedra.

Partindo da premissa de que, segundo os criacionistas, o Universo fora criado há 6.000 anos aproximadamente, triplicaremos esta data para analisarmos o que a ciência, através de suas pesquisas, prova com evidencias, o que tem acontecido desde há 18.000 anos.
- 18.000. No período Magdaleniano a população humana do vale do Nilo multiplica-se com velocidade devido a caça de grandes animais, inclusive mamutes, fósseis indicam o consumo de 250 gramas de carne ao dia. Usavam lampiões que queimavam óleo animal. No vale do Indo já existia civilização com cidades esplendorosas, Harapa e Mohenjo- Daro.
- 14.000. Período Mesolítico. Gigantesco cataclisma sacode a Ásia Central destruindo o império Rama e suas cidades.
Os Arianos chegam a Creta. Afundamento parcial de Atlântida restando apenas uma ilha, Poseidonis. O dilúvio varre o império Uighur da face da terra com ondas gigantescas em direção sul/norte. Este dilúvio é relatado em 85 lendas diferentes, ao mesmo tempo elevam-se as montanhas do Himalaia e do Afeganistão.Pesquisadores já encontraram fósseis de animais marinhos nos taludes do Himalaia. Arianos partem para colonizar o Egito.
- 9.564. Submersão final da ilha de Poseidonis citada por Platão. Consolida-se a predominância do Homo Spiens Sapiens sobre todos os animais e outros hominídeos.
- 7.800. Surge o primeiro esboço de uma cidade organizada (Jericó), colhem grãos, abatem bovinos, caprinos, porcos e orquídeas para alimentação.
- 6.800. Cidade de Çatai Hüyük na Turquia sem ruas definidas e casas sem portas.
- 6.000. Início da idade do cobre, criação de gado, cultivo de grãos e, também, o desenho rústico.

.500 ou 3.500aC – Tem início o período pré Dinástico no Egito com seus três primeiros Faraós, Ro,Ká e Hórus que se intitulavam divindades e formaram a Dinastia Zero.

3.500 aC - Os homens começam a guerrear entre si, fato inédito até então.Traz a aceleração do progresso e cessa o nomadismo. O Faraó Menes, Rei da I Dinastia unifica o Baixo e o Alto Egito numa só Nação. Fundação das cidades hieráticas da Suméria.

2.690 aC – Inicia-se o Império Antigo formando a III Dinastia com capital em Mênfis. O Rei Djose 2° Faraó desta Dinastia projeta a pirâmide em degraus. Erguem-se as pirâmides de Queóps, Quéfren e Miquerinos Faraós da IV Dinastia e a Esfinge de Gisé. Dá-se através da arte, o maior esplendor da civilização Egípcia. Nesta mesma época em que o Egito, Mesopotâmia e China começam a esbanjar desenvolvimento e a ocupar o centro do mundo, os harapianos florescem no Vale do Indo dominando técnicas inimagináveis para aquele período da história.

2.350 aC – Com a VI Dinastia Pepi II multiplica a imunidade concedida aos nobres. Os chefes dos Nomos se tornam mais independentes e desaparece o poder centralizador dos Faraós. Nitócris, a primeira mulher a governar o Egito foi o último Faraó da VI Dinastia.Ocorre a afirmação do Clero em Heliópolis, passando os reis a se considerarem filhos do Deus Ré. Após longas lutas internas que marcaram o fim do Antigo Império, o Egito entra em decadência.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

"O que todo criacionista deveria saber"


Parte I - Noção de grandezas
A) Sobre a Via Láctea.
B) Comparações à velocidade da luz.
C) Importância da Terra no contexto.
O filósofo Grego Demócrito (450-370 aC) foi o 1º a propor que a Via Láctea era composta por estrelas distantes. A prova disto se deu em 1610 quando Galileu Galilei usou um telescópio para estudá-la e descobriu que ela era composta de um número incalculável de estrelas.
A Via Láctea, onde está localizado o nosso sistema solar, é uma estrutura constituída por cerca de duzentos bilhões de estrelas, segundo algumas estimativas. Ela descreve como um todo, um movimento de rotação. Seus componentes, núcleo, bulbo, central, disco, braços espirais, componente esférico e o halo, não se deslocam à mesma velocidade. As estrelas que estão a uma distância maior do centro movem-se a velocidades mais baixas que as mais próximas.
Nosso Sol descreve uma órbita quase circular (elipsóide), sua velocidade relativa ao universo gira em torno de 225 Km/s e seu período de revolução é de, aproximadamente, duzentos milhões de anos.

Em 1917 o Astrônomo Harlow Shapley realizou o primeiro cálculo, provado posteriormente, das reais dimensões da Via Láctea. O Sol se situa a 30.000 anos/luz do seu centro galático o qual tem 100.000 anos/luz de diâmetro. Os corpos que, aparentemente, havia em órbita desta, Edwin Hubbler provou serem outras galáxias.

A Via Láctea está inserida num grupo local de galáxias que é constituído por trinta outras. As principais são Andrômeda(a de maior dimensão) e a Via Láctea (a mais maciça) separadas entre si por meros 2,6 milhões de anos luz.

O sistema solar está inserido no terço médio de um dos quatro braços principais da Via Láctea, o braço de Órion e é composto pelo sol e seus planetas: Mercurio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. O Sol é 372.946 vezes maior que a Terra que tem, aproximadamente, 12.500 km de diâmetro e está a uma distância de 149.597.870 Km. Viajando na velocidade da luz (300.000 km/seg) se gasta “longos” 8,5 minutos.

Para melhor entendimento, se o Sol fosse representado por uma bola de futebol com 22,0 cm de diâmetro, nesta escala a Terra ficaria a 23,6 m de distância e seria uma bolinha de vidro com apenas 2,0 mm de diâmetro. Na mesma escala a estrela mais próxima, a Próxima Centauro, estaria do Sol 6.332 km.

Um grão de areia do deserto de Saara representa bem mais para a Terra, do que ela própria representa neste contexto.

Lula, minha anta

Nas primeiras décadas do século XX a devoção à pátria unia tanto ditadores de esquerda quanto da direita como o comunista Stálin e o nazista Hitler em busca da autêntica raiz da pátria. As nações valorizavam o folclore e as músicas populares.
Quando o Brasil conheceu estas tendências os escritores entenderam que a raiz autêntica do Brasil era o caboclo, o mestiço, o popular. Era preciso defender a raça brasileira assim como Hitler defendia os arianos. O partido de ultra direita exalta o caboclo, representante legítimo do povo brasileiro.
O pintor Almeida Junior em vez de retratar cenas de momentos ilustres da pátria, ele preenche suas telas com cenas simples e humildes como o caipira tocando viola na janela de sua casa. Guilherme de Almeida participou da semana da arte de 1922 e divulgou o movimento verde-amarelismo ou escola de anta. Defendia, sem ironia, a anta como símbolo nacional.
Quase um século depois, o Brasil figura entre as trinta maiores economias do planeta, participa ativamente de todas as atividades científicas mundiais, é auto-suficiente na produção de alimentos e energia e só agora conseguimos ser representados por uma anta.

Atavismo

Atavismo significa o ressurgimento das características de um certo animal ancestral. Se são regressões genuínas e aparecem em todos os tipos de animais, como ficam os humanos? Separamo-nos dos primatas há seis milhões de anos e nos desenvolvemos rapidamente neste período. Nossos dedos e palmas ficaram menores e nossos dedões maiores e mais flexíveis. Perdemos grande parte da pelagem e ganhamos mais glândulas sudoríperas. Tornamo-nos bípedes, desenvolvemos nossa linguagem e aprendemos habilidades cognitivas distintas, apesar de alguns de nós ainda agirem como macacos. Atavismo?
Algum de nós temos caninos maiores, remanescentes das presas dos chimpanzés e Darwin viu isto como um sinal de regressão. Uma teoria sugere que isto seria o resultado de uma estrutura social diferente na qual os machos lutariam mais pelas fêmeas. Alguns cientistas falam que ter partos gêmeos ou trigêmeos é uma regressão ao tempo em que mamíferos pariam grandes ninhadas. Algumas mulheres herdaram a tendência de ter gêmeos não idênticos que se formam quando os óvulos são liberados e fertilizados individualmente. Atavismo?
Um fator relacionado à genética dos indivíduos delinqüentes é o fator XYY ou seja, a existência de mais de um cromossomo Y, responsável pela característica masculina. Os cientistas não podem precisar sobre a natureza deste fenômeno, exceto dizer que o mesmo pode ser encontrado na maioria dos presídios, em especial em delinqüentes cujo meio nunca proporcionaria a formação de um criminoso. Atavismo?
Cesare Lombroso (1835 - ??), destaca que sua teoria do delinqüente nato foi formulada com base em resultados de mais de 400 autópsias e 6.000 análises de delinqüentes vivos. Lombroso aponta as seguintes características corporais para o homem delinqüente:


Protuberância occipital, órbitas grandes, testa fugidia, arcos superciliares excessivos, zigomas salientes, prognatismo inferior, nariz torcido, lábios grossos, arcada dentária defeituosa, braços excessivamente longos, mãos grandes, anomalias nos órgãos genitais, polidactilia, orelhas grandes e separadas. As características anímicas segundo o autor são: insensibilidade a dor, tendência a tatuagem, cinismo, vaidade, falta de senso moral, preguiça excessiva e caráter impulsivo. Atavismo?


ATAVISMO É VOTAR EM DILMA.